O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta
Quando a Fictor Holding entrou com pedido de recuperação judicial, no início deste mês, chamou atenção a tentativa de manter a Fictor Alimentos (FICT3) e outras subsidiárias de fora do processo. Ainda assim, o mercado já dava como favas contadas a inclusão das unidades de negócio na ação. Na última quarta-feira (25), isso finalmente aconteceu.
Em fato relevante divulgado, a empresa de proteínas informou que foi protocolado um aditamento à petição inicial — ou seja, uma alteração formal no pedido original — de recuperação judicial da controladora para incluir a Fictor Alimentos e outras empresas do grupo no processo.
O pedido tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo.
Segundo a companhia aberta em bolsa, isso é resultado dos efeitos que a holding tem sofrido depois do pedido de RJ, com restrições no acesso a crédito, revisão de limites por instituições financeiras e impactos nas relações comerciais.
Além da Fictor Alimentos, passam a integrar o pedido de RJ: a Fictor Holding Financeira, Fictor Meios de Pagamentos, Oros Corretora de Seguros, Fictor Asset, Fictor Securitizadora, Fictor Agro Comércio de Grãos, Fictor Infra e Energia, FW SPE Solar 1 e 2, Consórcio Solaris Rio SPE, Fictor & WTT, Fredini Alimentos, Dr. Foods e Vensa Alimentos.
Com o envolvimento na RJ, a companhia enfrenta um problema essencial: ela não tem ativos imobilizados próprios, apenas arrendamentos.
Leia Também
Ou seja, as plantas industriais onde a empresa produz as carnes (e são o ganha-pão da companhia) não são dela, mas ativos “alugados” de outras companhias — no caso, da Mellore Alimentos, que também está em recuperação judicial.
Essas informações estão disponíveis no balanço da companhia do terceiro trimestre de 2025, o mais recente divulgado, e desde então não existem informações sobre nenhuma aquisição imobiliária.
O problema disso é: a empresa só consegue produzir enquanto mantém o direito de uso das plantas industriais. Esse modelo, que em condições normais pode funcionar, se torna especialmente frágil quando o grupo entra em crise e a situação passa a ser analisada pela Justiça.
Caso a Justiça entenda que a empresa não teria capacidade de honrar esses pagamentos, poderia autorizar a rescisão dos contratos de arrendamento.
Se isso ocorrer, o impacto é imediato: sem os contratos, a Fictor Alimentos perde o acesso aos frigoríficos, deixa de produzir, não gera receita e, na prática, deixa de ter um negócio operacional.
A holding argumentava que a Fictor Alimentos possui geração recorrente de receitas, estrutura financeira reforçada por um recente aumento de capital e ausência de endividamento bancário relevante. Esses fatores afastariam a necessidade de proteção judicial para a subsidiária.
O grupo destacava que a subsidiárias — em especial, a própria empresa aberta em bolsa — seriam o principal braço econômico da empresa e a maior fonte de geração de receitas. Por isso, sua inclusão na recuperação judicial enfraqueceria a capacidade de recuperação.
Além disso, a Fictor Holding afirmava que a inclusão da subsidiária no pedido de recuperação judicial poderia desencadear um efeito dominó negativo sobre a operação. Fornecedores e clientes seriam levados a rever contratos, endurecer condições comerciais e exigir pagamentos à vista. A prática afetaria o abastecimento, a logística e a continuidade da produção.
No entanto, especialistas com quem o Seu Dinheiro conversou já alertavam para a ligação quase indissociável das duas companhias.
Em agosto do ano passado, por exemplo, a Fictor Alimentos realizou um aumento de capital de R$ 70 milhões, do qual cerca de 85% (por volta de R$ 60 milhões) foram subscritos pela própria holding.
Na prática, o movimento reforçou a dependência da subsidiária em relação à controladora, o que que indica o oposto do que a controladora argumentava, sobre a independência da Alimentos.
Além disso, a operação alimentou dúvidas no mercado sobre o grau de autonomia operacional e financeira da empresa — um ponto sensível quando se discute a exclusão ou não da companhia do processo de RJ.
Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques
Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players
Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente
Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar
Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos
Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes
Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem
Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital
Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras
Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética
O acordo marca um avanço importante da AMD na disputa direta com a Nvidia pelo domínio do mercado de GPUs voltadas ao boom da IA
Enquanto os bancões brasileiros sobem mais de 20% no ano, o roxinho patina em Wall Street. Às vésperas do 4T25, analistas veem oportunidade onde o mercado vê risco; veja o que esperar
Em audiência no Senado, João Accioly afirma que o problema não foi falta de ação da CVM, já que investigação já mirava o banco antes da crise explodir
Banco eleva recomendação para neutra após reestruturação reduzir dívida, juros e custos de leasing; foco agora é gerar caixa e diminuir alavancagem
Reestruturação da Azul dilui participação do fundador, que segue no Conselho de Administração
Enquanto a operação nos EUA se manteve forte e resiliente, o lado brasileiro foi “notavelmente fraco”, avaliam os analistas do BTG Pactual
Os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures
Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas
A Tecnisa detém 52,5% do capital social da Windsor, responsável pelo novo “bairro” planejado de São Paulo