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O Pix levou o Brasil ao menor nível de uso de dinheiro em espécie da América Latina, impulsionando pagamentos rápidos e seguros.

A 11ª edição do Global Payments Report aponta para uma contradição latino-americana. Enquanto a América Latina como um tudo ainda usa dinheiro em espécie com frequência superior à média global, representando 23% do valor transacionado nos pontos de venda (PVDs) em 2025 contra 14% globalmente, os brasileiros seguem na direção oposta.
Segundo o relatório, o dinheiro vivo foi utilizado em apenas 12% das transações realizadas em PDVs no Brasil, a menor participação entre os países latino-americanos analisados e em um patamar comparável ao de países como Estados Unidos e Reino Unido.
O estudo aponta o Pix como o principal responsável por essa transformação. Como uma infraestrutura de pagamentos em tempo real que conecta consumidores, comerciantes e governos, o sistema impulsionou os pagamentos instantâneos (A2A), que responderam por 42% do e-commerce e 34% do valor transacionado nos PDVs em 2025.
Ainda de acordo com o relatório, o Pix se destaca pela rapidez, segurança e inovação, enquanto amplia sua presença internacional com maior aceitação no exterior e integração a aplicativos bancários usados por turistas estrangeiros no Brasil.
Apontado pelo Global Payments Report como líder global em pagamentos A2A, o Pix coloca o Brasil na liderança regional dessa modalidade, com participação muito superior à observada nos demais mercados latino-americanos.
No ranking dos pagamentos A2A no e-commerce, a Colômbia ocupa a segunda posição, com 34% do valor transacionado. Na sequência aparecem Argentina (15%), Chile (12%) e México e Peru, ambos com 6%.
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Já nessa modalidade em PDVs, a diferença é ainda maior: enquanto o Brasil concentra 34% do valor transacionado em 2025, a Argentina aparece em segundo lugar, com 10%. Na sequência vêm Chile (1%), Colômbia, México e Peru, todos com participação inferior a 1%.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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