CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

Não adianta empurrar com a barriga. A CSN está decidida a encarar os problemas para que eles não se tornem ainda maiores.
Com dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro, a holding com atuação em mineração, siderurgia, cimento, infraestrutura, energia e outros setores quer reduzir fortemente sua alavancagem.
Ela anunciou em janeiro um plano ousado para vender até R$ 18 bilhões em ativos e resolver o seu endividamento histórico, e quer ter resultados ainda neste ano.
O problema é que essa não é a primeira vez que ela busca vender parte de sua operação para arrecadar caixa. Assim, o mercado acompanhou essas notícias com certo ceticismo.
Agora, a CSN busca a confiança dos investidores para essa virada, que, de maneira geral, ainda estão aguardando os primeiros movimentos concretos para abraçar o projeto.
Conversei com analistas e gestores para tentar entender quais os sinais que a companhia deu de que agora é para valer. Confira nesta matéria aqui.
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BTG Pactual (BPAC11) acumula recordes
Não teve para ninguém: o BTG Pactual (BPAC11) fechou o ano entregando o melhor resultado de sua história. Com recordes em diversas linhas de negócios e uma receita impulsionada pela diversificação, o banco surpreendeu mais uma vez com os resultados do quarto trimestre de 2025.
A instituição reportou lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na disputa pela rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) chegou a 27,6% no trimestre.
Confira nesta matéria da repórter Camille Lima qual o segredo do banco chefiado pelo CEO Roberto Sallouti para alcançar esses resultados.
Esquenta dos mercados
O Ibovespa encerrou a última semana com valorização de 0,87%, aos 182.950 pontos. O principal índice da bolsa brasileira foi impulsionado pela ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou um corte de juros já na próxima reunião, em março.
Nesta semana, os holofotes se voltam para o IPCA de janeiro, divulgado na terça-feira (10), indicador-chave para as expectativas de inflação e para a leitura dos próximos passos da política monetária. Hoje, o mercado também acompanha a tradicional divulgação do Relatório Focus, que reúne as projeções dos analistas para inflação, juros e crescimento econômico.
Nesta segunda-feira (9), os investidores ainda repercutem os balanços corporativos do quarto trimestre de 2025. O BTG Pactual (BPAC11) já abriu a rodada com lucro recorde. Após o fechamento do mercado, é a vez de Motiva (MOTV3), BB Seguridade (BBSE3) e São Martinho (SMTO3) apresentarem seus números.
Lá foram, as bolsas asiáticas fecharam em alta, com Tóquio em novo recorde no encerramento da sessão, após a vitória histórica do partido da primeira-ministra Sanae Takaichi, aliada de Donald Trump, nas eleições. O índice Nikkei encerrou a sessão desta segunda-feira em alta de 3,9%, aos 56.363,94 pontos.
O índice chinês Xangai Composto fechou em alta de 1,4%, aos 4.123,09 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,8%, aos 27.027,16 pontos. O Taiex, de Taiwan, avançou 2%, aos 32.404,62 pontos.
Já no campo das commodities, os preços do petróleo caíam mais de 1% na manhã de hoje, com a redução da tensão no Oriente Médio, após os Estados Unidos e o Irã se comprometerem a continuar negociações indiretas sobre o programa nuclear de Teerã, aliviando preocupações com possíveis interrupções no fornecimento.
Nesta manhã, os futuros do petróleo Brent eram negociados em US$ 67,44.
Outros destaques do Seu Dinheiro
UM NOVO REVÉS
Nelson Tanure perde ações da Light (LIGT3) e da Alliança (AARL3) para credores; entenda o que aconteceu. O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander.
EM EXPANSÃO
JBS (JBSS32) acelera aposta no Oriente Médio e investe US$ 150 milhões em hub multiproteínas em Omã; entenda os detalhes da operação. Segundo o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, o projeto marca a expansão da presença da companhia na região.
TAÇA VAZIA
Crise do vinho na Argentina: consumo cai mais de 20% — e o principal motivo não é a economia do país. Nos últimos cinco anos, a queda do consumo de vinho foi de 22,6%. O último ano positivo foi 2020, início da pandemia, quando o isolamento obrigou muitos argentinos a ficarem em casa.
ESCÂNDALO FINANCEIRO
Caso Fictor: após recuperação judicial, clientes organizam associação para cobrar R$ 4 bilhões em investimentos. Grupo tenta coordenar reação dos investidores após pedido de recuperação judicial e decisão do TJ-SP que bloqueou R$ 150 milhões da empresa.
ENTRE JUROS E ELEIÇÕES
Estrangeiro impulsiona Ibovespa, mas investidor institucional não compra a tese e foge da bolsa brasileira; entenda o desânimo. Dados preliminares mostram que, dos dias 1° a 29 de janeiro, a entrada de recursos na bolsa vindos do exterior somou R$ 25,3 bilhões.
DINHEIRO NO BOLSO
JHSF (JHSF3), BTG Pactual (BPAC11) e outras quatro empresas distribuem dividendos esta semana; veja quem pode receber. Pagamentos de dividendos e JCP ocorrem em conjunto com a temporada de divulgação de balanços das principais empresas da B3.
FUTUROLOGIA
Utopia ou distopia? Como seria a vida sem trabalho nem dinheiro sugerida por Elon Musk. Enquanto o bilionário projeta um mundo sem mercado de trabalho, o debate filosófico e a ficção científica oferecem pistas sobre suas consequências.
MEIO AMBIENTE
Petrobras (PETR4) leva multa de R$ 2,5 milhões do Ibama após vazamento em poço na Foz do Amazonas. Autuação cita descarga de fluido de perfuração no mar; estatal tem 20 dias para pagar ou recorrer, enquanto ANP libera retomada da perfuração.
ENERGIA INFINITA
Sol artificial já brilha no laboratório, mas possibilidade de geração de energia infinita ainda tem pela frente um obstáculo importante. Enquanto a China tenta reproduzir o sol na Terra, um estudo analisa até onde a promessa da fusão nuclear resiste fora do laboratório.
REFORÇO DE CAIXA
Em meio às investigações sobre o Banco Master, BRB apresenta plano de recomposição de capital ao BC. Banco do DF diz que ações são preventivas e que eventual aporte ainda depende do desfecho das investigações.
TRILHAS DE CARREIRA
O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA). O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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