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Leonardo Dawadji, especialista em IA aplicada ao mercado financeiro, traz dicas sobre o uso e as possibilidades da nova tecnologia para aprimorar a carteira das pessoas físicas

A ideia de que a inteligência artificial (IA) chegou para permitir que as pessoas trabalhem menos ou de forma desleixada é um erro. Na verdade, as novas tecnologias vão punir os preguiçosos e exigir novas capacidades e profissionais capazes de atuar como editores e supervisores críticos de processos com IA que antes eram puramente manuais.
Quem traz esse alerta é Leonardo Dawadji, CEO da Across Capital e especialista em IA, com 18 anos de trajetória no mercado financeiro.
Em entrevista ao podcast Touros e Ursos, ele defende que a revolução tecnológica atual não é sobre a substituição do trabalho, mas sobre o ganho de produtividade e a redefinição das competências essenciais para investidores e empreendedores.
Segundo Dawadji, a ascensão da IA redefiniu o papel humano para o conceito de "human-in-the-loop", em que o profissional atua avaliando, dando feedbacks e refinando o que a máquina produz. O especialista enfatiza que as habilidades mais valiosas agora são o pensamento crítico, a capacidade de delegar e, especialmente, a clareza na expressão.
"Para você falar com a IA, você tem que escrever muito bem. Você tem que saber formular um pensamento estruturado. O prompt é a evolução da redação escolar", diz o executivo.
O profissional que apenas "aperta botões" será excluído, pois a IA tende a tentar agradar o usuário, o que pode resultar em erros se não houver um direcionamento claro. "Se você não explica, ela vai inferir alguma coisa por você", diz Dawadji, reforçando que o pensamento estruturado é a única forma de evitar que a tecnologia amplifique a bagunça em vez de resolvê-la.
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No universo dos investimentos, a IA atua como uma ferramenta de democratização, permitindo que o investidor individual realize análises antes restritas a grandes fundos, segundo o especialista.
Dawadji sugere que o ponto de partida deve ser sempre uma "dor" específica — uma tarefa manual chata ou demorada, como atualizar cotações ou ler vários relatórios técnicos.
"A IA é fantástica para organizar fontes de dados. Você pode programá-la para resumir notícias e cruzar com os papéis da sua carteira, identificando o que pode afetar seus ativos em minutos", afirma.
Entretanto, o uso nos investimentos exige uma postura de auditoria constante. Como os modelos de linguagem não têm dados em tempo real e podem "alucinar", é vital exigir que a ferramenta cite as fontes e proibir explicitamente que ela invente números.
Para pequenas e médias empresas, o maior desafio não é técnico, mas de agenda e educação.
O especialista defende que a IA é excepcionalmente boa em quebrar nichos, cruzando informações entre áreas que o ser humano tem dificuldade de conectar. O primeiro passo para o empreendedor deve ser o "nivelamento", afirma Dawadji, garantindo que toda a equipe saiba o que a tecnologia pode ou não fazer.
Sobre a segurança, o especialista alerta para o risco do proibicionismo: se a empresa bloqueia o uso, o funcionário acabará utilizando ferramentas pessoais, criando vulnerabilidades de dados desconhecidos pela equipe de tecnologia.
A solução proposta é criar ambientes de governança seguros, onde os dados sejam anonimizados antes de passarem pela IA, permitindo que a inovação aconteça sem expor segredos comerciais.
No quadro que dá nome ao podcast, entre os ursos (destaques negativos) a Natura (NATU3) foi apontada por enfrentar uma queda de 10% na receita líquida e problemas operacionais em seu sistema de vendas diretas, mesmo após processos de reestruturação. Outra escolha foi a dificuldade de metrificação do lucro real vindo da IA; segundo Dawadji, o mercado começa a questionar quando os massivos investimentos se traduzirão em resultados concretos.
Em contrapartida, entre os touros (destaques positivos) figuraram a Anthropic, pela proximidade de um IPO avaliado em trilhões, consolidando-se como uma das líderes do setor de IA empresarial, e a varejista Shein, que recebeu sinal verde para seu IPO no exterior, com uma avaliação estimada entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões.
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EMPERROU
CAMIL EM QUEDA LIVRE
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TECNOLOGIA
VACAS MAGRAS
BANCO CENTRAL
DORMINDO NO PONTO
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Conteúdo Empiricus
ATENÇÃO TRABALHADORES
HORA DE COMPRAR?
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LIDERANÇA INCONTESTÁVEL