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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

AMBIÇÃO GLOBAL

Além da América Latina: Nubank (ROXO34) cruza a fronteira e avança para lançar banco nacional nos EUA

Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman

Camille Lima
Camille Lima
29 de janeiro de 2026
17:01
Fachada de escritório do Nubank (ROXO34).
Fachada de escritório do Nubank (ROXO34). - Imagem: Divulgação

O Nubank (ROXO34) acaba de dar mais um passo na transição para banco global. A fintech recebeu nesta quinta-feira (28) a aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda (OCC) para criar um banco nacional do zero nos Estados Unidos

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O sinal verde do regulador norte-americano permite o início da estruturação do Nubank, N.A, e representa um “marco na estratégia de longo prazo” para ampliar a presença operacional e o portfólio de produtos nos EUA.  

A operação norte-americana será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, que assume o cargo de CEO nos EUA e se mudou para o país para comandar a construção do banco no longo prazo. 

“Receber a aprovação federal para uma licença de banco nacional é um passo significativo em nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulamentada sólida, em conformidade com as normas e competitiva nos EUA”, afirmou Junqueira, em nota. 

O movimento também traz um nome conhecido do mercado brasileiro para o centro da estratégia: Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, assumirá a presidência do conselho (chairman) do banco nos EUA. 

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O novo banco do Nubank nos EUA 

Com a aprovação condicional em mãos, o Nubank entra agora na chamada fase de organização do banco.  

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Esse estágio envolve o cumprimento de uma série de exigências do OCC, além das aprovações adicionais da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC) e do Federal Reserve, o banco central norte-americano. 

O cronograma prevê a capitalização da nova instituição em até 12 meses e a abertura formal do banco em até 18 meses.  

Uma vez concluído o processo, a licença de banco nacional permitirá que o Nubank opere sob uma estrutura federal única — o que viabiliza o lançamento de produtos como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e serviços de custódia de ativos digitais. 

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A expansão internacional do Nu

Apesar do avanço em território americano, o Nubank destaca que o foco principal continua sendo a América Latina. Segundo o fundador e CEO global, David Vélez, a nova licença não altera as prioridades da empresa, mas amplia o horizonte. 

“Embora continuemos totalmente focados em nossos mercados principais no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração bancária nos Estados Unidos”, disse Vélez, em nota. 

A iniciativa faz parte de um plano mais amplo anunciado pela companhia para estabelecer hubs estratégicos em regiões-chave do país, como Miami, a área da Baía de São Francisco, o norte da Virgínia e o Research Triangle, na Carolina do Norte. 

O avanço regulatório nos EUA também ocorre em paralelo a outros movimentos de expansão da fintech.  

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Em abril, a subsidiária Nu México recebeu autorização para se organizar como instituição bancária no país e aguarda a liberação final para iniciar operações.  

Já no Brasil, o banco digital anunciou recentemente a intenção de obter uma licença bancária plena a partir de 2026. 

Procurado pelo Seu Dinheiro, o Nubank afirmou que não comentaria além das informações divulgadas em comunicado. 

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