🔴 MASTERCLASS GRATUITA: INVISTA MELHOR USANDO O CLAUDE – FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

BALANÇO

Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço

Resultado do terceiro trimestre fica abaixo do consenso, mas a trajetória do custo de crédito segue no centro das atenções

Fachada do Santander Brasil (SANB11).
Fachada do Santander Brasil (SANB11) - Imagem: Divulgação

A recuperação do Santander Brasil (SANB11) ainda não chegou aos resultados. O banco encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com lucro líquido recorrente de R$ 2,9 bilhões, tombo de 28% em relação a um ano antes e de 4,3% na comparação trimestral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O número também ficou abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para R$ 3,161 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg.

A rentabilidade seguiu o mesmo caminho. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) recuou para 11,9%, contração de 5,6 pontos percentuais (p.p) na base anual e de 0,6 p.p na comparação com o último trimestre. O resultado também ficou aquém dos 12,7% esperados pelos analistas.

O desempenho traduz o desafio que o banco ainda enfrenta: reduzir os riscos da carteira de crédito sem comprometer ainda mais as margens. Nos últimos meses, a administração já havia sinalizado que uma recuperação mais consistente da rentabilidade poderia ficar para o início de 2027.

Em nota, o CEO do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, que assumiu a cadeira há poucos meses, afirmou que o banco está ajustando a operação para buscar um crescimento mais sustentável, com maior equilíbrio entre risco, retorno e uso de capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O ambiente macroeconômico segue exigindo disciplina, seletividade e foco na qualidade dos resultados”, disse o executivo. Segundo ele, o próximo passo é uma recuperação gradual da rentabilidade.

Leia Também

POTENCIAL DE ALTA

Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%

PRÉVIA DO BALANÇO

Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26

Crédito cresce, mas com margens menores

A carteira de crédito ampliada do Santander somou R$ 721 bilhões no 3T26, alta de 4,7% em 12 meses e de 0,9% em relação ao trimestre anterior.

O crescimento, porém, veio acompanhado de uma mudança de estratégia. Para conter a exposição à inadimplência, o banco vem reduzindo a participação de linhas mais arriscadas, como o crédito rotativo e os empréstimos para clientes de menor renda, e priorizando operações com melhor perfil de risco.

Nos últimos 12 meses, o crédito imobiliário avançou 10,3%, os empréstimos para pequenas e médias empresas (PMEs) cresceram 8,5% e o financiamento ao consumo aumentou 9,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mudança busca tornar a carteira mais resiliente, mas traz um custo no curto prazo: modalidades de menor risco geralmente oferecem spreads menores, o que limita o retorno obtido com os empréstimos.

Assim, os ganhos de qualidade podem levar algum tempo para se traduzir em maior rentabilidade.

Inadimplência e provisões continuam no radar

Os indicadores de crédito ajudam a explicar a pressão sobre os resultados. A inadimplência acima de 90 dias (NPL) chegou a 3,4%, alta de 0,6 ponto percentual em um ano e de 0,1 ponto em relação ao trimestre anterior.

Já a inadimplência de curto prazo teve leve avanço de 0,04 ponto percentual na comparação anual, mas recuou 0,1 ponto frente ao segundo trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro indicador acompanhado pelos investidores é o NPL Formation, que mede a entrada de novos créditos problemáticos. O volume alcançou R$ 7,2 bilhões, alta de 4,2% no trimestre e de 2,6% em 12 meses. Como proporção da carteira, ficou em 1,1%, praticamente estável.

O Santander atribui o cenário à combinação de juros elevados, maior endividamento das famílias, casos pontuais de inadimplência no segmento de atacado e mudanças no perfil da carteira.

O banco também afirmou ter adotado critérios mais conservadores nas renegociações, exigindo garantias adicionais ou aportes de caixa para formalizar acordos. A medida pode pressionar os indicadores no curto prazo, mas busca melhorar a qualidade dos créditos renegociados, segundo a instituição.

As despesas com provisões para perdas de crédito (PDD) somaram R$ 7,4 bilhões, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025, embora tenham recuado 2,5% na comparação trimestral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As provisões funcionam como uma reserva para absorver perdas esperadas com calotes. No trimestre, segundo o Santander, elas foram pressionadas por casos específicos envolvendo grandes clientes, além de operações ligadas ao agronegócio e a pessoas físicas de baixa e média renda.

Margens menores limitam a recuperação

A pressão sobre o crédito também aparece nas margens financeiras, que refletem o resultado das operações de empréstimos, captações e tesouraria.

A margem financeira total somou R$ 14,9 bilhões, queda de 1,6% em um ano e de 2,5% frente ao segundo trimestre. Já a margem financeira com clientes recuou 4,2% na comparação anual, para R$ 15,8 bilhões.

A margem com mercado, ligada principalmente às operações de tesouraria, ficou negativa em R$ 895 milhões, embora tenha apresentado melhora de 33,6% na base anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o banco, a mudança gradual do perfil da carteira, com maior peso de empresas com melhor qualidade de crédito e clientes de alta renda, reduz os spreads no curto prazo, mas pode contribuir para resultados mais consistentes no longo prazo.

As receitas com prestação de serviços e tarifas somaram R$ 5,4 bilhões, queda de 2,4% em 12 meses. Do lado das despesas, as despesas gerais administrativas ficaram em R$ 6,3 bilhões, recuo de 0,6% na comparação anual.

Para o Santander, a melhora sustentável dos resultados dependerá da evolução da qualidade da carteira, da eficiência operacional e da capacidade de crescer com uma relação mais equilibrada entre risco e retorno.

Por enquanto, o balanço do 3T26 mostra que essa transição segue em curso — e que a recuperação da rentabilidade ainda exige tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada de agência do Itaú Unibanco (ITUB4). 26 de outubro de 2026 - 9:12
Fusão de Cobasi com Petz. Montagem com dois cachorros felizes 23 de outubro de 2026 - 16:21
O CEO do Bradesco (BBDC4), Marcelo Noronha. 23 de outubro de 2026 - 11:46
Agência do Banco Bradesco (BBDC4) | Dividendos 22 de outubro de 2026 - 18:07
22 de outubro de 2026 - 17:58
weg ação wege3 22 de outubro de 2026 - 17:18
Prédio da JBS (JBSS3) 22 de outubro de 2026 - 14:22
Fachada da sede da Bradsaúde (SAUD3), na Avenida Paulista, em São Paulo. 22 de outubro de 2026 - 13:03
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 21 de outubro de 2026 - 16:23
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar