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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

REAÇÃO AO RESULTADO

“Mercado cobra mais do que os chefes”, diz CEO do Bradesco (BBDC4). Por que ação apanha após o balanço do 4T25?

Mesmo depois de resultados dentro do esperado no quarto trimestre de 2025, os investidores reagiram negativamente à divulgação; entenda o movimento

Camille Lima
Camille Lima
6 de fevereiro de 2026
9:44 - atualizado às 11:07
CEO do Bradesco (BBDC4), Marcelo Noronha
CEO do Bradesco (BBDC4), Marcelo Noronha - Imagem: Divulgação/Canva Pro/Montagem Seu Dinheiro

Embora novamente tenha conseguido entregar os resultados esperados para o quarto trimestre de 2025, o Bradesco (BBDC4) ainda se viu diante de uma reação amarga dos investidores após a divulgação do balanço.

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No after market em Wall Street, os ADRs (depósitos de ações) chegaram a tombar 6% ontem (5) e estenderam as perdas em 2% no pré-mercado nesta sexta-feira (6), já prenunciando uma sessão difícil para o banco na bolsa brasileira.

Por aqui, logo na abertura do pregão, as ações BBDC4 amargavam queda da ordem de 4,49% por volta das 10h50, cotadas a R$ 20,20.

No último trimestre do ano passado, o banco comandado por Marcelo Noronha teve um lucro líquido recorrente de R$ 6,51 bilhões, alta de 20,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, e levemente acima do consenso de mercado, que apontava para um lucro médio de R$ 6,39 bilhões. 

Já do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do Bradesco atingiu 15,2%, em um avanço de 2,5 pontos percentuais (p.p) frente ao 4T24, em linha com as expectativas do mercado.  

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Com esse desempenho, a rentabilidade voltou a superar o custo de capital próprio do banco — algo que não acontecia há tempos. 

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Na avaliação do CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, a reação negativa dos papéis no mercado deve-se a uma calibragem das expectativas elevadas do mercado. 

“O mercado começou a trazer uma expectativa, e você sabe como funciona. O mercado cobra mais do que os chefes e até mais do que o meu conselho. Eles aumentam a exigência a cada trimestre”, afirmou Noronha, durante entrevista coletiva com jornalistas. 

Segundo o executivo, o mercado trabalhava com uma expectativa de lucro de R$ 30 bilhões, mas se esquece dos impactos em competitividade. “Não faremos isso. Falamos que, ao longo deste período, seria step-by-step", disse o CEO. 

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“Vamos manter o pé no chão. Ao fornecermos o guidance, trabalhamos com um intervalo e não entregaremos nada menor do que os 15,2% que entregamos no trimestre. Será disso para cima”, afirmou Noronha. 

Os destaques do balanço do Bradesco (BBDC4) no 4T25:

IndicadorResultado 4T25ProjeçõesVariação (a/a)Evolução (t/t)
Lucro líquidoR$ 6,51 bilhões R$ 6,39 bilhões+20,6%+5%
ROAE15,2% 15,2%+2,5 p.p+0,5 p.p
Margem financeiraR$ 19,2 bilhões+13,2%+2,9%
Carteira de crédito ampliadaR$ 1,09 trilhão+11%+5,3%
Fonte: Balanço enviado à CVM, consenso Bloomberg e média de projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.

Por trás da reação negativa do mercado ao balanço do 4T25 

O quarto trimestre do Bradesco trouxe um resultado sem grandes surpresas, confirmando a recuperação gradual da rentabilidade, diz a XP Investimentos. “O trimestre reforça uma visão de execução consistente e previsível, com maior visibilidade para 2026”, diz a corretora. 

O JP Morgan teve uma leitura mista do balanço, dado que a projeção (guidance) para 2026 veio mais conservadora do que o esperado pelo mercado. Isso indica que será outro ano de apetite a risco limitado, após uma projeção mais fraca do que o entregue em 2025, quando o guidance anterior indicava um lucro de R$ 22,5 bilhões, mas o banco entregou R$ 24,7 bilhões.

“Para o trimestre em si, vemos como positivo a estabilidade da qualidade de crédito, o forte crescimento de PMEs semelhante ao Itaú) e um aumento no resultado de seguros e previdência (beneficiado por impostos menores)”, afirmaram os analistas do banco norte-americano.

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Segundo o JP Morgan, vários indicadores foram positivos, mas ainda assim houve um lucro antes de impostos (EBT) abaixo das expectativas, o que parece refletir um nível mais conservador de provisões

“Foi um trimestre razoável diante de um guidance mais fraco que o esperado”, avalia o JP Morgan. Para os analistas, dado que o Bradesco negocia a um múltiplo de 1,3 vez o valor patrimonial, isso significa que o banco precisa apresentar melhora no ROE (ou a redução no custo de capital) para justificar alta adicional nas ações. 

Para a XP, a qualidade de crédito do Bradesco “permaneceu estável e construtiva”, embora as provisões sigam robustas, reflexo do crescimento da carteira e da maior recuperação de write-offs, ou baixas contábeis.

“Embora reconheçamos a trajetória positiva, continuamos monitorando essa linha de perto, dada a ainda desafiadora conjuntura macro”, afirmam os analistas.  

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Do lado das receitas com prestação de serviços, um ponto positivo é que clientes de alta renda já representam cerca de 50% do faturamento total de cartões, o que a XP considera ser positivo para a sustentação do crescimento ao longo do tempo.  

Segundo analistas da XP, o guidance para 2026 “sustenta uma visão construtiva”. Para a divisão de seguros, a tendência para 2026 é que resultados financeiros compensem uma operação mais pressionada, à medida que os investimentos em Saúde devem se normalizar ao longo do ano, afirma a corretora. 

Na visão do BTG Pactual, o desempenho do Bradesco refletiu um crescimento sólido da carteira e das receitas de tarifas, além de bom controle de custos, que foram parcialmente compensados por provisões mais elevadas e resultados mais fracos em seguros.

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"O banco encerrou o ano em condição melhor, com recuperação gradual de resultados, porém a velocidade de melhora pode limitar valorização adicional das ações", disseram os analistas.

O que fazer com as ações do Bradesco (BBDC4) agora? 

Das oito recomendações para as ações do Bradesco (BBDC4) compiladas pelo TRadeMap, cinco ainda são de compra e três, neutras

A XP é uma das casas com um olhar mais cauteloso para o banco, com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 17, o que implica uma queda potencial de 19% em relação ao último fechamento. 

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