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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

Camille Lima
Camille Lima
27 de janeiro de 2026
18:46 - atualizado às 19:57
selic ação fundo imobiliário fii taxa de juros
Selic - Imagem: Rmcarvalho/iStock - Montagem: Giovanna Figueredo

Às vésperas da próxima decisão de política monetária, dois ex-diretores do Banco Central se reuniram para traçar as perspectivas para o Brasil. Bruno Serra, hoje portfolio manager da Itaú Asset, e Rodrigo Azevedo, fundador da Ibiuna Investimentos, concordam em um ponto central: o Brasil se aproxima de uma encruzilhada. Um daqueles momentos em que não há mais espaço para atalhos, “curativos” temporários ou soluções paliativas.  

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Para eles, o futuro da economia brasileira será binário. De um lado, um ajuste fiscal crível, capaz de reduzir o risco estrutural do país, aliviar o prêmio exigido pelos investidores e permitir que a Selic encontre um patamar mais baixo e sustentável ao longo do tempo. 

Do outro, a repetição da estratégia que marcou os últimos ciclos: adiar decisões difíceis, empurrar o ajuste com a barriga e torcer para que o mercado continue comprando promessas. 

Nesse cenário, o desfecho é conhecido, segundo Azevedo: o ajuste acontece à força, via juros mais altos e perda de confiança. 

“Ajuste gradual no Brasil? Acho que a gente já queimou essa carta. Não dá mais”, resume o gestor, em evento anual de investimentos organizado pelo UBS. 

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O fim dos “band-aids” 

Na avaliação do gestor da Ibiuna, a estratégia brasileira de administrar as contas públicas com soluções temporárias chegou ao limite. Ao longo de diferentes governos, o país recorreu a arranjos provisórios — o que consumiu, pouco a pouco, a credibilidade. 

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O resultado é um quadro em que a conta de juros já supera 9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o déficit nominal caminha para os dois dígitos. 

É por isso que, para ele, o mercado já não aceitará mais promessas vazias na virada para 2027. "Não dá para achar que você vai colocar um band-aid de novo, contar uma mentira e as pessoas vão acreditar", disse. 

Para Azevedo, o mercado ainda tolera a situação atual por um motivo específico: a incerteza política. "Até a eleição deste ano, existe uma espécie de leniência dos investidores. Depois disso, a paciência acaba".

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Leia também:

Quando começam os cortes de juros no Brasil? 

Apesar da expectativa em torno da decisão do Copom de amanhã (28), os dois ex-diretores do BC não acreditam em cortes imediatos. O consenso é que o início do ciclo de afrouxamento deve ficar para março, e não para a reunião que se encerra nesta quarta-feira (28). 

Serra aposta em um primeiro corte de 0,50 ponto percentual, seguido por duas reduções consecutivas de 0,75 ponto. Com a inflação acumulada em 12 meses projetada em 3,2% para março, manter a Selic em 15% “perde o sentido”, segundo ele. 

Rodrigo Azevedo também vê espaço para o início do afrouxamento em março, mas partindo de um corte inicial de 0,25 ponto. Ainda assim, ele estima que há espaço para uma queda de pelo menos 300 pontos-base. 

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“Com inflação projetada em 3,5% e juros em 12%, o Brasil ainda estaria em território contracionista”, diz. “O Banco Central fez um excelente trabalho e agora tem muito mais conforto para devolver os 300 pontos que adicionou por precaução.” 

Selic a 15% ou a 8%? A verdadeira encruzilhada de 2026

Se o curto prazo parece relativamente bem mapeado, o médio e o longo prazo concentram as maiores incertezas quanto ao cenário político e econômico brasileiro.  

Para Serra, se o ajuste fiscal continuar baseado majoritariamente em aumento de receitas, os juros estruturais do país seguirão elevados. Nesse ambiente, mesmo com inflação comportada e crescimento modesto, a Selic tenderia a se estabilizar perto de 10%. 

Mas, segundo o economista, o cenário muda radicalmente se houver um corte efetivo de gastos. “Se houver uma redução real de despesas de 1% do PIB, a Selic poderia cair para 8% ou menos.” 

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Segundo ele, o vetor fiscal tem sido dominante desde 2023, e revertê-lo alteraria completamente o equilíbrio da política monetária. Um próximo mandato — mesmo em caso de reeleição — poderia começar com mais cautela fiscal para abrir espaço político no fim. 

Azevedo, porém, é menos paciente. Para ele, o nível de dívida e de juros do Brasil é alto demais para permitir maior complacência. “A deterioração acontece rápido.” 

“Hoje o investidor tolera a situação porque existe uma incerteza de 50% sobre o ajuste”, afirma. “Depois da eleição, essa dúvida acaba. O ajuste [fiscal] virá na transição de 2026 para 2027 — a questão é se será ordenado ou desordenado.” 

Na leitura de Azevedo, não há mais espaço para ajustes fiscais graduais. Segundo ele, a partir de 2026, o Brasil estará diante de dois cenários: 

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  • Ajuste ordenado: um plano fiscal crível, com cortes reais de gastos, pode reduzir o risco estrutural do país e permitir que a Selic finalmente desça para a casa dos 8%. 
  • Ajuste desordenado: sem um choque de realidade nas contas públicas, o mercado fará o ajuste por conta própria — e os juros podem voltar aos 15%. 

“Não é mais possível usar band-aids nem contar histórias em que ninguém acredita”, afirma Azevedo. “No dia seguinte à eleição, o fundamento local vai se impor, independentemente de qualquer cenário externo favorável.”

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