Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
A RÚSSIA MANDOU O RECADO

Putin bate de frente com Trump, ignora ameaça de tarifa e diz que não recua da Ucrânia

Presidente russo endurece exigências, mantém a ofensiva militar e aposta em pressão até 2025; para o Kremlin, a paz só virá em termos próprios

Presidente russo, Vladimir Putin, com a mão na boca simulando envio de um beijo | Rússia, Biden, Guerra
O presidente da Rússia, Vladimir Putin após reunião do BRICS - Imagem: José Cruz/Agência Brasil

A resposta de Vladimir Putin às ameaças de taxação de Donald Trump não veio em carta, vídeo ou rede social. Veio por meio de generais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (15) pela Reuters, fontes próximas ao presidente russo afirmaram que o Kremlin indicou aos seus comandantes estar preparado para manter a ofensiva na Ucrânia “indefinidamente”. 

A sinalização de Putin veio um dia após as ameaças de Trump, que prometeu endurecer as sanções contra Moscou caso não haja cessar-fogo nos próximos 50 dias.

Putin, no entanto, não fechou todas as portas.

  • VEJA MAIS: As recomendações dos especialistas que participaram do evento “Onde Investir no 2º Semestre” já estão reunidas em um e-book gratuito; baixe agora

Embora rejeite qualquer devolução de território ou concessões à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o Kremlin avalia que o próprio governo Trump pode, mais adiante, aceitar negociar termos mais favoráveis à Rússia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A leitura estratégica em Moscou é clara: manter a ofensiva militar, fortalecer a posição nas negociações e pressionar por um acordo em momento mais oportuno.

Leia Também

A BRIGA DOS JUROS

Novo chefe do Fed já tem Trump no pescoço — e isso pode custar caro para o seu bolso

MOSQUITOS DO BEM

Por que o Google quer liberar 32 milhões de mosquitos nos EUA?

Nada de recuo, mas o timing importa

Segundo as mesmas fontes, a expectativa é de que Vladimir Putin mantenha o controle sobre regiões como Luhansk, Sumy e a autodeclarada ZNM, que hoje representam cerca de 20% do território ucraniano.

Em declarações recentes à imprensa, o presidente russo afirmou que essas áreas estão “historicamente sob domínio do povo russo”, e aliados interpretam a fala como um indicativo de que não há intenção de devolução desses territórios.

Fontes do governo norte-americano disseram acreditar que Putin vê no atual momento político dos EUA uma janela estratégica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Putin acha que ninguém se envolveu seriamente com ele nos detalhes da paz na Ucrânia, incluindo os Estados Unidos. Então, ele continuará até conquistar o que quer”, afirmou uma dessas fontes.

Vale lembrar que a invasão da Ucrânia por parte da Rússia teve início em fevereiro de 2022.

As exigências russas para um cessar-fogo

De acordo com a Reuters, as condições colocadas por Moscou incluem um cessar-fogo sem retirada de tropas, o congelamento das fronteiras atuais e um compromisso formal de que a Ucrânia não integrará a Otan.

O Kremlin também exige o fim das sanções impostas pelo Ocidente, o que, na prática, significaria o reconhecimento tácito das anexações e a reintegração da Rússia ao sistema econômico internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre essas movimentações.

Zelensky resiste, mas o campo de batalha pesa

Do outro lado do conflito, o governo da Ucrânia ainda não deu qualquer sinal de que possa aceitar as exigências de Putin. 

O presidente Volodymyr Zelensky reafirma que não há negociação possível com base em concessões territoriais.

Mesmo assim, analistas consultados pela reportagem apontam que Kiev pode ser forçada a reavaliar sua postura caso o avanço russo se intensifique.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Putin ganha terreno e ignora pressão econômica

Fontes ouvidas destacam que Putin considera seus objetivos geopolíticos mais relevantes do que qualquer impacto econômico causado pelas sanções do Ocidente, e que, com o apoio de China e Índia na compra de petróleo russo, o Kremlin não se vê isolado como antes.

Ainda segundo interlocutores próximos ao Kremlin, a Rússia se vê em vantagem no campo de batalha. 

Apesar do alto custo humano e material da guerra, a produção militar do país já supera a da Otan em itens estratégicos como projéteis de artilharia.

Dados de inteligência do mapa DeepStateMap indicam que Moscou avançou cerca de 145 quilômetros quadrados em território ucraniano nos últimos três meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O apetite vem com a comida”, disse uma das fontes, ao afirmar que o presidente russo poderia expandir ainda mais suas ambições territoriais caso a guerra não seja interrompida em breve.

Hoje, a Rússia controla oficialmente a Crimeia (anexada em 2014), além de Luhansk, mais de 70% das regiões de Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, e trechos das províncias de Kharkiv, Sumy e Dnipropetrovsk. 

Para Putin, essas cinco regiões já fazem parte do território russo e, portanto, Kiev deveria se retirar como condição básica para a paz.

Linha de frente sob pressão

As fontes ainda afirmam que o objetivo imediato de Moscou é manter a pressão sobre as defesas ucranianas e, eventualmente, avançar sobre outras regiões do leste. Mas, tudo depende do ritmo da guerra. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Zelensky, por sua vez, reconheceu que os russos seguem mais bem armados e numerosos, mas afirmou que o custo da ofensiva tem sido elevado para Moscou. Oficiais ucranianos apontam que os ataques russos vêm sendo contidos, ao menos por enquanto, na linha de frente.

Para o Kremlin, a paz não será alcançada por apelos do Ocidente, mas apenas quando os interesses russos forem atendidos. 

Até lá, a ordem é manter a ofensiva, mesmo que o custo siga alto e o impasse pareça longe do fim.


CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
SpaceX, do bilionário Elon Musk 4 de junho de 2026 - 10:04
3 de junho de 2026 - 16:57
Ouro 2 de junho de 2026 - 19:51
2 de junho de 2026 - 14:28
Vladimir Putin, presidente da Rússia. 30 de maio de 2026 - 10:30
Ebola 26 de maio de 2026 - 12:20

ALERTA GLOBAL

Ebola: por que esse surto é diferente dos outros

26 de maio de 2026 - 12:20
25 de maio de 2026 - 17:19
arroz 25 de maio de 2026 - 15:52
Casa Branca 24 de maio de 2026 - 9:28

ATENTADO NOS EUA

O que se sabe sobre o tiroteio na Casa Branca

24 de maio de 2026 - 9:28
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar 20 de maio de 2026 - 18:56
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 15 de maio de 2026 - 14:15
14 de maio de 2026 - 17:00
Imagem traz pessoas formando o mapa mundi 10 de maio de 2026 - 11:11
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar