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O mandato do atual chefe do banco central norte-americana acaba em maio do ano que vem e o republicano já está em busca de nomes para a sucessão

Desde que Donald Trump ameaçou demitir Jerome Powell do comando do Federal Reserve (Fed) por descontentamento com a condução da política monetária norte-americana, o mercado tremeu e passou a especular quem poderia assumir o banco central mais importante do mundo.
Embora tenha dito que já tem três ou quatro nomes para o posto, Trump ainda não anunciou nenhum candidato oficialmente, mas disse nesta sexta-feira (27) o que é preciso para ocupar a vaga.
“Vou nomear como presidente do Fed alguém que queira cortar [os juros]”, disse o republicano em coletiva de imprensa na Casa Branca.
Enquanto não revela os nomes dos possíveis candidatos ao comando do Fed, Trump não perde a oportunidade de criticar Powell.
Na mesma coletiva, o republicano disse que gostaria que o presidente do banco central norte-americano renunciasse ao cargo — algo que Powell já disse que não pretende fazer.
"Acho que deveríamos estar pagando juros de 1% neste momento", afirmou Trump.
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Vale lembrar que Powell foi uma escolha do próprio Trump durante o primeiro mandato. Ele substituiu Janet Yellen, que foi secretária do Tesouro do governo de Joe Biden.
Embora já tenha ameaçado Powell de demissão para forçar o corte de juros, o atual presidente do Fed resiste. Nesta semana, ele participou de audiência semestral no Congresso e repetiu que vai esperar para ver os efeitos das tarifas sobre os preços.
Embora a guerra comercial ainda não tenha aparecido nos principais índices de inflação do país, o Fed teme que esse efeito ainda possa ser sentido nos próximos meses nos EUA.
Nesta sexta-feira (27), a medida preferida do Fed para a inflação mostrou uma aceleração. O índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) subiu 2,3% em maio em termos anuais, de 2,2% em abril.
O núcleo, que exclui alimentos e energia, subiu 2,7% na mesma base de comparação, de 2,6% no mês anterior.
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