Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
Reestruturação prevê separar as operações de açúcar, etanol e bioenergia da distribuição de combustíveis, além de aporte bilionário na companhia

A Raízen (RAIZ4) deu mais um passo importante na reestruturação de seus negócios. Os acionistas da companhia aprovaram, nesta sexta-feira (30), a separação das operações de energia e distribuição de combustíveis, que dará origem a duas empresas abertas, independentes e listadas na B3. As assembleias também aprovaram um aumento de capital que poderá chegar a R$ 39,8 bilhões.
Com a divisão, a Raízen Energia ficará responsável pelas atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Já a Raízen S.A. concentrará os negócios de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.
Para viabilizar a segregação, os acionistas aprovaram uma redução de capital da Raízen S.A. de até R$ 35 bilhões, mediante a entrega de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia aos investidores.
A efetivação da operação, no entanto, ainda depende do cumprimento das condições previstas no plano de recuperação extrajudicial do grupo, homologado em 30 de julho de 2026.
A companhia também informou que começará os trabalhos preparatórios para um processo competitivo destinado a avaliar possíveis investimentos no negócio de distribuição de combustíveis, inclusive por meio de uma eventual oferta pública secundária de ações (follow on).
Aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões
O aumento de capital prevê aporte de até R$ 3,5 bilhões pela Shell Brazil Holding ou suas afiliadas e, potencialmente, de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, caso opte por participar.
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A operação também envolverá a capitalização de parte dos créditos detidos pelos credores e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas.
O aumento será realizado por meio de três modalidades de emissão: ações ordinárias e preferenciais classe B, ambas ao preço de R$ 0,25 por papel, e units compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A, ao preço de R$ 0,50 por unidade.
O valor máximo considera o não exercício, pela Cosan, de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B. A operação poderá ser homologada parcialmente.
O Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em 6 de novembro, data que também será utilizada para definir os acionistas com direito de preferência.
O período para exercício desse direito vai de 9 de novembro a 8 de dezembro. A partir de 9 de novembro, as ações serão negociadas sem direito de participação na operação.
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