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Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão
O primeiro balanço do PicPay desde a estreia em Wall Street trouxe números que, em tese, deveriam animar investidores: lucro em alta, receita crescente e expansão da carteira de crédito acima do esperado.
Mas, no pregão desta quinta-feira (19), a performance das ações foi em outra direção. Com liquidez ainda reduzida no exterior e em meio a um dia de aversão global ao risco, os papéis da fintech figuraram no vermelho.
Por volta das 14h15, os papéis PICS negociavam em forte queda de 20,40% na Nasdaq, cotados a US$ 12,60.
O movimento acontece em um pregão já pressionado pela aversão ao risco, tanto no Brail quanto no exterior.
A escalada das tensões no Oriente Médio — que entram no 20º dia — tem elevado o preço do petróleo e reacendido preocupações com a inflação global. Durante a madrugada, o Brent chegou a superar os US$ 119, em um cenário que complica ainda mais o caminho da política monetária ao redor do mundo.
Nesse contexto, ativos mais sensíveis a risco acabam sendo os primeiros a sentir o impacto — mesmo quando os fundamentos mostram melhora.
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Na noite anterior, o PicPay divulgou seu primeiro resultado financeiro desde o IPO realizado no fim de janeiro em Nova York — e os números vieram acima das expectativas.
O lucro líquido ajustado somou R$ 188,2 milhões no quarto trimestre de 2025, um salto de 136% na comparação anual e de 78,6% frente ao trimestre imediatamente anterior. O resultado superou em 31,5% o topo do guidance projetado pela própria companhia.
Segundo a fintech, parte relevante do resultado no trimestre foi impulsionada por um crédito tributário não recorrente de R$ 890 milhões, ligado ao reconhecimento de ativos fiscais diferidos. Esse efeito foi parcialmente compensado por R$ 274 milhões em despesas não recorrentes e sem impacto em caixa.
No consolidado de 2025, o lucro atingiu R$ 502 milhões — praticamente o dobro do registrado no ano anterior.
A rentabilidade também avançou. O retorno sobre o patrimônio (ROE) ajustado chegou a 24,4%, alta de 5,4 pontos porcentuais em relação a 2024.
Já a receita líquida total alcançou R$ 3 bilhões no trimestre, crescimento de 69% na base anual e de 10% na comparação trimestral, superando em 4,5% o topo do guidance.
O desempenho foi impulsionado por maior penetração de crédito, avanço na atividade transacional — com destaque para o Pix financiado — e crescimento na venda de seguros.
A base de clientes também seguiu em expansão.
O PicPay encerrou 2025 com 67 milhões de contas registradas, alta de 11% em relação ao ano anterior, mantendo um ritmo de mais de 1 milhão de novas contas por trimestre. Já o número de clientes ativos chegou a 42,7 milhões, ante 39 milhões um ano antes.
Para 2026, a estratégia do PicPay segue centrada na expansão da carteira de crédito, aumento de margens e maior venda cruzada (cross-sell) de produtos, além do avanço no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs).
A expectativa da administração é que o crédito passe a representar cerca de 60% da receita total, com destaque para o avanço dos produtos garantidos, que devem atingir aproximadamente 25% da receita.
De olho no guidance, para o primeiro trimestre, o PicPay projeta lucro líquido de R$ 140 milhões — ou R$ 155 milhões em termos ajustados — e uma carteira de crédito de R$ 26,5 bilhões, ante R$ 24,1 bilhões ao fim de 2025.
A receita total esperada é de R$ 3,15 bilhões, com margem financeira líquida de R$ 1,65 bilhão. Já o lucro bruto deve atingir R$ 1,09 bilhão, enquanto o resultado antes de impostos (EBT) é estimado entre R$ 215 milhões e R$ 235 milhões.
Por outro lado, o avanço do crédito traz um ponto de atenção. Em entrevista à Broadcast, o diretor de relações com investidores, André Cazotto, sinalizou que a inadimplência deve subir “um pouco” nos próximos meses, refletindo tanto o estágio de maturação da carteira quanto mudanças no mix de produtos.
O índice de atrasos do PicPay acima de 90 dias passou de 6,0% em setembro para 7,2% em dezembro.
Uma das principais mudanças foi a desaceleração das originações ligadas ao saque-aniversário do FGTS, impactadas por restrições regulatórias. Em seu lugar, o PicPay acelerou o consignado privado, que hoje responde por boa parte das novas concessões.
Atualmente, cerca de dois terços das originações vêm de produtos garantidos, enquanto o restante é composto principalmente por crédito não garantido, como cartões.
Segundo analistas, essa transição representa uma mudança relevante na dinâmica da carteira: menos dependência de um produto específico e maior foco em linhas com melhor retorno ajustado ao risco — ainda que com maior necessidade de provisionamento.
A aposta da companhia é que o consignado privado seja o principal motor de crescimento ao longo de 2026.
Para o Bank of America (BofA), o lucro líquido e os indicadores operacionais do PicPay superam o guidance, "dando confiança de que a gestão pode entregar o plano ambicioso para 2026".
"Os resultados do 4T25 e o guidance do 1T26 devem dar ao mercado confiança de que a gestão está no caminho para entregar seu plano de negócios ambicioso, que implica expansão de lucro líquido de cerca de 100% em 2026, e apoiar a reavaliação da ação", afirmaram os analistas, que seguiram com recomendação de compra para as ações.
Na avaliação do Citi, o balanço marcou um início forte do PicPay como empresa listada, com resultados acima das expectativas tanto em lucro quanto em crescimento da carteira.
As provisões também ficaram 10% acima das estimativas dos analistas, enquanto as despesas ficaram praticamente em linha com o esperado.
“O PicPay reportou um trimestre forte em todos os aspectos — superando nossas expectativas e também as expectativas de guidance da administração para o período”, avaliam os analistas.
Para o banco norte-americano, o principal destaque do resultado foi a expansão do portfólio de crédito focado em empréstimos garantidos.
“Por ora, a qualidade dos ativos parece sob controle, e as despesas resultam em um índice de eficiência ajustado abaixo de 50%”, acrescenta o banco.
O Citi manteve recomendação de compra para as ações do PicPay, sustentando a tese em um modelo de negócios com spread relevante entre rentabilidade e custo de capital — o que justificaria um valuation mais elevado.
Hoje, o Citi projeta para o PicPay múltiplos de cerca de 21,1 vezes lucro para 2026 e 9,1 vezes para 2027.
Os analistas também não preveem nenhuma distribuição de capital aos acionistas no curto prazo. “Nosso upside é baseado apenas no preço”, destacam.
Ainda assim, os riscos seguem no radar. Para os analistas, entre os principais pontos de atenção estão:
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O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024
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