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Donald Trump impõe tarifas às importações de Canadá, México e China e agora ameaça a União Europeia

A desilusão dos investidores com Donald Trump dá o tom dos mercados financeiros na manhã desta segunda-feira (3).
Os ativos de risco operam no vermelho enquanto o dólar ganha força mundo afora.
Isso porque o presidente dos Estados Unidos começou a cumprir no fim de semana a ameaça de levar a cabo uma guerra comercial ampla, geral e irrestrita.
Muitos analistas vinham se atendo à fé de que as ameaças de Trump contra aliados dos EUA não passariam de bravatas. Não era o caso.
O choque de realidade veio no sábado (1), quando a Casa Branca anunciou as sobretaxas de 25% ao Canadá e ao México.
Aparentemente, ser rival dos EUA neste início de segundo mandato de Trump é menos pior do que ser aliado.
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Trump também impôs tarifas adicionais às importações da China, mas com uma alíquota menor, de 10%.
As novas tarifas passarão a valer amanhã (4), mas as primeiras reações vieram no próprio sábado.
O Canadá retaliou os EUA na mesma proporção.
A China pretende acionar os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio ao mesmo tempo em que tenta recolocar em pé um falido acordo fechado com o próprio Trump em 2020.
Já o México prepara um anúncio sobre o tema.
No domingo (2), mais aliados entraram na alça de mira de Donald Trump: a União Europeia (UE) e o Reino Unido.
Por ter um comportamento “pior”, na avaliação de Trump, as tarifas às UE devem ser anunciadas “em breve”.
Em relação ao Reino Unido, também de acordo com ele, um acordo ainda é possível.
Trump parece acreditar que os “EUA foram roubados por praticamente todos os países do mundo”, palavras dele.
Porém, na avaliação de Larry Summers, ex-secretário do Tesouro norte-americano, o comportamento de Trump desafia a lógica econômica.
“Isso significa preços mais altos para os consumidores e insumos mais caros para os produtores norte-americanos”, resumiu em entrevista à CNN.
“É como dizer ‘pare ou eu vou atirar no meu próprio pé’”, disse Summers.
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