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EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

Montagem com a logo da Brava Energia, um gráfico de ações e equipamentos de perfuração de petróleo
Brava (BRAV3) - Imagem: Montagem/Canva Pro

Enquanto o petróleo segue em alta lá fora e as tensões geopolíticas continuam, quem surfa essa onda na bolsa brasileira é a Brava (BRAV3). Com o barril rondando os US$ 108 e novos poços no radar, a petroleira lidera os ganhos no Ibovespa nesta segunda-feira (30).

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Por volta das 12h40 (de Brasília), as ações da Brava subiam 5,83%, cotadas a R$ 20,70, após chegarem a subir quase 7% durante a manhã. No acumulado de 2026, o ganho já chega a 23,15%. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 1,48%, aos 84.246,21 pontos.

O movimento acompanha a escalada do Brent — referência global para o petróleo —, que se aproxima dos US$ 108 o barril em meio às incertezas sobre uma conclusão da guerra no Oriente Médio.

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Brava amplia produção

A Brava deu início a uma campanha de perfuração de quatro novos poços, sendo dois no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, e outros dois em Atlanta, na Bacia de Santos.

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As atividades serão conduzidas pela sonda Lone Star, operada pela Constellation, com previsão de conclusão no primeiro trimestre de 2027.

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O cronograma prevê que, entre março e setembro de 2026, sejam perfurados os poços de Papa-Terra. A conexão com a infraestrutura existente e o primeiro óleo devem ocorrer no quarto trimestre do mesmo ano.

Na sequência, em outubro, a sonda será deslocada para perfuração de poços em Atlanta, com expectativa de início de produção no segundo trimestre de 2027.

Leia também: Após a disparada do petróleo, as commodities agrícolas são o próximo front da guerra — saiba como surfar o novo ciclo

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O plano de investimentos foi desenhado para priorizar Atlanta, que concentra 65% do capex, enquanto Papa-Terra responde pelos 35% restantes. Para executar a campanha, a companhia mobilizou fornecedores como McDermott, SLB, Baker Hughes, OneSubsea e Prysmian.

“Com a implementação desses novos poços, avançaremos na captura de valor dos nossos ativos aumentando a produção, maximizando a eficiência da infraestrutura existente e reduzindo o custo por barril, o que reforça a resiliência e a competitividade do nosso portfólio”, afirma o diretor de operações offshore da Brava, Carlos Travassos.

Petróleo vira combustível para as ações

Além do anúncio, por trás do bom momento da Brava na bolsa está um fator crucial: a alta do petróleo.

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De acordo com o BTG Pactual, a commodity deve seguir sustentada por uma combinação de choques de oferta e incerteza geopolítica. Em relatório, o banco destaca três fatores principais:

  • Oriente Médio ainda instável: o Estreito de Ormuz segue operando abaixo da normalidade, mesmo com novas tentativas de negociação lideradas pelos Estados Unidos;
  • Rússia sob pressão: ataques da Ucrânia à infraestrutura energética podem ter interrompido até 40% da capacidade de exportação;
  • Reprecificação global: compradores disputam barris fora do Oriente Médio para compensar a falta de petróleo médio-ácido.

O cenário ganhou novos contornos nesta segunda-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a ameaçar o Irã.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que pode “obliterar” infraestruturas críticas do país — incluindo a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações iranianas — caso não haja um cessar-fogo em breve.

Horas antes das novas ameaças, Teerã chamou as propostas norte-americanas de "fora da realidade, desproporcionais e excessivas" e questionou se o governo Trump leva as negociações a sério.

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