Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

SD ENTREVISTA

Mesmo com petróleo a US$ 100, Selic não deveria ser 15%, diz Luciano Sobral, da Neo Investimentos

Apesar da possível pressão inflacionária, o juro real elevado e a estratégia de “calibração” do BC sustentam a aposta em um primeiro corte hoje

Monique Lima
Monique Lima
18 de março de 2026
6:03 - atualizado às 11:14
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos - Imagem: Leo Martins/ Divulgação Neo Investimentos

Cortar ou manter, eis a questão. A paráfrase do dilema de Hamlet, personagem de William Shakespeare, retrata a encruzilhada à frente do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta reunião de março.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De um lado está o corte da taxa Selic, já antecipado em janeiro. Do outro, a manutenção dos juros em 15% ao ano, diante do risco inflacionário imposto pela guerra no Irã.

As negociações de opções do Copom na B3 — derivativos que precificam a probabilidade de cada decisão — indicam que o mercado virou sua aposta para um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) nesta quarta-feira (18).

  • LEIA MAIS: O SD Select, área com conteúdos exclusivos do Seu Dinheiro, disponibiliza relatórios com análises e recomendações de investimentos. Clique aqui para acessar. 

E a manutenção dos juros em 15% ao ano também apareceu nas probabilidades, ganhando mais força nos últimos dias.

Anteriormente, o corte de 0,50 p.p. na Selic era praticamente uma unanimidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As três possibilidades estão sobre a mesa do Copom. “Qualquer caminho é válido, desde que devidamente justificado”, afirma Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, gestora com R$ 6,5 bilhões sob gestão.

Leia Também

Para ele, há espaço suficiente para um corte de 0,50 p.p. na Selic, mesmo diante do choque no preço do petróleo e possíveis impactos na inflação.

“Esse choque tende a se dissipar e não alcança a economia como um todo. Porém, estamos em um cenário de acontecimentos imprevisíveis. Dado o histórico conservador do Banco Central até aqui, é plausível esperar uma manutenção. Não temos como saber. Vai ser decidido ali, no momento”, disse Sobral em entrevista ao Seu Dinheiro.

Inflação à vista…

A guerra entre EUA, Israel e Irã gera preocupação por vários motivos, mas o impacto sobre a inflação brasileira se tornou o ponto central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O vilão é o preço do petróleo. De 28 de fevereiro, quando a guerra começou, a 17 de março, véspera do anúncio do Copom, a cotação do Brent — referência para a Petrobras — saltou 44%.

O barril estava em US$ 72 antes da guerra, com tendência de queda. Com o conflito sem perspectiva de encerramento, atingiu US$ 119,50 no pico e estabilizou próximo de US$ 100.

O preço do petróleo importa porque não se resume à gasolina. Estamos falando de um aumento no custo do frete como um todo, desde o diesel que abastece o caminhão até o querosene de aviões e navios que transportam bens e matérias-primas internacionais.

“O preço do petróleo é o cerne da discussão. Importa menos o pico que ele alcança e mais onde ele estaciona”, afirma Sobral.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As empresas podem esperar dias ou semanas até que a cotação saia do pico e volte para valores melhores. O problema é parar em uma alta e não voltar, porque as empresas não conseguem segurar para sempre”, disse o economista.

O presidente Lula declarou, na quinta-feira (12), que “a alta do petróleo não vai chegar ao bolso do brasileiro”.

O governo decidiu zerar a cobrança de impostos federais (PIS/Cofins) sobre a importação e venda do diesel. A medida deve reduzir em R$ 0,64 o preço por litro do combustível.

No entanto, trata-se de uma solução temporária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobral acredita que a Petrobras deve tentar segurar os preços da gasolina por algum tempo também. A dúvida é: quanto tempo?

…ou é miragem?

Donald Trump já afirmou que a guerra tem prazo para acabar, mas também já disse que “não chegou a hora de acordo com o Irã”. Para Sobral, a opinião do presidente norte-americano é indiferente.

“Não é o Trump quem decide se a guerra vai acabar ou não. Tem o Irã e Israel nessa equação”, afirma Sobral.

O economista destaca que a volatilidade no preço do petróleo não tem relação com o presidente dos Estados Unidos, mas com o risco para o abastecimento mundial. Mais especificamente, o bloqueio no Estreito de Ormuz e a produção de países vizinhos ao Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Trump pode fazer o que quiser, declarar o fim da guerra e que os EUA ganharam. Não é isso que vai diminuir a volatilidade no preço do petróleo. Essa incerteza só vai melhorar quando o escoamento dos navios normalizar. É disso que se trata”, diz Sobral.

E mesmo um cessar-fogo pode não resolver a situação. Na semana passada, o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado como represália contra os inimigos.

Por ali passa 20% do abastecimento mundial de petróleo. O bloqueio levou países exportadores a liberarem reservas emergenciais como solução paliativa.

“Até agora, o mercado está confiante em uma solução rápida, que não teremos mais um caso de Rússia e Ucrânia. Mas tudo pode mudar muito rápido. Está longe de uma solução e não depende só do Trump”, disse Sobral, referindo-se ao conflito entre russos e ucranianos, que já dura quatro anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É nessa incerteza sobre o fim da guerra que reside o dilema do Copom: cortar ou manter a Selic?

Dúvidas em relação à Selic

Motivos para o Copom cortar

Sobral reconhece que há razões para o Copom manter a Selic em 15% na reunião de hoje (18). Ainda assim, vê espaço “de sobra” para um corte de 0,50 p.p..

A começar pelo nível de juros reais da economia.

Quando o Copom elevou a Selic a 15% ao ano, a inflação de 12 meses era de 5,3%, o que implica em um juro real (que é a Selic descontada a inflação) de 9,7%. Hoje, com a inflação a 3,8%, o juro real é de 11,2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso importa porque o juro real é o custo do dinheiro que leva investidores e empresários a optarem por investir na economia ou aplicar no mercado financeiro. Quanto maior o juro real, menor o estímulo ao consumo, ajudando a controlar a inflação.

Essa diferença que aumentou nos últimos meses é a margem que permite o corte da Selic agora, segundo Sobral. Para ele, mesmo com o petróleo a US$ 100, a Selic não deveria ser 15%. “Tem espaço para cortar.”

A visão do economista está em linha com declarações recentes do diretor de Política Monetária do BC, Nilton David. Em evento do Goldman Sachs, David classificou o primeiro corte como uma “calibração”, não como o início de um ciclo de afrouxamento.

“A busca aqui não é a taxa neutra. Esse processo de calibração vai terminar em ponto restritivo”, afirmou o diretor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobral também defende o alinhamento do BC com as expectativas do mercado financeiro. A sinalização de janeiro parte dessa premissa, de não adicionar volatilidade às negociações.

Nesse sentido, o corte dessa quarta-feira pode ser menor, de 0,25 p.p., já que o consenso de mercado virou diante do risco da guerra.

O economista acredita ser plausível um primeiro corte hoje, sem antecipar nada sobre as próximas reuniões, dando liberdade para uma manutenção se o cenário de guerra continuar.

Motivos para manter

Por outro lado, Sobral lembra que o BC sob comando de Gabriel Galípolo tem se mostrado conservador. Para além da possível pressão inflacionária do petróleo, a economia brasileira ainda tem pontos de atenção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação de serviços, que é o aumento do preço de serviços, como educação privada, consultas médicas, aluguéis, restaurantes e outros, continua muito acima da meta e da inflação geral. A taxa de desemprego também segue nas mínimas, com elevação da renda da população.

Esses fatores sustentam o poder de consumo da população. Entram nessa conta o reajuste do salário mínimo — referência para benefícios e rendas indexadas — e a isenção de imposto para rendas até R$ 5 mil.

“São pequenas coisas que aumentam a renda da população e mantêm a economia aquecida. Servem como sinal amarelo para o Banco Central e indicam que o Copom não precisa ter pressa para cortar os juros”, diz Sobral.

No fim, voltamos ao início: cortar ou manter, eis a questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOUROS E URSOS #267

Economia no azul, brasileiro no vermelho: por que os dados não batem com o bolso da população?

15 de abril de 2026 - 12:50

No Touros e Ursos desta semana, André Loes, economista-chefe da Vivest, fala sobre porque essa conta não fecha e o peso desse descolamento nas eleições de 2026

‘SEM CANCELA’

Free-flow na Berlinda? Governo adia, mais uma vez, o início de operação de estradas livres de praças de pedágio; veja onde

15 de abril de 2026 - 11:48

Governo paulista adia de novo a cobrança automática do pedágio eletrônico em rodovias no interior de SP, incluindo a Castello Branco e a Raposo Tavares

VOTAÇÃO MAIS RÁPIDA

Fim da escala 6×1? Governo envia projeto com urgência para reduzir jornada a 40 horas semanais

15 de abril de 2026 - 10:14

Proposta mantém salários, amplia descanso e abre novo embate com setor produtivo

É HOJE

Abono salarial PIS/Pasep começa a ser pago a quem nasceu em março e abril; veja como receber o benefício

15 de abril de 2026 - 10:05

Pagamentos do abono salarial Pis/Pasep serão feitos via Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil nesta quarta-feira (15)

DESENCANTOU

Lotofácil 3661 tem 51 ganhadores, mas apenas um fatura prêmio milionário; Mega-Sena 2996 acumula e +Milionária promete R$ 35 milhões

15 de abril de 2026 - 6:48

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 14 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS

Caixa inicia amanhã (16) o pagamento do Bolsa Família de abril; confira o calendário completo

15 de abril de 2026 - 5:43

Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais

CANETAS EMAGRECEDORAS

Versões genéricas do Monjauro e do Ozempic têm registro negado pela Anvisa no Brasil; entenda o porquê

14 de abril de 2026 - 13:56

Até o momento, Anvisa recebeu pedidos de registro de 16 medicamentos à base de semaglutida e de sete que têm liraglutida como princípio ativo

CASA MAIS VIGIADA DO BRASIL

Globo abre inscrições para o BBB27 com o BBB26 ainda no ar; confira passo a passo de como se inscrever

14 de abril de 2026 - 11:14

Enquanto os brothers do BBB26 ainda entregam conteúdo, Globo já está de olho no BBB27

LEILÕES

Honda, Renault, Chevrolet e mais: Leilão do Detran-SP tem veículo com lance inicial de apenas R$ 1.000

14 de abril de 2026 - 10:15

Lance inicial teto do leilão do Detran-Sp é de um Renault Logan Dyna, modelo 2016, por 7 mil reais

NÃO DEU

Lotofácil 3660, Quina 7000 e outras modalidades acumulam e apostadores das loterias da Caixa começam a semana na seca; Mega-Sena 2996 oferece R$ 45 milhões hoje

14 de abril de 2026 - 7:14

Prêmio em jogo na Lotofácil dispara depois de acúmulo em concurso com final zero, mas Mega-Sena, Quina e Timemania pagam valores maiores nesta terça-feira (14).

MUDANÇA DE PARADIGMA

Virada estrutural faz Brasil ser vencedor com os choques de petróleo

13 de abril de 2026 - 19:51

Com o Brasil como exportador líquido, alta do petróleo impulsiona a balança comercial e leva BTG a revisar projeções para até US$ 90 bilhões

AGORA VAI?

Túnel Santos-Guarujá finalmente vai sair do papel? Projeto recebe R$ 2,57 bilhões em crédito de linha do Banco do Brasil

13 de abril de 2026 - 17:58

Novo aporte resolve um dos principais entraves do túnel Santos-Guarujá e acelera plano do governo para iniciativa virar realidade

DE MALAS PRONTAS

Férias garantidas todo ano? Entenda o que é o timeshare, modelo de hospedagem que movimenta R$ 1,6 bilhão e deve crescer 20% em 2026

13 de abril de 2026 - 17:05

Modelo de tempo compartilhado representa 17,7% da demanda hoteleira no Brasil, mas pesquisa indica que há espaço para esse mercado crescer mais; veja como aproveitar o potencial

PROBLEMA NO CHICOTE ELÉTRICO

Stellantis faz recall do Fiat Toro no Brasil por risco de incêndio; veja o que fazer e quais modelos afetados

13 de abril de 2026 - 15:28

Casos mais severos do problema podem gerar desligamento do motor ou até princípio de incêndio

ENEM 2026

Prazo para solicitar isenção no Enem 2026 já começou; veja quem pode pedir e como

13 de abril de 2026 - 12:40

Participantes do CadÚnico precisam estar com cadastro regularizado; edital traz novidade sobre o uso do nome social

VAZOU (DE NOVO)

Invasão e chantagem: hackers cobram ‘resgate’ da desenvolvedora do GTA 6 em troca de não vazarem ‘tudo’; Rockstar Games dá de ombros

13 de abril de 2026 - 11:12

Hackers que invadiram a Rockstar Games impuseram data-limite para receberem pagamento

AGORA SIM

Mega-Sena recupera o topo do pódio das loterias com os maiores prêmios da semana; Quina chega ao concurso 7000 com R$ 14,5 milhões em jogo

13 de abril de 2026 - 7:19

Mega-Sena entrou acumulada em abril e foi recuperando posições até retomar o topo do ranking de maiores prêmios das loterias da Caixa. Concurso 7000 da Quina é o destaque desta segunda-feira (13).

ANOTE NA AGENDA

Prévia do PIB no Brasil, Livro Bege nos EUA e inflação na Europa são destaques da agenda econômica desta semana; confira

12 de abril de 2026 - 15:32

No Brasil, a semana começa com a tradicional divulgação do Boletim Focus, para calibrar as apostas do mercado nacional

DANÇA DAS CADEIRAS

Cade ganha novo presidente interino enquanto Lula deixa o órgão sem indicado; entenda

12 de abril de 2026 - 14:38

As indicações ao Cade seguem emperradas e dependem da aprovação de outras nomeações que precisam passar pelo Senado Federal

LOTERIAS

Mega-Sena 2995 sobe prêmio para R$ 45 milhões, enquanto um sortudo aposta certo na Lotomania 2910 e fica milionário; confira os resultados

12 de abril de 2026 - 9:40

Enquanto a “máquina de milionários” da Caixa segue parada para manutenção, o ganhador do prêmio principal da Lotomania 2910 também embolsou a bolada dos azarados

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia