Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

Uma nova empresa, um novo modelo e uma nova oportunidade de ganhos. É assim que o BTG Pactual descreve a nova Bradsaúde, empresa que irá se separar do banco Bradesco para consolidar todos os ativos de saúde, como Bradesco Saúde, Atlântica Hospitais e outros, na atual OdontoPrev (ODPV3), já negociada em bolsa
No lado operacional, são mais de 13 milhões de beneficiários, cerca de 3,6 mil leitos hospitalares e 35 clínicas próprias logo na largada.
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%. Essa expectativa não envolve novos projetos ou fusões e aquisições, altamente prováveis, de acordo com o BTG.
E o que é melhor: a empresa ainda está com um desconto de aproximadamente 70% em relação à ação da Rede D'Or (RDOR3), uma das queridinhas do BTG no ramo da saúde. Por isso, o BTG elevou a recomendação de neutro para compra.
"Embora execução e alocação de capital sejam pontos-chave, acreditamos que a relação risco-retorno é favorável — daí nossa recomendação de compra", escreve o banco em relatório.
- Leia também: O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?
O investidor, então, deve trocar RDOR3 pelas ações da nova empresa do Bradesco? Não. O banco recomenda uma exposição mista às duas empresas, já que a Rede D'Or também "desempenha um papel essencial na tese de consolidação em saúde e mantém um relacionamento estratégico sólido com o Bradesco", diz em relatório.
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Desconto significativo para a Bradsaúde
Seguindo os valores de 2025, a nova empresa já nasce com receitas de R$ 52 bilhões e lucro de R$ 3,6 bilhões, o que significa um ROE, retorno sobre o patrimônio líquido, de 24%.
Os acionistas da OdontoPrev deterão 18,65% da nova companhia, o que implica, neste momento, um valor de mercado de aproximadamente R$ 40 bilhões.
Ela seria negociada a 10 vezes o preço da ação sobre o lucro de 2026, um valuation interessante para o BTG. Na média, as empresas de saúde na bolsa devem ter um valuation de 9,6 vezes em 2026. Em relação à Rede D'Or, a queridinha dos analistas, o desconto chega a 70%.
Em um ano, a nova companhia pode chegar a um múltiplo de 12,5 vezes. "Acreditamos que a empresa pode negociar muito mais próxima dos múltiplos da RDOR do que dos múltiplos históricos da SulAmérica (que costumava ter um ROE muito menor em suas operações de saúde).”
A força do segmento de seguros
O segmento de seguros é responsável por 85% de todo esse faturamento e de 61% do novo valor da companhia. Enquanto isso, a fatia dental, a parte que já está na bolsa, representará apenas 14% do valor.
No entanto, à medida que o segmento hospitalar amadurece, a contribuição de seguros pode cair para cerca de 70%.
Mas isso não significa que a seguradora não deve crescer. Dividida em uma nova empresa, as oportunidades de crescimento são mais fortes, já que o grupo agora consegue captar capital com mais facilidade.
"Acreditamos que o negócio de seguros do Bradesco agora terá vantagens competitivas maiores e poderá representar uma parcela menor dos resultados da nova empresa ao longo do tempo."
Parcerias estratégicas
Um dos ativos dessa nova empresa é a joint venture com a Rede D'Or, a Atlântica D'Or. O Bradesco já investiu R$ 1,6 bilhão no projeto, que contribui com cerca de R$ 5 bilhões em valor de mercado na Bradsaúde, segundo cálculos do banco.
A fatia do Bradesco na Fleury (FLRY3) também fará parte do novo grupo, com valor de R$ 2,5 bilhão.
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