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Aumento do preço definido pela fabricante de relógio suíça tem a ver com o aumento de preço de um certo metal precioso
O sonho de possuir um Rolex vai custar mais caro. Não que fosse barato antes, é preciso admitir.
Para 2025, a fabricante de relógios suíça definiu um aumento de até 8% para alguns dos modelos feitos de ouro. Esse reajuste, todo começo de ano, já é uma prática recorrente da empresa. Mas agora ele foi mais expressivo, segundo apuração da Bloomberg.
Culpe a commodity: o ouro foi o segundo investimento mais rentável de 2024, com alta de 60%, considerando o ETF GOLD11. Ele só perdeu para o bitcoin.
Um modelo de entrada, como o clássico Oyster Perpetual, feito de aço, custa a partir de US$ 6.900 (aproximadamente R$ 42 mil).
O preço “máximo” chega à casa dos milhões de dólares.
Já os modelos com ouro, como o Day-Date, saem por volta de 44.200 euros (aproximadamente R$ 280 mil), após a alta recente da fabricante. No ano passado, você conseguiria comprar um pela “bagatela” de 41 mil euros.
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Outro relógio também feito de ouro, o GMT-Master II, ficou 3.300 euros mais caro, por 44.600 euros (aproximadamente R$ 282 mil).
A alta da commodity em 2024 está diretamente relacionada à maior instabilidade política, em regiões como Oriente Médio e Rússia.
Por ser considerado um ativo de proteção, a demanda pelo ouro aumentou consideravelmente.
Somado a isso, bancos centrais – como o da Turquia, Índia e China – também “foram às compras” em busca do metal precioso, contribuindo para a forte demanda.
Segundo o Conselho Mundial do Ouro, os bancos centrais compraram 483 toneladas de ouro no primeiro semestre de 2024.
* Com informações da Business Insider.
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