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Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

É HORA DE COMPRAR?

Dividendos extras no horizonte? BB BI eleva preço-alvo da Vale (VALE3) e reforça tese de geração de caixa

Banco revisa projeções, cita forte geração de caixa e vê espaço para novos pagamentos ao acionista, mas mantém cautela com o papel

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
10 de abril de 2026
13:15 - atualizado às 12:49
Montagem traz um fundo com minério de ferro, uma mão segurando um punhado de minério do lado esquerdo, um gráfico em vermelho e verde na parte inferior e o logo da Vale na parte superior direita.
Vale (VALE3) - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/ iStock/ Canva Pro

A Vale (VALE3) recebeu um voto de confiança do Banco do Brasil Investimentos — mas com sinal amarelo. O banco elevou o preço-alvo das ações de R$ 75 para R$ 89 e manteve a recomendação neutra para a mineradora.

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Em relatório, o BB BI aponta um potencial de valorização mais limitado após a alta recente dos papéis. O novo preço-alvo implica um upside de cerca de 5,1% em relação ao último fechamento, de R$ 84,69.

A revisão do banco considerou os números do 4T25, novas estimativas divulgadas pela companhia e um cenário atualizado para commodities. Ainda assim, a leitura do BB BI é de que parte relevante desse cenário mais construtivo já está no preço, o que reduz o espaço para novas altas no curto prazo.

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Além disso, as ações já negociam próximas à média histórica de EV/Ebitda (métrica que relaciona valor da empresa e geração de caixa), reforçando a avaliação de equilíbrio entre risco e retorno neste momento.

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A análise também leva em conta ajustes operacionais e macroeconômicos, com destaque para o minério de ferro, ainda o principal driver da tese, mas com atenção crescente à diversificação do portfólio.

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Dividendos robustos da Vale seguem no radar

No quesito retorno ao acionista, a Vale continua entregando. Entre janeiro e março de 2026, foram distribuídos US$ 2,8 bilhões em proventos — o equivalente a R$ 3,58 por ação — incluindo dividendos ordinários do segundo semestre de 2025 e US$ 1 bilhão em pagamentos extraordinários.

Segundo o BB BI, a forte geração de caixa segue sustentando esse nível de distribuição, inclusive com espaço para eventos extraordinários.

Para 2026, a expectativa é de continuidade de fluxo de caixa positivo, o que pode abrir margem adicional para remuneração ao acionista — seja via dividendos extras ou recompra de ações — dependendo da trajetória da dívida.

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O gatilho está na alavancagem: quanto mais a dívida líquida expandida se aproximar ou ficar abaixo de US$ 15 bilhões (centro da meta da companhia), maior a chance de novos pagamentos. No fim de 2025, esse indicador estava em US$ 15,6 bilhões.

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Metais básicos ganham protagonismo e reforçam tese de longo prazo

Um dos principais vetores de revisão do banco veio da Vale Base Metals (VBM), que vem ganhando peso dentro da companhia.

O segmento apresentou um salto de 130% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2025, passando a responder por mais de 20% do resultado consolidado — mais que o dobro da participação do ano anterior.

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O desempenho reflete a combinação de aumento de volumes e preços elevados de cobre, níquel e subprodutos como ouro, além de uma maior estabilidade operacional das operações.

No VBM Day, realizado no fim de março, a companhia detalhou seus planos de expansão, com foco em cobre. A meta é ambiciosa: dobrar a capacidade para cerca de 700 mil toneladas até 2035, o que pode elevar a participação da divisão para algo entre 30% e 35% do Ebitda total da Vale.

Outro ponto que chamou atenção foi o plano de investimentos.

A companhia prevê capex de US$ 1,6 bilhão em 2026, com US$ 300 milhões destinados à expansão de cobre em Carajás, mantendo a estratégia de crescimento com autofinanciamento.

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A projeção de fluxo de caixa livre varia entre US$ 400 milhões e US$ 1,9 bilhão no ano.

Para o banco, além da execução operacional, houve avanço relevante na transparência da divisão, o que reforça a leitura positiva para o segmento no longo prazo.

Guerra EUA-Irã e Selic: é hora de ajustar a carteira?

Desempenho das ações e perspectivas para a Vale

No mercado, as ações da Vale chegaram a renovar máximas históricas em fevereiro, impulsionadas por bons resultados e pelo ambiente favorável da bolsa brasileira.

Na sequência, passaram por uma correção, acompanhando o aumento da aversão ao risco global em meio às tensões no Irã.

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Ainda assim, os papéis mostraram resiliência e voltaram a subir nas últimas semanas, apoiados pela sinalização e posterior confirmação de um cessar-fogo, além das perspectivas de continuidade de resultados robustos.

Entre os fatores que sustentam essa visão estão a evolução operacional da companhia, estão:

  • Continuidade da evolução operacional da Vale;
  • Manutenção dos preços de commodities metálicas em patamar elevado;
  • Crescente contribuição da VBM;
  • Sólida geração de caixa.

Segundo o BB BI, esses fatores tendem a mitigar parte dos riscos e sustentar um desempenho relativamente mais resiliente das ações da companhia em relação ao mercado.

No mês, VALE3 sobe 4,12%. No ano, a valorização é de 75,6%.

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