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Um novo temor começa a se espalhar pela Europa e a Casa Branca dá sinais de que a conversa de corredor pode ter fundamento
Donald Trump pode jogar a toalha. Mas se você pensou que o republicano abandonou a ideia de concorrer a um terceiro mandato — proibido pela Constituição atual — e que vai deixar a Casa Branca antes do tempo, está enganado.
A toalha, neste caso, é a da guerra na Ucrânia. Pelo menos este é o novo temor que circula pela Europa e que tem deixado muita autoridade por lá de cabelo em pé.
Autoridades europeias e ucranianas acreditam que, usando um progresso lento nas conversas com Kiev e Moscou, Trump deixará a iniciativa de acabar com o conflito de lado, afirmando que cumpriu sua missão.
E não se trata de cisma. Trump conversou com líderes na Europa e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e não se mostrou animado em intermediar a paz entre as partes.
Nos corredores, o que autoridades europeias dizem é que Trump está criando uma situação na qual ele mesmo se dá desculpas para abandonar as negociações e deixar para a Ucrânia e para a Europa a missão de resolver a guerra.
Da Casa Branca veio um sinal nesta direção. A porta-voz Karoline Leavitt disse hoje (28) que o presidente norte-americano “está otimista, mas é realista e está cada vez mais frustrado” com as lideranças russa e ucraniana.
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Mas ela insistiu: Trump quer um acordo permanente entre Kiev e Moscou para que a guerra seja resolvida. Para isso, segundo Leavitt, os dois lados precisam se sentar na mesa de negociações. Basta saber se Trump também estará nela.
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