Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O NOVO CAPÍTULO DA BATALHA DO E-COMMERCE

A guerra escalou: Mercado Livre (MELI34) e Shopee encaram inimigo antigo — e a culpa pode ser de Trump

O cenário para o e-commerce brasileiro em 2026 está ainda mais acirrado. Com frete grátis virando commodity, a competição migra para logística, sellers e escala — enquanto o embate entre Estados Unidos e China entra como pano de fundo da estratégia da Amazon, que está com sangue nos olhos pelo Brasil

Bia Azevedo
Bia Azevedo
20 de janeiro de 2026
6:01 - atualizado às 18:02
Mercado Livre, Shopee
Mercado Livre e Shopee - Imagem: Montagem Seu Dinheiro com imagens divulgação e Design Studios via Canvas Pro

A temporada de 2026 da batalha do e-commerce brasileiro já foi lançada. Os episódios têm os mesmos protagonistas — Mercado Livre (MELI34), consagrado em cena; e Shopee, aspirante dedicada —, mas um coadjuvante conhecido volta com tudo ao enredo: a Amazon (AMZO34).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outros dois nomes incrementam a narrativa, acirrando ainda mais a disputa: TikTok Shop e Temu. Além deles, até mesmo o iFood ajuda aumentar as tensões na tela.

E, ao melhor estilo das séries muito esperadas, os episódios finais ainda estão longe de virem a público, mas já dá para ter um spoiler do que está por vir nos próximos meses.

Nos últimos capítulos…

Antes de entrarmos nas projeções para o futuro, é importante recapitular a história de 2025. Para fazer frente ao avanço principalmente da Shopee, o Mercado Livre agiu: cortou do preço mínimo para frete grátis, investiu cada vez mais pesado em logística, entre outras investidas.

A competição entre as duas empresas reformulou a lógica do setor, que foi para o “tudo ou nada” pelo market share, mesmo que isso impactasse a lucratividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa batalha abriu um abismo competitivo entre os players nacionais do varejo (1P) — como Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) — e os internacionais (3P). Isso porque os brasileiros não têm poder de fogo nem querem entrar nessa briga por preço.

Leia Também

Fred Trajano, CEO do Magalu, já alerta para esse posicionamento há trimestres: “não vendemos produtos com margem de contribuição negativa”. O foco da brasileira, portanto, está em itens de tíquete médio mais elevado, em especial eletrodomésticos, eletrônicos e afins.

Nesse contexto, o grande tema do ano foi a redução do preço mínimo de compra para acesso ao frete grátis nos marketplaces estrangeiros. Esse era um diferencial competitivo no passado, mas que hoje se tornou praticamente uma commodity, já que as taxas de conversão caem quase pela metade quando essa opção não está disponível.

Agora, as vantagens estão em outro lugar, segundo o BTG Pactual: na densidade logística. Veja mais abaixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Amazon: a grande reviravolta na série

Começando a história pelo coadjuvante que decidiu comprar de vez a briga com os protagonistas, a Amazon mostra a que veio e redesenha as expectativas competitivas para o setor.

“O movimento que mais surpreende é o da Amazon, que sempre ficou entre os principais players, mas nunca buscou com tanto afinco o primeiro ou o segundo lugar. A leitura do mercado era de que a disputa seria entre o Mercado Livre e as plataformas asiáticas, como a Shopee”, afirma Roberto Wajnsztok, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, ao Seu Dinheiro.

Mesmo que a empresa de Jeff Bezos sempre tenha sido uma força relevante por aqui, ela nunca foi muito agressiva na estratégia, tendo perdido espaço para a Shopee — que hoje ocupa o segundo lugar em volume de vendas no país.

“A Amazon, de fato, reforçou bastante a sua estratégia, inclusive com um foco regional. A empresa tem liderança e bom destaque em regiões como Norte e Nordeste do Brasil — mercados menores em tamanho, mas que mostram uma mudança clara na estratégia”, diz Wajnsztok.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sua primeira linha de ataque está em atrair o maior número de vendedores possível. Um exemplo é a medida que possibilita que eles entrem no marketplace sem pagar comissões e ainda recebam reembolso de taxas até 30 de janeiro.

A vantagem vem em troca de lealdade: esses comerciantes devem cumprir algumas condições, como investir 3% das vendas em publicidade, manter mais de 80% das unidades no Fulfillment by Amazon (FBA) e ampliar volumes dentro da operação logística da companhia.

Além disso, na Black Friday, por exemplo, a empresa zerou todas as taxas de armazenamento e envio do FBA.

“O avanço da malha logística vem depois da geração de volume. À medida que a plataforma atrai mais vendedores em uma região, passa a fazer sentido criar hubs logísticos locais, o que melhora a eficiência das entregas”, conta Wajnsztok.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que o avanço da gigante norte-americana tem a ver com Trump?

Esse movimento agressivo evidencia a intenção da Amazon de construir fidelidade entre pequenas e médias empresas — um ataque direto às movimentações recentes de pares como o Mercado Livre e a Shopee, na visão do BTG Pactual.

E o que pode estar por trás dessa “virada de chave” na empresa de Jeff Bezos é o incômodo com o avanço asiático por aqui.

O que mudou de uns meses para cá foi a questão geopolítica, uma vez que o Brasil já era um mercado forte há muito tempo. O governo Trump aumentou o embate dos Estados Unidos com a China.

“Pode ter havido algum direcionamento no sentido de reforçar essa narrativa de perda para a China em vários países. Há um movimento de mercado e político ligado à tentativa de manutenção da dominância dos Estados Unidos na América Latina, o que naturalmente tem desdobramentos econômicos”, ressalta Wajnsztok.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Frete grátis é coisa do passado, a moda agora é…

Para o BTG Pactual, um dos principais fatores que impulsionarão as empresas nessa competição daqui em diante é a densidade logística (fulfillment).

O Mercado Envios, por exemplo, já dá suporte a cerca de 90% do volume de vendas do Mercado Livre, a Shopee opera uma rede nacional densa e a Amazon vem subsidiando agressivamente sua estrutura logística para acelerar a entrada de vendedores.

“O frete grátis virou um requisito básico, com dados mostrando um ganho de conversão de 20% a 30% quando a opção é oferecida, forçando as plataformas a competir em escala e eficiência logística — e não apenas em preços de vitrine”, afirmam os analistas.

Enquanto isso, players de entrega rápida como Zé Delivery, Rappi e iFood estão redefinindo as expectativas dos consumidores: nas principais capitais do Brasil, entregas em menos de 30 minutos já se tornaram padrão em categorias de conveniência, influenciando as expectativas também no varejo em geral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa mudança está forçando os varejistas a repensarem a economia do fulfillment, com investimentos em estruturas menores e mais próximas do consumidor para tentar reduzir o tempo de entrega.

A próxima onda disruptiva no varejo

Enquanto isso, a próxima onda disruptiva do varejo vem com força total: o social commerce, com o TikTok Shop já remodelando padrões de mercado. Esse é um modelo de venda em que a descoberta, a decisão e a compra do produto acontecem dentro de uma plataforma, de forma integrada ao consumo de conteúdo.

“Embora ainda seja pequeno quando comparado à escala do Mercado Livre ou da Shopee, o ritmo de crescimento do TikTok Shop mostra como o social commerce está reconfigurando o comportamento do consumidor no Brasil”, escrevem analistas do BTG em relatório.

Segundo o banco, a plataforma da antiga rede das dancinhas está jogando sério e alcançou cerca de US$ 1 milhão por dia em GMV (sigla em inglês para volume bruto de mercadorias) poucos meses após o lançamento, evidenciando a velocidade com que novos entrantes conseguem ganhar relevância.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é fruto de um comportamento marcante: quase metade da geração Z descobre produtos primeiro no TikTok.

O que esperar dos novos capítulos da série em 2026

Se excluirmos as asiáticas, a estimativa do BTG Pactual é que o mercado tenha terminado 2025 com a seguinte distribuição baseada no volume de vendas: Mercado Livre, com 47% de participação, seguido por Amazon e Magazine Luiza, com 12% cada.

Já se colocarmos os players da Ásia, a Shopee aparece em segundo lugar, com 14% de participação. Considerando empresas como Temu, Shein e TikTok Shop, o pedaço do Meli recua para 39%.

No cenário otimista para 2026, o BTG espera um crescimento anual de GMV de 14% a 15%, chegando a R$ 436 bilhões, avanço de 100 pontos-base frente a 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse contexto pressupõe forte tração do Mercado Livre, com alta de mais 25% no GMV, a retomada do crescimento de vendedores na Amazon e a continuidade da força da Shopee em segmentos de baixo tíquete médio.

“Com participação ainda baixa no varejo total, o comércio on-line segue subpenetrado, o que sustenta uma migração de longo prazo do físico para o digital. Embora não seja um jogo de vencedor único, o setor vem passando por um processo de consolidação que tende a se intensificar”, diz o banco.

A fragmentação permanece relevante quando se incluem plataformas estrangeiras e de social commerce, o que impede um poder excessivo de precificação e mantém a competição intensa.

A novela está longe de acabar. Mas, diante de tudo isso, o BTG ainda vê o Meli como o vencedor dessa batalha no longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SOB A LUPA DOS ANALISTAS

A conta chegou para os bancos digitais? Safra liga alerta para “teste de fogo” de Nubank e Inter no 1T26

20 de abril de 2026 - 19:19

Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas

CHEGOU A HORA DE VENDER?

Vale (VALE3) ainda tem lenha para queimar após alta de 25%, mas o pote de ouro ficou mais longe; ação é rebaixada pelo Barclays

20 de abril de 2026 - 18:00

O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista

REESTRUTURAÇÃO

Azul (AZUL3) estreia novo ticker na bolsa após grupamento — e ação cai no primeiro pregão

20 de abril de 2026 - 16:40

Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento

ANÁLISE

Nvidia (NVDA) tem espaço para crescer, mas também possui 5 riscos, segundo nova tese do BTG Pactual; confira

20 de abril de 2026 - 14:08

O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais

NOVO CAPÍTULO

Sequoia (SEQL3) reduz dívida tributária em 84% e ações disparam até 42% na bolsa; entenda os detalhes

20 de abril de 2026 - 12:42

Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia

MUDANÇA NO COMANDO

Fim de uma era na Braskem (BRKM5): Novonor dá adeus, IG4 avança — mas mercado quer saber da OPA

20 de abril de 2026 - 12:37

Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte

SAÍDA TRAVADA

Virada para o GPA (PCAR3)? Justiça de SP impede Casino de ‘se livrar’ das ações da varejista brasileira; entenda o que está em jogo

20 de abril de 2026 - 10:43

Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas

POTENCIAL NA MINERAÇÃO

Terras raras em alta: mineradora brasileira Serra Verde é vendida por US$ 2,8 bilhões para gigante dos EUA

20 de abril de 2026 - 10:21

A transação prevê o desembolso de US$ 300 milhões em caixa e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth

AÇÕES

Carteira que rendeu 94% em 1 ano indica 5 ações para buscar lucros nesta semana

18 de abril de 2026 - 16:30

No acumulado de 12 meses, a carteira semanal de ações recomendada pela Terra Investimentos subiu 94,90% contra 51,81% do Ibovespa

PROCESSO EM ANDAMENTO

Justiça aceita recuperação judicial do Grupo Fictor — sócios das SCPs e investidores devem ficar atentos aos próximos passos

18 de abril de 2026 - 11:35

Com dívidas de R$ 4,3 bilhões, grupo terá fiscalização rígida da PwC após indícios de irregularidades; investidores devem acompanhar prazos cruciais para reaver valores devidos

ENTENDA O CASO

Nem a herança escapou: Justiça trava bens e amplia cerco contra sócio do Grupo Fictor

17 de abril de 2026 - 19:55

Decisões judiciais passaram a atingir bens pessoais e até direitos hereditários de sócios, em meio ao avanço de investigações e ações de investidores que buscam recuperar recursos após suspeitas de pirâmide financeira

SEPARANDO O JOIO DO TRIGO

O que a Petrobras (PETR4) tem que as outras não têm? Estatal sai na frente na corrida das petroleiras na América Latina, mas não está sozinha

17 de abril de 2026 - 19:25

Nova projeção para o petróleo melhora cenário global, mas Bank of America vê na estatal uma combinação que outras empresas na América Latina não conseguem replicar

OURO MAIS VALIOSO

Nem tudo que reluz custa a mesma coisa: Vivara (VIVA3) aumenta os preços das joias, mas não para todos; entenda a estratégia

17 de abril de 2026 - 15:09

O BTG Pactual analisou os preços de 25 mil itens das marcas Vivara, Life e Pandora entre março e abril, para entender como elas têm reagido aos aumentos de custos

TER OU NÃO TER NA CARTEIRA

A alta de mais de 2% da Vale (VALE3) após a produção forte do 1T26 é o suficiente para comprar a ação antes do balanço?

17 de abril de 2026 - 13:12

Produção de minério cresce entre janeiro e março, cobre e níquel surpreendem e bancos elevam projeções de lucro e geração de caixa; saiba o que fazer com os papéis agora

CASO BANCO MASTER

Ex-presidente do BRB usou fundos de gestora investigada por elo com o PCC para ocultar propina paga por Daniel Vorcaro, diz PF

17 de abril de 2026 - 11:57

O valor total da propina chegaria a R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos ao então presidente do banco

MUDANÇAS NA TELA

Netflix (NFLX34) lucra mais, decepciona no guidance, e cofundador deixará conselho após 29 anos

17 de abril de 2026 - 10:25

Mesmo com lucro 88% maior, as ações da empresa caíram com um guidance mais fraco para o segundo trimestre e a saída do cofundador do conselho de administração

TENTANDO SAIR DO BURACO

Em meio à crise bilionária, Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) anuncia três novos nomes para o alto escalão; veja quem são

17 de abril de 2026 - 10:03

Movimento ocorre após troca de CEO e faz parte da estratégia para enfrentar o endividamento e destravar resultados

ATENÇÃO, ACIONISTA!

Quase R$ 800 milhões em dividendos da CSN Mineração: saiba quem tem direito e os prazos

16 de abril de 2026 - 19:49

O anúncio dos proventos acontece antes de a companhia divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026

RELATÓRIO OPERACIONAL

Produção de minério da Vale (VALE3) sobe 3% no 1T26; metais básicos registram recorde — confira os números da mineradora

16 de abril de 2026 - 19:21

Metais básicos impulsionam resultados operacionais, enquanto gargalos logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio afetam o escoamento

GIGANTE ASIÁTICO

Tecnologia chinesa no Brasil: como 99, AliExpress e Midea ‘importaram’ a inovação para o mercado nacional

16 de abril de 2026 - 19:05

Durante o evento VTEX Day 2026, executivos das empresas explicaram que é necessário fazer adaptações para conquistar o público brasileiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia