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Regiões mais caras costumam contar com infraestrutura mais completa, o que pesa diretamente no valor mensal do condomínio

No imaginário brasileiro, a Helena do Leblon se consolidou como o verdadeiro sinônimo para luxo através das novelas de Manoel Carlos. Uma marca registrada da dramaturgia de Maneco, a madame que desfilava pela praia ao som de “Pela Luz dos Olhos Teus”, de Tom Jobim, quase sempre tinha o mesmo endereço. Mas, se nas telinhas o bairro se tornou símbolo de riqueza, na vida real a região está longe de ser a mais cara do país.
Segundo levantamento da Loft obtido com exclusividade pelo Seu Dinheiro, o Leblon sequer aparece entre os dez bairros com os condomínios mais caros do Brasil, ficando em 14º lugar, com uma taxa média de R$ 2.005.
Na verdade, o local com o maior preço está bem longe das praias cariocas. O vencedor do ranking é um elitizado bairro paulistano: o Jardim Europa. Por lá, a taxa média de condomínio é de R$ 3.085, sendo 54% mais caro que o valor médio da região da Helena de Manoel Carlos.
E não para por aí: o tíquete médio do Jardim Europa é mais que o dobro do registrado no Leblon em 2026, valendo R$ 7,45 milhões, enquanto os imóveis do bairro carioca têm um valor médio de R$ 3,15 milhões.
Mas não é o único bairro de São Paulo a ter os preços mais salgados. Dos 20 bairros com os valores mais altos do país, dez estão localizados na capital paulista, segundo o levantamento da Loft, que foi realizado com base em 547 mil anúncios residenciais publicados nas principais plataformas digitais.
Os dados da empresa analisam o valor médio do condomínio entre janeiro e abril de 2026 e sua variação em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Se você anda passeando por São Paulo, como uma espécie de Helena paulistana, já deve ter percebido que não são só alguns bairros que estão encarecendo. A cidade como um todo registrou alta de 9% na taxa média de condomínio no primeiro quadrimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Com isso, o valor médio mensal do condomínio na capital de São Paulo chegou a R$ 1.100, segundo o levantamento da empresa.
"O condomínio é um custo fixo relevante e tende a crescer acima da inflação em períodos de pressão sobre custos de manutenção, segurança e serviços. Em São Paulo, esse movimento é ainda mais intenso por conta da concentração de empreendimentos de médio e alto padrão", afirmou Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Além do Jardim Europa, que apresentou uma alta de 13% na taxa média de condomínio em um ano, os bairros Higienópolis (3º lugar) e Jardim América (4º lugar) completam o trio de bairros com os índices mais elevados. Em média, os moradores das duas regiões desembolsam R$ 2.740 e R$ 2.500 por mês, respectivamente.
Entre os maiores valores, também aparecem os bairros tradicionais e de altíssimo padrão, como Vila Nova Conceição, Itaim Bibi, Morumbi, Jardim Paulistano e Paraíso.
Essas regiões costumam contar com imóveis de maior metragem, tíquetes elevados e com infraestrutura mais completa, combinação que pesa diretamente no valor mensal do condomínio.
“No Jardim Europa, por exemplo, o condomínio elevado acompanha tíquetes médios acima de R$ 8 milhões e apartamentos com mais de 250 metros quadrados. É um perfil de imóvel em que lazer, segurança e serviços têm peso relevante no custo final”, comentou Takahashi.
Confira o ranking completo:
| CIDADE | BAIRRO | COND. MÉDIO 2026 | TIQUETE MÉDIO 2026 |
| SÃO PAULO | Jardim Europa | R$ 3.085 | R$ 7.456.714 |
| BELO HORIZONTE | Belvedere | R$ 2.749 | R$ 3.051.006 |
| SÃO PAULO | Higienópolis | R$ 2.740 | R$ 3.229.684 |
| SÃO PAULO | Jardim América | R$ 2.500 | R$ 3.329.249 |
| RIO DE JANEIRO | Lagoa | R$ 2.300 | R$ 2.787.790 |
| SÃO PAULO | Vila Nova Conceição | R$ 2.232 | R$ 4.543.347 |
| SÃO PAULO | Morumbi | R$ 2.200 | R$ 3.887.695 |
| RIO DE JANEIRO | Ipanema | R$ 2.200 | R$ 3.178.791 |
| SÃO PAULO | Itaim Bibi | R$ 2.200 | R$ 3.103.072 |
| SÃO PAULO | Jardim Paulista | R$ 2.100 | R$ 2.249.846 |
| SÃO PAULO | Jardim Paulistano | R$ 2.100 | R$ 4.702.277 |
| RIO DE JANEIRO | São Conrado | R$ 2.093 | R$ 2.814.801 |
| RIO DE JANEIRO | Barra da Tijuca | R$ 2.021 | R$ 2.541.871 |
| RIO DE JANEIRO | Leblon | R$ 2.005 | R$ 3.152.786 |
| SÃO PAULO | Paraíso | R$ 2.000 | R$ 2.745.476 |
| RIO DE JANEIRO | Barra da Tijuca: Jardim Oceânico | R$ 2.000 | R$ 2.464.009 |
| SÃO PAULO | Alto de Pinheiros | R$ 1.900 | R$ 3.921.805 |
| SÃO PAULO | Sumaré | R$ 1.870 | R$ 2.141.002 |
| SÃO PAULO | Santa Cecília | R$ 1.800 | R$ 1.476.859 |
Talvez você esteja pensando que os preços desses bairros não afete em nada o seu bolso. Porém, olhando mais de perto, o levantamento também mostra que as regiões que tiveram o maior aumento percentual estavam fora dos locais mais elitizados.
Segundo dados da Loft, a Vila Formosa lidera o ranking de crescimentos percentuais, com alta de 90%, saindo de R$ 500 para R$ 950 em um ano.
Em seguida, aparecem Vila Maria e Alto de Pinheiros, ambos com aumento de 57% cada. No entanto, o bairro Alto de Pinheiros é o mais caro da lista de maiores altas, com condomínio médio de R$ 1.900.
Os bairros Vila Prudente e Capão Redondo também se destacaram, com altas de 43%.
“Esses aumentos costumam refletir mudanças na composição dos anúncios. A entrada de novos empreendimentos, especialmente condomínios-clube, pode elevar rapidamente a média, mesmo quando o valor final ainda é relativamente acessível”, afirmou Takahashi.
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