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Na disputa pela conveniência no e-commerce de medicamentos, o Mercado Livre estreia com preços mais baixos e navegação mais fluida, mas ainda perde em rapidez para rivais já consolidados como iFood, Rappi e Raia
Na briga de gladiadores do e-commerce brasileiro, não há espada mais poderosa do que a conveniência. Vence quem conseguir substituir completamente a necessidade de as pessoas saírem de casa — e não é de hoje que o Mercado Livre (MELI34) leva essa missão bem a sério. Agora, a plataforma também quer poupar sua caminhada à farmácia.
A gigante argentina de nascença e brasileira de coração lançou, no último dia 31, o projeto piloto para a venda de medicamentos na cidade de São Paulo, com cobertura inicial em bairros mais nobres, como Vila Mariana, Paraíso, Pinheiros e Itaim Bibi.
Com a entrada neste campo, o Meli ganha ‘novos’ rivais declarados além dos clássicos, em especial iFood e Rappi. As duas também vendem medicamentos online e já vinham colocando pressão no cenário competitivo da argentina no Brasil, mas agora a briga é direta.
Há também, é claro, a concorrência direta das grandes redes de farmácias. A RD Saúde (RADL3), por exemplo, dispõe de um aplicativo próprio para a entrega, bem como outras drogarias.
Embora a iniciativa do Mercado Livre ainda seja bem recente e esteja em fase de testes, o Seu Dinheiro avaliou o serviço em comparação com a de outros players já mais consolidados.
A primeira impressão é: o Meli oferece preços melhores, além de uma experiência de usuário com menos atritos. No entanto, ainda não serve para quem precisa do medicamento com certa urgência, para uma dor de cabeça de momento, por exemplo.
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Para o teste, o Seu Dinheiro comprou o mesmo medicamento via Mercado Livre, iFood, Rappi e no app da Raia. O produto escolhido foi uma caixa de 30 comprimidos de Dipirona monoidratada 500 miligramas (mg), da Medley. Todos foram enviados para o mesmo endereço da capital paulista, no bairro de Pinheiros.
Veja abaixo o comparativo de preços e tempo de entrega. Em seguida, descrevemos a experiência em cada um dos aplicativos.
| Plataforma | Preço do produto | Frete | Tempo de entrega |
|---|---|---|---|
| Mercado Livre | R$ 10,29 | R$ 6,99 | 8 horas e 15 minutos |
| iFood | R$ 16,20* | R$ 17,49 | 30 minutos |
| Rappi | R$ 10,90** | R$ 2,99*** | 1 hora e 10 minutos |
| App Raia | R$ 14,99 | R$ 9,90 | 53 minutos |
A primeira coisa que chamou atenção foi a navegação bem estruturada. Diferente dos demais aplicativos, o Meli teve o cuidado de dividir os produtos por categoria, como na imagem abaixo:

Encontrar o medicamento também é fácil e rápido, com uma jornada sem praticamente nenhuma fricção se você já é cliente da plataforma, como era o meu caso. Um 'bônus' interessante no comparativo com outros apps é a ausência de um valor mínimo para a compra.
Nas demais experiências, foi comum adicionar mais de uma unidade do medicamento para atingir o valor mínimo exigido, o que coloca o Meli em vantagem para quem busca opções mais baratas, o caso da reportagem.
O Mercado Livre oferece frete grátis para compras farmacêuticas acima de R$ 79, diferente da atual política geral da companhia, que garante isenção a partir de R$ 19 no Brasil.
O ponto negativo é o tempo de entrega, que foi bem superior aos demais avaliados. Ou seja, se você está procurando uma opção para resolver uma dor mais urgente — situação de muitos dos que apelam para a compra online de remédios, inclusive a que vos fala — pode não ser a melhor alternativa.
Mesmo assim, é importante ressaltar que o Mercado cumpriu o tempo prometido de entrega. O pedido foi feito 11h15 e a promessa era de chegada até 21h. O remédio foi entregue 19h15.
Cabe lembrar que a plataforma ainda trabalha com o modelo 1P, no qual gerencia o próprio estoque na Farmácia Cuidamos, adquirida ano passado. Rappi e iFood trabalham no 3P, como marketplaces de farmácias parceiras.
Segundo o Meli, à medida que essa iniciativa ganhar escala, a expectativa é de que farmácias parceiras passem a integrar a operação, ampliando a capilaridade e a oferta da plataforma.
"Iniciamos a oferta em São Paulo em escala reduzida enquanto avaliamos a eventual expansão para um modelo de marketplace que permita a consumidores de todo o país comprar diretamente de farmácias de todos os portes no Mercado Livre", afirmou Tulio Landin, diretor de marketplace da empresa no Brasil.
Na visão do BTG Pactual, a empresa está abrindo novas frentes de crescimento: mesmo uma penetração inicial mais limitada já pode gerar dados relevantes, aumento de tráfego e oportunidades adicionais de monetização.
"Com o tempo, o setor farmacêutico poderá emergir como um importante impulsionador de engajamento, particularmente nos segmentos de medicamentos sem prescrição médica (OTC) e de saúde e cuidados pessoais, nos quais a adoção digital é mais escalável e menos restringida pela regulamentação", escreve o banco em relatório.
Apesar de ter estreado nesse segmento em 2019 — já com cerca de 20 mil farmácias parceiras espalhadas por mais de 900 cidades no Brasil —, o iFood apresentou a experiência de usuário mais complexa no comparativo.
Além de registrar o maior custo total entre as quatro opções, a plataforma também apresentou dificuldade na busca pelo medicamento.
Ao pesquisar pelo nome e pelas especificações, nenhum resultado foi exibido inicialmente. O produto só apareceu após cinco tentativas com diferentes combinações de palavras-chave.
A reportagem buscava especificamente por Dipirona Monoidratada 500 miligramas (mg), da Medley, com 30 comprimidos. Ao digitar exatamente dessa forma, nenhum resultado foi exibido (imagem 1).
Foi necessário simplificar a busca para “Dipirona Medley” para localizar o produto, ainda assim apenas após rolar a tela algumas vezes, já que a opção não apareceu de imediato (imagens 2 e 3, a primeira com as rolagens necessárias para encontrar e a outra com a posição em que estava o medicamento). Veja:



Cabe lembrar que a busca considerava exatamente o mesmo produto nas três plataformas. Para usuários menos exigentes quanto à correspondência exata do medicamento ou da dosagem, o iFood apresentou uma variedade maior de alternativas, como dá para ver nas imagens acima.
Um ponto de destaque é que os preços não foram ranqueados do menor para o maior conforme a rolagem, o que ajudaria a experiência de usuário.
O preço de frete foi o mais alto das quatro opções, além do montante mínimo de R$ 30 para finalizar a compra — algo bastante comum no aplicativo —, o que fez o Seu Dinheiro comprar duas unidades do fármaco.
Por outro lado, a entrega foi a mais rápida, com folga, em relação às demais. Em situações de urgência, o aplicativo pode ser uma alternativa interessante, desde que o cliente esteja disposto a pagar mais pela conveniência.
O Rappi oferece essa funcionalidade desde 2020, mas ainda não organiza os produtos por preço, o que exige que o usuário identifique manualmente a opção mais barata.
Assim como no iFood, foi exigida uma compra mínima de R$ 15 para compras na farmácia selecionada pelo Seu Dinheiro, justamente a que apresentava o menor preço do produto. Com isso, foi necessário adquirir duas unidades para concluir o pedido.
Além disso, o aplicativo também insinuou que o pagamento de uma gorjeta — que se somaria ao valor de R$ 2,99 do frete — agilizaria a entrega do produto. Veja na imagem abaixo:

O tempo de entrega é razoável, sendo plausível em caso de emergências menos graves. Assim, o app ficou no meio-termo entre os demais.
O aplicativo permite escolher entre entrega ou retirada em farmácia, o que pode ser uma alternativa interessante para quem faz o pedido enquanto está fora de casa e prefere buscar depois. Também há a possibilidade de programar a compra, recurso útil para quem utiliza medicamentos de forma recorrente.
Além disso, o aplicativo oferece busca por receita ou por voz, facilitando o uso por idosos, pessoas com algum tipo de limitação ou quem precisa pesquisar um grande volume de medicamentos.
Na entrega, é possível selecionar a modalidade rápida, com prazo de até uma hora. O pedido foi realizado às 12h07, com previsão para 12h45, mas houve um pequeno atraso e a chegada do motoboy ocorreu às 12h52.
A Raia não exigiu preço mínimo para a compra, mas o medicamento foi o mais caro, R$ 14,99, sem contar o frete. Se somarmos custo de entrega e do medicamento, o mais caro foi iFood.
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