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Leilão de OPA na B3 garantiu 75% das ações preferenciais em circulação; veja o que muda para a aérea agora
Na reta final da reestruturação, a Gol (GOLL54) deu mais um passo para fechar as portas para o mercado e dar adeus à bolsa brasileira. A companhia aérea anunciou nesta quinta-feira (19) o resultado do leilão de sua oferta pública de aquisição (OPA) na B3.
A Gol Investment Brasil (GIB) adquiriu 5,66 bilhões de ações preferenciais no leilão. O volume corresponde a 0,06% do capital social total da companhia e a 75% das ações preferenciais que estavam em circulação e foram ofertadas.
O preço pago foi de R$ 11,45 por lote de mil ações, o que representa aproximadamente R$ 0,01145 por ação. No total, a operação movimentou cerca de R$ 64,8 milhões.
Com a liquidação financeira prevista para o próximo dia 23 de fevereiro, a GIB passará a deter 99,95% do capital social da companhia.
A partir de 24 de fevereiro, as ações preferenciais da Gol deixam o Nível 2 de Governança Corporativa da B3 e passam a ser negociadas no segmento Básico da bolsa.
Para os minoritários que optaram por não vender suas ações no leilão, ainda há uma janela. Eles poderão se desfazer dos papéis até 25 de março de 2026 pelo mesmo preço da OPA, corrigido pela Selic e ajustado por eventuais dividendos ou outros eventos societários.
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Em outubro do ano passado, a companhia propôs, sob a justificativa de simplificar a estrutura, buscar sinergias e reduzir custos, a incorporação dela mesma e sua subsidiária Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas (GLA), que atualmente também é uma subsidiária integral da Gol, de capital fechado.
Esse processo leva a empresa a fechar capital por aqui. A Abra, controladora da Gol e da colombiana Avianca, tem planos de abrir o capital nos Estados Unidos.
Com 99,38% das ações já nas mãos da Gol Investment Brasil, a aérea quer encerrar o capital e comprar a fatia que ainda pertence aos minoritários. São cerca de 7,5 milhões de ações no mercado.
Vale lembrar que, nos últimos anos, a Gol atravessou uma tempestade quase perfeita: o impacto da pandemia sobre o setor aéreo, a disparada do dólar — que pressiona custos que são dolarizados —, a escalada do preço do combustível e um ambiente de crédito mais restritivo.
A companhia recorreu ao Chapter 11, o mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos, para reorganizar suas dívidas e ganhar fôlego.
Em paralelo, tentou uma combinação de negócios com a Azul que chegou a movimentar o mercado, mas a negociação não avançou.
A quase fusão acabou se tornando mais um capítulo de uma trajetória marcada por negociações complexas e ajustes estratégicos.
*Com informações do Money Times.
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