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O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Donald Trump voltou a chacoalhar as bolsas mundo afora com suas tarifas. No meio da queda de braço entre o republicano e a Suprema Corte dos EUA, o Ibovespa viu espaço para renovar recordes e fechar acima da marca de 190 mil pontos pela primeira vez.
O principal índice da bolsa brasileira terminou o dia aos 190.534,42 pontos, uma alta de 1,06%, acompanhando os ganhos em Nova York. Lá, os índices também aceleraram a alta. O Dow Jones avançou 0,42%, aos 49.625,97 pontos; o S&P 500 teve alta de 0,69%, aos 6.909,51 pontos; e o Nasdaq teve alta de 0,90%, aos 22.886,06 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar à vista, por sua vez, caiu 0,98%, cotado a R$ 5,1759, renovando a mínima em 21 meses.
Alguns pesos-pesados da bolsa brasileira puxaram a fila de ganhos. Vale (VALE3) subiu 3,23%, enquanto os bancos também apresentaram avanços acima de 2%. Vamos (VAMO3) liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 4,01%.
Entre as perdas do índice, apenas oitos ações. Raízen (RAIZ4) foi a maior delas, com queda 3,23%.
O ouro também reagiu ao cabo de guerra das tarifas de Trump. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 1,67%, a US$ 5.080,9 por onça-troy.
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Já a prata para março teve alta de 6,07%, a US$ 82,34 por onça-troy. Na semana, houve avanço de 0,69% e 5,6%, respectivamente.
A disparada do Ibovespa se deu porque o mercado esperava que Trump recorresse, na canetada, a uma compensação maior, após a derrubada do tarifaço de 2 de abril pela Suprema Corte dos EUA, anunciada na tarde desta sexta-feira (20).
Ao invés disso, o republicano disse que vai impor uma tarifa global de 10% a importações no início da próxima semana ou então buscar novos acordos comerciais que substituam as tarifas canceladas.
Segundo o economista sênior do Inter, André Valério, o Brasil é, ao lado da China e do Canadá, um dos países mais beneficiados pela decisão da Suprema Corte, uma vez que boa parte das exportações brasileiras aos EUA ainda estava sujeita a tarifas de 50%.
Uma segunda leitura que o mercado fez, segundo agentes, é que sem as tarifas, haverá menos inflação, o que pode dar mais tranquilidade para o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) cortar juros. Atualmente, a taxa está na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Enquanto o Ibovespa renovou máxima no fechamento, o dólar acentuou o ritmo de queda no mercado local, acompanhando a desvalorização global, e voltou a fechar no menor nível desde maio de 2024.
Embora ainda seja prematuro avaliar os impactos concretos do fim do tarifaço para a economia e o comércio globais, os ativos de risco ganharam terreno.
“Na margem, trata-se de um fator positivo, que adiciona combustível ao movimento global de reposicionamento de portfólios de investidores estrangeiros, o que tem beneficiado o real”, acrescenta.
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