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João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto

O nome de João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb (antiga Hotel Urbano), voltou aos holofotes nesta semana — novamente por problemas com a Justiça. Na terça-feira (6), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pediu a prisão preventiva do empresário por descumprir as medidas cautelares impostas no processo em que responde por furto de obras de arte.
Mendes havia sido detido no dia anterior, no Aeroporto de Jericoacoara, no Ceará, portando um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada.
Segundo o MP-RJ, Mendes vem ignorando de forma recorrente as regras impostas pela Justiça em decorrência de sua prisão em 2025.
Em comunicado, a Promotoria destacou que a prisão no Ceará e a ausência de relatórios médicos desde setembro “demonstram que o réu vem descumprindo reiteradamente as medidas cautelares, em evidente desrespeito às determinações judiciais”.
O advogado do empresário, Vicente Donnici, afirmou em entrevista ao G1 que, na audiência de custódia realizada na terça, tanto o MP quanto o juiz responsável concordaram com a liberdade provisória de João Ricardo no caso do Ceará.
Segundo ele, “no momento, a prioridade é o restabelecimento de sua saúde plena, com acompanhamento médico adequado”.
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“Ainda não há nenhuma informação confirmada e/ou nos autos, prestada por qualquer autoridade, que a tornozeleira estava descarregada", completou Donnici ao G1.
Em abril de 2025, Mendes foi preso em flagrante acusado de furtar obras de arte e objetos de um hotel e de um escritório de arquitetura em um shopping no Rio de Janeiro. Além disso, foi denunciado por adulterar a identificação de um veículo.
Após três meses de prisão preventiva, em agosto de 2025, a Justiça concedeu liberdade mediante condições como uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de deixar a cidade sem autorização judicial.
João Ricardo e o irmão, João Eduardo, fundaram a Hurb em 2011, em meio ao boom dos sites de compras coletivas. A empresa cresceu oferecendo pacotes de viagem com preços abaixo do mercado e datas flexíveis.
Durante a pandemia, a Hurb comercializou pacotes promocionais válidos por até dois anos. Porém, com a retomada do setor em 2022, a companhia não conseguiu cumprir os acordos, gerando uma onda de reclamações nas redes sociais — muitos clientes chegaram a chamar a prática de “golpe da Hurb”.
Em 2024, a empresa entrou em recuperação judicial, já enfrentando uma enxurrada de processos de consumidores que pagaram e não receberam suas viagens.
Mendes deixou o cargo de CEO em abril de 2023, após se envolver em novas polêmicas. Não bastasse o “calote” nos consumidores, ele xingou e expôs dados pessoais de um cliente que reclamava do serviço, além de ter divulgado um vídeo em que ironizava as queixas contra a empresa.
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