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A estatal ressaltou ainda que, mesmo após o reajuste, os preços do diesel A acumulam queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022 — uma redução de 29,6%, considerando a inflação do período

Com a iminente greve de caminhoneiros por causa do aumento do preço do diesel, a Petrobras (PETR4) informou, na noite de terça-feira (17), que segue “comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente” e que tem como “pilar fundamental não repassar automaticamente a volatilidade dos preços internacionais” ao mercado doméstico.
Segundo a companhia, o recente reajuste do diesel está “em consonância” com essa estratégia, e a estrutura de formação de preços “permanece sólida e em funcionamento”.
A manifestação foi publicada no LinkedIn, em meio à mobilização de caminhoneiros por uma possível greve em protesto contra a alta do combustível ainda nesta semana.
No dia 14, a Petrobras elevou os preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. A empresa destacou que o último ajuste havia sido uma redução, em maio de 2025, enquanto o último aumento ocorreu em fevereiro do ano passado.
A estatal ressaltou ainda que, mesmo após o reajuste, os preços do diesel A acumulam queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022 — uma redução de 29,6%, considerando a inflação do período.
No comunicado, a Petrobras também afirmou que o impacto ao consumidor final foi atenuado pela decisão do governo de zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel.
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O ajuste era amplamente esperado. De um lado, crescia a pressão para a Petrobras não absorver todas as perdas. Do outro, um combustível mais caro afeta a inflação e até a popularidade do governo.
A defasagem também prejudicava as importadoras de diesel. o Brasil depende fortemente do diesel importado. Entre 20% e 30% do consumo nacional vem do exterior, segundo a Abicom.
A companhia informou ainda que seu Conselho de Administração aprovou a adesão ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias.
A assinatura do termo, no entanto, dependerá da publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo a Petrobras, a combinação entre o reajuste do diesel e a adesão à subvenção pode resultar em um aumento potencial de R$ 0,70 por litro no valor recebido pela companhia, sem repasse proporcional ao consumidor final.
Com Money Times
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