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Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, participou de uma coletiva de imprensa e destacou a relevância da Argentina para o mercado de minerais críticos

O governo de Donald Trump não está para brincadeira quando o assunto é a disputa tecnológica contra a China. Depois de firmar acordos com México, União Europeia e Japão, os EUA assinaram um instrumento-quadro sobre metais críticos com a Argentina nesta quarta-feira (4).
O acordo busca o fortalecimento do suprimento em mineração e processamento dos minerais. Além disso, os governos indicaram o objetivo de garantir transparência no setor, que é considerado estratégico para as áreas de tecnologia, segurança e defesa.
Vale lembrar que os metais críticos são um grupo de 17 elementos de difícil extração. Eles são essenciais para a fabricação de smartphones, painéis solares, carros elétricos e até equipamentos militares.
Segundo Buenos Aires, a iniciativa visa consolidar cadeias mais fortes e diversificadas, gerar um ambiente favorável para a chegada de investimentos produtivos de longo prazo no setor e responder ao crescimento da demanda global e à aplicação de tecnologias de ponta.
A assinatura do acordo ocorreu em uma cúpula ministerial sobre minerais críticos convocada pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Com a intenção de deter o avanço da China no mercado desses minerais, a reunião contou com a presença de representantes de mais de 50 países.
O acordo não indica apenas a proximidade entre os líderes Donald Trump e Javier Milei, mas uma ação estratégica.
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A Argentina faz parte do Triângulo do Lítio, junto com Chile e Bolívia, sendo um dos países com maior potencial de crescimento na produção dos minerais críticos. O país também é rico em outros minerais, como cobre, prata e zinco.
Pouco antes da assinatura do acordo, Rubio participou de uma coletiva de imprensa e destacou a relevância do país para o mercado de minerais críticos. "A Argentina desempenhará um papel fundamental para o mundo, tanto pelos recursos disponíveis quanto pela capacidade e experiência de investimento que possuem no processo [de extração]", afirmou.
Já Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, fez um discurso reforçando a importância do segmento para a economia global.
“Em um contexto de estabilidade macroeconômica e de regras claras e previsíveis para o investimento, a mineração se consolida, junto com a energia e a agroindústria, como um dos pilares do processo de transformação econômica em curso”, disse Quirno.
Ele ainda informou que a Argentina caminha para um aumento de suas exportações totais, da ordem de US$ 100 bilhões, nos próximos sete anos.
Esse crescimento, segundo Quirino, contará com uma participação crescente da mineração, que pode superar os US$ 20 bilhões e alcançar mais de US$ 30 bilhões até o final da próxima década.
Antes do acordo anunciado ontem, os EUA já haviam assinado um Memorando de Entendimento com o país em agosto de 2024. O documento é voltado para o fortalecimento da cooperação entre as duas nações em relação aos minerais críticos e as cadeias de suprimentos.
Para isso, o acordo facilita investimentos conjuntos, comércio e exploração, assim como promove a integração da Argentina nas cadeias de suprimentos que Washington considera estratégicas, como o lítio.
Além disso, buscando reduzir a dependência e o domínio da China no setor, Trump anunciou na segunda-feira (2) um projeto para criar uma reserva de minerais críticos nos EUA de US$ 12 bilhões.
Vale lembrar que o país asiático é líder da cadeia de suprimentos de minerais críticos, sendo responsável por quase 60% da mineração mundial de terras raras e mais de 90% da fabricação de ímãs.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Clarín.
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