Decepcionou? WEG (WEGE3) lucra R$ 1,45 bilhão no 1T26, recuo de 5,7% no ano; veja quando o crescimento deve voltar
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico

Depois do pior trimestre em 10 anos, a WEG (WEGE3) reportou mais um resultado fraco. O lucro líquido foi de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre de 2026 (1T26), recuo de 5,7% em comparação com o mesmo período em 2025, mostra balanço divulgado ao mercado nesta quarta-feira (29).
Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro de R$ 1,56 bilhão no período. Na comparação trimestral, o recuo chegou a 8,2%. Mesmo assim, analistas acreditam que a demanda mais fraca é cíclica, e que os bons fundamentos se mantêm.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, atingiu R$ 2,10 bilhões no período de janeiro a março deste ano, uma contração de 3,2% na base anual e de 8,3% ante o último trimestre.
A margem Ebitda avançou 0,6 ponto percentual de um ano para o outro, chegando a 22,2% no primeiro trimestre de 2026. O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG foi de 33,1% no 1T26, um recuo de 0,1 ponto percentual na comparação com o 1T25.
A empresa está em um ciclo mais fraco e também sofre com o real mais valorizado. Mesmo assim, não há motivo para desespero. Em relatório, o BTG Pactual diz que o mercado está de olho no crescimento da divisão de transmissão e distribuição de energia a partir de 2027.
"Não esperamos que correções fortes durem muito tempo, em um nome tão atraente", afirma o banco.
Leia Também
Por volta das 10h50, a ação estava em queda de 1,69%.
Outros números da WEG
A receita operacional líquida totalizou R$ 9,46 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período no ano passado. Frente ao último trimestre, o recuo é de 7,6%.
Do total, R$ 3,57 bilhões vieram do mercado interno, que sofreu com uma queda de 19,5% na comparação anual e de 8,1% na base trimestral. Outros R$ 5,89 bilhões vieram do mercado externo, o que representa um avanço de 4,5% no ano, mas recuo de 7,3% na comparação com o último trimestre.
De acordo com a WEG, as operações no exterior contribuíram de forma importante para a receita, mesmo em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e volatilidade do comércio internacional.
No mercado externo, mesmo com o desempenho da receita em reais impactado pela variação cambial, a atividade industrial continuou positiva nos principais mercados de atuação, principalmente nos equipamentos para segmentos como óleo & gás e sistemas de ventilação e refrigeração.
A WEG afirma que seguiu com bom resultado na área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), com continuidade do volume de entregas na área de transmissão & distribuição (T&D) na América do Norte, aliada à boa demanda dos negócios de geração.
Decepção esperada
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril.
Um dos problemas é que, no passado, a empresa surpreendeu positivamente, o que torma a base de comparação mais forte.
No entanto, esse momento de fraqueza deve ser pontual. O mercado espera um crescimento mais forte para 2027, com a nova capacidade de transmissão e distribuição, mas o câmbio vem se tornando uma fonte de risco.
Com valorização no ano, a moeda brasileira aumenta o risco de revisões para baixo nas projeções, incluindo uma possível queda de 6% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estimado para o ano, diz o JP Morgan.
Mesmo assim, apesar do curto prazo mais pressionado, o JP Morgan mantém uma visão construtiva para a empresa no longo prazo. A WEG segue bem posicionada para capturar tendências estruturais, como a eletrificação da economia e o avanço de soluções de armazenamento de energia.
Já o Santander destacou, em relatório anterior à divulgação dos resultados, que a demanda pelos produtos da companhia é estrutural e ligada à transformação do sistema energético global. A demanda por transformadores também continua forte, impulsionada pela substituição de equipamentos e pela expansão da rede elétrica. Data centers e inteligência artificial aparecem como vetores adicionais de crescimento.
Com Money Times.
QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA