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Santander abre a temporada e dá o tom para Itaú, Bradesco, BB e Nubank; veja as apostas dos analistas
Se você achou que o mercado daria uma trégua depois da última temporada de balanços, é melhor se preparar: a calmaria durou pouco. Antes mesmo do Carnaval — o grande marco informal do início do ano dos brasileiros —, os grandes bancos colocam o bloco na rua para apresentar os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25).
A maratona começa já nesta semana. O Santander Brasil (SANB11) abre oficialmente a temporada na quarta-feira (4), antes da abertura do mercado.
No mesmo dia, após o fechamento do pregão, será a vez do Itaú Unibanco (ITUB4) divulgar seus resultados. Na quinta-feira (5), o Bradesco (BBDC4) encerra a semana com seus números, também depois do fim das negociações.
Na semana seguinte, entram em cena o BTG Pactual (BPAC11) e o Banco do Brasil (BBAS3), dois bancos que chegam nesta temporada em momentos bem distintos.
Por fim, quem fecha o ciclo do quarto trimestre de 2025 é o Nubank (ROXO34), no dia 25 de fevereiro, também depois do fechamento dos mercados.
| Nome | Ticker | Data | Horário de divulgação |
| Santander Brasil | SANB11 | 04/02/2026 | Antes da abertura |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 04/02/2026 | Após o fechamento |
| Banco Bradesco | BBDC4 | 05/02/2026 | Após o fechamento |
| Banco BTG Pactual | BPAC11 | 09/02/2026 | Antes da abertura |
| Inter | INBR32 | 10/02/2026 | Antes da abertura |
| Banco do Brasil | BBAS3 | 11/02/2026 | Após o fechamento |
| Nubank | ROXO34 | 25/02/2025 | Após o fechamento |
Para o quarto trimestre, o consenso dos analistas aponta para um trimestre ainda sólido do setor financeiro, beneficiado pela sazonalidade típica do fim do ano, que costuma ajudar os volumes, sustentar a margem financeira (NII) e reforçar as receitas com tarifas.
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A inadimplência, por ora, está sob controle, sem sinais claros de deterioração relevante.
Mas o pano de fundo segue desafiador para este ano. O elevado endividamento das famílias, combinado a juros ainda altos, mantém a qualidade dos ativos no radar — especialmente quando o olhar já começa a se deslocar para 2026.
Junto com os balanços, os grandes bancos divulgarão guidances para os próximos 12 meses — e é ali que o jogo começa a ficar mais interessante.
As projeções devem dar o tom do crescimento do setor em 2026, trazendo sinais sobre expansão da carteira de crédito, qualidade dos ativos e evolução das despesas.
Outro ponto sensível nesta temporada é o impacto indireto da crise do Banco Master e sua relação com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) — tema que tende a aparecer nas teleconferências e nas leituras mais finas dos balanços, segundo os analistas.
Afinal, ainda não se sabe quanto exatamente quanto a crise no Master irá custar aos grandes bancos, que deverão contribuir para recompor o caixa do FGC.
Consignado privado, otimização da rede física e ganhos de eficiência também devem aparecer no radar dos investidores em 2026.
Entre os grandes bancos, o Itaú deve mais uma vez confirmar sua fama de “relógio suíço”. O mercado espera crescimento sólido da carteira de crédito, qualidade de ativos estável e mais um fechamento de ano sem sustos.
O Bradesco, por sua vez, deve reforçar a narrativa de recuperação gradual. A combinação de dinamismo comercial, risco de crédito administrável, bom desempenho em seguros e melhora consistente da rentabilidade sustenta a visão de que o plano de transformação começa a entregar resultados.
No meio do caminho, o Santander Brasil deve apresentar um trimestre estável. O crescimento da carteira deve vir principalmente de pessoa física e pequenas e médias empresas, enquanto a sazonalidade mais favorável dos serviços ajuda a manter a rentabilidade próxima à do trimestre anterior.
Na contramão, o Banco do Brasil entra na temporada sob pressão. A desaceleração do crédito corporativo e do agronegócio, somada a provisões ainda elevadas, deve limitar a recuperação da rentabilidade — mesmo com crescimento da margem financeira e despesas mais controladas.
No universo digital, o Nubank segue como ponto fora da curva. O forte crescimento da carteira de crédito continua sustentando os resultados, reforçado pela expansão da margem financeira ajustada ao risco e por indicadores operacionais sólidos no México.
O Inter também deve entregar mais uma série de resultados positivos, com expansão da carteira de crédito, em mais um passo rumo ao ambicioso plano 60-30-30.
Já no segmento de mercado de capitais, o BTG Pactual deve manter o protagonismo, combinando bom desempenho operacional e rentabilidade elevada.
A XP, por outro lado, ainda deve enfrentar um ambiente de crescimento mais contido de receitas, segundo os analistas.
| Empresa | Projeções - Lucro líquido - Bloomberg | Projeções - Rentabilidade (ROE) - Média Seu Dinheiro |
| Santander Brasil (SANB11) | R$ 4,066 bilhões | 17,5% |
| Itaú Unibanco (ITUB4) | R$ 12,210 bilhões | 24,2% |
| Banco Bradesco (BBDC4) | R$ 6,397 bilhões | 15,2% |
| Banco BTG Pactual (BPAC11) | R$ 4,673 bilhões | 27,6% |
| Inter | R$ 367 milhões | 15,2% |
| Banco do Brasil (BBAS3) | R$ 4,019 bilhões | 8,7% |
| Nubank (ROXO34) | US$ 882 milhões | 32,4% |
Na visão dos analistas, o Santander deve entregar crescimento moderado da carteira, em linha com sua estratégia mais seletiva. A expansão tende a vir de cartões para alta renda, crédito imobiliário e pequenas e médias empresas (PMEs).
As margens com clientes devem ficar estáveis, enquanto a tesouraria pode pressionar o resultado de mercado.
Nas palavras da XP, será “um trimestre sólido para fechar um ano positivo”. Por outro lado, os analistas preveem dinâmicas mais fracas nas carteiras de rural, consignado e crédito pessoal.
Embora a qualidade de ativos não deva apresentar uma deterioração relevante, a pressão em cartões de baixa renda e PMEs deve permanecer.
No entanto, a recuperação do ROE em direção aos 20% ainda deve ficar para depois, segundo os analistas.
Vale lembrar que o Santander não divulga guidance anual.
"Olhando à frente, 2026 deve trazer uma melhora gradual da rentabilidade, apoiada por recuperação da margem financeira líquida (NII) e qualidade de crédito estável, enquanto ganhos mais expressivos são esperados a partir de 2027”, avalia a XP.
Sem grandes surpresas à vista. O Itaú Unibanco (ITUB4) deve encerrar o ano com crescimento consistente do crédito, margens resilientes e qualidade de ativos estável, segundo os analistas.
Segundo o BofA, a margem financeira de clientes deve continuar crescendo mais rápido do que a carteira de crédito, impulsionada por melhora no mix, reprecificação e juros mais elevados. Já a margem de mercado deve se normalizar, após ganhos extraordinários com tesouraria no trimestre passado.
Para os analistas, o foco do mercado estará menos no trimestre e mais no guidance para 2026 — especialmente em crédito e despesas.
O mercado aposta no oitavo trimestre consecutivo de melhora do lucro e do ROE do Bradesco (BBDC4). Receitas fortes, risco sob controle e avanço do plano de transformação sustentam a visão positiva.
"Esperamos que o 4T25 reforce nossa visão de que o banco parece ligeiramente adiantado em relação ao cronograma de seu plano de turnaround, o que permite ao Bradesco usar parte desse ‘colchão’ para proteger seu balanço e acelerar os investimentos previstos no plano”, avalia a XP.
Na visão do Bank of America, os resultados devem ser sustentados por geração sólida de receitas, qualidade de ativos estável e continuidade na redução do footprint e do quadro de funcionários.
Já as despesas devem crescer próximas ao teto do guidance, refletindo investimentos em tecnologia e eficiência. Segundo o JP Morgan, as despesas gerais e administrativas e os investimentos serão pontos-chave de atenção.
A previsão dos analistas é que o BTG Pactual (BPAC11) deve novamente se destacar, com bom desempenho em todas as linhas de negócio. O Itaú BBA aposta que o banco de André Esteves deve apresentar a melhor combinação de lucro e métricas operacionais no segmento.
Os analistas preveem um crescimento sólido das receitas, com a área de investment banking entregando mais um trimestre forte, apoiado por volumes robustos em mercado de ações (ECM) e de dívidas (DCM), à medida que emissores se antecipam a eventuais mudanças na tributação de dividendos.
Apesar disso, alguns analistas veem espaço mais limitado para expansão adicional do ROE em 2026. O BofA destaca a base de comparação forte, a perspectiva de juros mais baixos e uma possível atividade mais fraca nos mercados de capitais em ano eleitoral.
“Seguimos vendo o BTG como uma posição essencial, dado seu forte desempenho em um ambiente de Selic elevada e sua capacidade de destravar valor adicional à medida que os juros caem”, diz o BofA.
A expectativa é que o Inter em trajetória positiva em direção ao plano 60-30-30, no 11º trimestre consecutivo de melhoria.
Os analistas preveem continuidade no crescimento da carteira de crédito, enquanto o banco mantém sob controle a qualidade de ativos e continua a ganhar eficiência na operação.
Segundo o BofA, o mix de produtos favorável deve continuar sustentando a expansão da margem financeira (NIM), impulsionando o crescimento da receita de juros líquidos.
Enquanto isso, o custo de risco provavelmente continuará piorando, refletindo a expansão do banco nos nas linhas mais arriscadas de consignado privado e cartões de crédito sem garantia, de acordo com os analistas.
A XP prevê que o saldo de consignado privado deve terminar 2025 próximo de R$ 2 bilhões. "Em custo de risco, antecipamos mais um trimestre pressionado, sobretudo devido à evolução do consignado privado", preveem os analistas.
Para o Goldman Sachs, a aceleração do crescimento da carteira, especialmente em cartões de crédito, pode sustentar um crescimento sólido de tarifas. Na análise do banco, enquanto no Inter as despesas têm sido um obstáculo, o bom crescimento e a expansão da NIM ainda podem gerar alavancagem operacional.
Por mais uma vez, a expectativa é que o Banco do Brasil (BBAS3) apresente a performance mais fraca entre os grandes bancos. Provisões elevadas, especialmente no agronegócio, continuam pressionando a rentabilidade, que deve seguir em um dígito.
“Em termos de qualidade de ativos, o agronegócio deve continuar sendo o principal foco de preocupação”, avalia a XP. “A carteira corporate deve seguir pressionada pelo ambiente de juros elevados e pelos efeitos remanescentes do setor agro.”
Já o JP Morgan avalia que as expectativas estão tão baixas que abrem espaço para surpresas. Os analistas esperam tendências ainda desafiadoras para o BB, ainda que o trimestre seja novamente beneficiado por reversões tributárias.
“As expectativas são baixas, e qualquer sinal de inflexão no agronegócio pode animar o mercado. Para o 4T25, seguimos vendo provisões elevadas pressionando o resultado e projetamos uma melhora tímida no lucro”, projetam os analistas.
Vale lembrar que o Banco do Brasil está implementando o programa de reestruturação de dívidas do agronegócio, o que deve beneficiar a formação de inadimplência inicial ao longo de 2026 e aumentar os volumes renegociados.
O Nubank (ROXO34) deve continuar a trazer resultados fortes, com um crescimento acelerado da carteira de crédito, apoiado no aumento dos limites de cartões e dos empréstimos pessoais, além de disciplina em despesas operacionais e valorização do real.
A maior utilização dos limites pode exigir provisões mais altas, mas a disciplina de custos e a expansão da margem seguem como pontos fortes, segundo os analistas.
"A barra está alta, mas acreditamos que o Nubank vai entregar”, avalia o JP Morgan.
Para os analistas do Itaú BBA, os indicadores de maior penetração na faixa de renda média, como tíquetes médios de crédito e transações, e os avanços no México, devem reforçar a perspectiva positiva para os próximos trimestres.
A projeção é que a originação de crédito com garantia deve ser mais fraca, enquanto os empréstimos pessoais sem garantia devem seguir fortes.
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