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Investidores seguem tentando desovar seus papéis nas plataformas de corretoras como XP e BTG, mas analistas não veem com bons olhos o risco que os títulos representam
Há uma semana, falamos sobre a enxurrada de CDBs do Banco Master que estão sendo vendidos por investidores que não querem mais esses papéis em seus portfólios. Hoje, ainda é possível encontrar Certificados de Depósito Bancários (CDBs) do Master e suas subsidiárias Will Bank, Voiter e Banco Master de Investimentos nas principais plataformas de investimentos.
As taxas também seguem com valores que fazem os olhos brilharem no primeiro momento: 140% do CDI, 20,5% ao ano, IPCA +17%, todas em títulos com vencimentos para o curto prazo, entre 2025 e 2026.
Mas afinal, se o prazo é tão curto, não vale a pena investir nesses CDBs?
O escrutínio público sobre as condições do Banco Master começou após o anúncio de que o grupo seria adquirido pelo Banco de Brasília (BRB). A transação anunciada, de R$ 2 bilhões, seria a maior compra de uma instituição financeira nos últimos anos.
Acontece que o BRB é um banco estatal, do Distrito Federal e de pequeno porte. Seu interesse pelo Master levantou questionamentos sobre o motivo da compra e a verdadeira situação financeira da instituição a ser adquirida.
E os CDBs estão no cerne do debate.
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O acordo para compra do Master previa inicialmente que o BRB assumiria apenas uma parte do passivo do banco com os certificados: um total de R$ 29 bilhões, quase metade do passivo inteiro, que chegava a R$ 52 bilhões.
Os CDBs assumidos pelo BRB seriam os emitidos pelo próprio Banco Master e pelo Will Bank, banco digital do grupo. Já os R$ 23 bilhões em CDBs emitidos pelo Banco Master de Investimentos e pelo Voiter não entrariam no pacote, pois estas duas subsidiárias não seriam adquiridas pelo BRB.
O balanço do Banco Master, divulgado no fim de março, mostrou que a instituição tem R$ 16 bilhões em CDBs vencendo neste ano, dos quais R$ 7,6 bilhões ainda no primeiro semestre.
Para o investidor de CDBs, tudo isso é um sinal amarelo, mas a princípio não eleva tanto o risco dos investimentos.
Isso porque os CDBs contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para depósitos de até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira emissora dos papéis. O montante inclui principal e juros.
Assim, respeitado este limite, o titular do CDB realmente não teria muito com que se preocupar, pois em caso de quebra do banco, seu investimento seria ressarcido pelo FGC. Mas, para as instituições financeiras que mantêm o FGC, o caso Master é um problema.
O volume de R$ 52 bilhões emitidos pelo grupo assusta, pois representa praticamente metade dos pouco mais de R$ 100 bilhões que o FGC tem para socorrer clientes de bancos que quebraram.
A operação de compra já foi aprovada pelo conselho do BRB, mas ainda precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do BC.
“O movimento de venda em massa desses títulos no mercado secundário, com descontos de até 20%, indica uma preocupação dos investidores com a liquidez e a saúde financeira do banco. Embora o FGC cubra até R$ 250 mil, em caso de problemas, o processo de ressarcimento pode ser demorado”, avalia Gianluca di Matina, analista da Hike Capital.
Para di Matina, a opção dos investidores de “se protegerem de possíveis problemas futuros” e venderem seus títulos deveria ser um sinal para os demais.
Mesmo os CDBs de prazos curtos, que vencem ainda em 2025, o analista avalia que não valem o risco. “Muitos desses títulos estão sendo vendidos com deságio no mercado secundário, o que pode afetar a rentabilidade final”, diz.
Além disso, ele pondera que as aplicações com prazo inferior a 180 dias têm alíquota de 22,5% de cobranças do Imposto de Renda sobre os rendimentos, reduzindo a rentabilidade final também.
O economista Bruno Corano acredita que é possível encontrar ativos com boas taxas e menor risco. “Não faz sentido para a pessoa física correr esse risco neste momento”, diz.
Ele avalia que ainda não há clareza sobre o resultado final da compra do Master pelo BRB, de modo que não é recomendável para a pessoa física assumir o risco de um possível calote no futuro.
Nos últimos dias, o Banco Central (BC) esteve envolvido nas discussões sobre uma possível solução para a compra do Master. Além da negociação com o BRB, existem conversas de bastidores que indicam a possibilidade de o BTG Pactual também entrar na compra.
O BTG estaria interessado na carteira de precatórios do Master, que são dívidas da União, Estados e municípios que precisam ser pagas por determinação judicial. Entretanto, neste caso, o BTG avançaria na compra sozinho e os passivos ficariam por conta do FGC, que seria acionado de forma emergencial.
Para essa operação, os demais grandes bancos do país que mantêm o FGC precisariam concordar.
Toda a incerteza em volta da venda do Master tem alimentado a venda dos CDBs no mercado secundário. Uma compilação da Bloomberg aponta para um volume de R$ 10 bilhões em títulos nas plataformas de corretoras.
A recomendação dos analistas é de cautela neste momento, principalmente quando os vendedores desses papéis são outros investidores que não veem mais os títulos como um bom investimento.
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