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FREIO DE MÃO PUXADO

Os caminhoneiros ameaçam parar: saiba quando pode começar a greve contra a alta do diesel e pressão sobre fretes

A estratégia inicial, segundo a Abrava, é promover uma paralisação voluntária, com caminhoneiros deixando de aceitar cargas

Imagem: Shutterstock

A escalada do diesel e o descompasso com os valores de frete levaram caminhoneiros a avançar com a articulação de uma greve nacional, que pode começar ainda nesta semana. A mobilização ganhou força após assembleias recentes e já conta com adesão de lideranças em diferentes regiões do Brasil.

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O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, afirmou que a paralisação pode ocorrer até o fim de semana.

“Pode acontecer até o fim de semana”, disse Landim, ao Broadcast.

Segundo ele, a entidade intensificou a articulação com representantes estaduais para alinhar uma data única de início do movimento.

A estratégia por trás da greve

A decisão ocorre após assembleia realizada na segunda-feira (16), no Porto de Santos (SP), que deliberou pela paralisação e reuniu lideranças nacionais.

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A estratégia inicial, segundo a Abrava, é promover uma paralisação voluntária, com caminhoneiros deixando de aceitar cargas.

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“A ideia é conscientizar o transportador rodoviário para que fique em casa, não carregue”, afirmou Landim.

O pano de fundo da greve é a forte alta do diesel nas últimas semanas, impulsionada pela valorização do petróleo no mercado internacional em meio ao conflito no Oriente Médio.

Dados do setor mostram que o preço do diesel S-10 subiu mais de 7% no início de março e seguiu avançando, com média nacional próxima de R$ 6,90 por litro, segundo a ANP.

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Na prática, o aumento já afeta a operação. Relatos de transportadores indicam redução da atividade e até recusa de cargas.

Custos x receitas

O descompasso entre custos e receitas também é apontado por entidades do setor.

A Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (ANTC) estima que o reajuste de 11,6% promovido pela Petrobras nas refinarias deve resultar em alta de 10% a 12% no frete.

Ainda assim, transportadores afirmam que os repasses não ocorrem com a mesma velocidade, levando à suspensão de operações.

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou na sexta-feira (13) a tabela de pisos mínimos de frete, com reajustes de até 7%, após o diesel acionar o gatilho previsto na Lei nº 13.703/2018.

Para lideranças da categoria, no entanto, a medida tem efeito limitado sem fiscalização efetiva. “Saiu o gatilho, mas não tem fiscalização”, afirmou Landim.

Além da recomposição dos fretes, os caminhoneiros mantêm outras reivindicações, como a isenção de pedágio para veículos vazios e a implementação de mecanismos que garantam o cumprimento do custo mínimo operacional.

Segundo a Abrava, essas medidas são consideradas essenciais diante da deterioração das margens.

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Apesar de interlocução com o governo federal — incluindo contato recente da Casa Civil —, a categoria avalia que ainda não houve avanço concreto. “A gente precisa sair do diálogo e ir para a efetivação”, disse Chorão.

Com isso, cresce o risco de uma paralisação nacional em um momento sensível para a logística, em meio ao escoamento da safra agrícola. A depender da adesão, o movimento pode reduzir a oferta de transporte, pressionar ainda mais os fretes e gerar impactos em cadeias produtivas em todo o país.

*Com informações do Broadcast

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