Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
As ações da Magazine Luiza ganham impulso com parceria com o Mercado Livre, que chega a um público que hoje não é cliente da varejista

Ainda que as ações do Magazine Luiza (MGLU3) tenham perdido quase todo seu valor desde o auge, esse cenário pode começar a melhorar. Um dia depois que os papéis dispararam 17% na bolsa de valores,, o Bank of America (BofA) atualizou sua perspectiva para a Magazine Luiza (MGLU3) e elevou ‘duplamente’ a recomendação das ações, de venda para compra.
O banco também ajustou o preço-alvo para MGLU3 de R$ 5 para R$ 8, um potencial de valorização de 48,1% sobre o preço de fechamento do dia anterior.
As ações da varejista operam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV) hoje. Por volta de 12h50 (horário de Brasília), MGLU3 subia 3,33%, a R$ 5,58.
Na véspera, o papel da varejista terminou o pregão com salto de 16,88%, a R$ 5,40. A empresa anunciou que irá oferecer produtos de estoque próprio (1P) das marcas Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos dentro da plataforma de marketplace do Mercado Livre.
A ação também foi impulsionada pela alta generalizada do principal índice da bolsa de valores com o "trade eleitoral".
Por que comprar MGLU3 agora?
Em relatório, os analistas Robert Aguilar, Melissa Byun e Wellington Santana destacam a parceria da Magalu com o Mercado Livre (MELI3) para a mudança de perspectiva com a varejista.
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“A Magazine Luiza parece estar mudando sua estratégia, passando de um modelo de marketplace amplo e caro para uma série de conceitos especializados mais eficientes em suas franquias de produtos duráveis, beleza, moda esportiva e tecnologia e jogos”, afirmou o trio.
Nas contas da equipe, a canibalização das vendas próprias será de até 25%. Segundo o JP Morgan, 75% dos compradores do Mercado Livre (MELI) não são clientes da Magazine Luiza (MGLU).
Além disso, é uma venda mais eficiente que trazer consumidores por tráfego pago, com anúncios. Eles esperam prazos de repasse inferiores a 15 dias, o que reduziria de forma relevante a necessidade de capital de giro.
- COMPETIÇÃO ACIRRADA: Casas Bahia, Americanas, Magazine Luiza e outras varejistas fecham mais de 1,1 mil lojas em quatro anos
O BofA também destaca que a parceria poderia ser ampliada para incluir as lojas da Magazine Luiza como pontos de retirada e devolução para compras de outros comerciantes no Mercado Livre.
Separadamente, as duas empresas ainda negociam um segundo acordo para utilizar as mais de 1.000 lojas da Magazine Luiza como pontos de retirada e troca de pedidos do Mercado Livre, com um possível anúncio nos próximos meses.
O Magazine Luiza já tem acordos semelhantes com a Amazon e AliExpress.
“Também esperamos que a MGLU busque acordos semelhantes com outros marketplaces, tanto em termos de anúncios quanto de logística para itens grandes e/ou volumosos , visando aumentar a densidade de estoque e reduzir os custos unitários de envio”, escreveram os analistas.
Espaço deixado por Casas Bahia
Para sustentar a visão otimista, o BofA também considera os potenciais da companhia com a recuperação judicial da sua maior concorrente, Casas Bahia (BHIA3), que detém uma participação de mercado estimada entre 25% e 30% nas categorias tradicionais de produtos duráveis.
“Esperamos que a MGLU se mostre a maior beneficiária do setor diante dos problemas da BHIA”, diz o banco.
Essa também é a visão do JP Morgan. A parceria ocorre em um momento em que as duas companhias pela Casas Bahia no segmento de bens duráveis, em meio ao seu processo de recuperação judicial. O JP Morgan mantém a recomendação Underweight, equivalente à venda.
Com Money Times
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