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Na decisão desta quarta-feira (18), o Federal Reserve manteve a taxa referencial inalterada na faixa entre 4,25% e 4,50% ano, como era amplamente esperado pelo mercado
Não é exagero dizer que ninguém esperava que o Federal Reserve (Fed) mexesse nos juros nesta quarta-feira (18) — a taxa referencial seguiu na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano. Por isso, o que todo mundo queria saber é o que precisa acontecer para que o banco central norte-americano afrouxe a política monetária. E ninguém melhor do que Jerome Powell para responder.
Falando na coletiva de imprensa após a decisão de hoje — que você pode conferir em detalhes aqui — Powell reconheceu que “provavelmente chegará um ponto em que os cortes de juros serão apropriados”.
Só que para isso, ele disse que é preciso haver uma evolução dos dados econômicos. "Precisamos ver dados reais para tomar decisões", afirmou Powell.
A avaliação de Powell é de que a economia norte-americana segue crescendo a um ritmo entre 1,5% e 2%, com o mercado de trabalho ainda forte.
“Enquanto tivermos esse tipo de mercado de trabalho e a inflação continuar desacelerando, o mais correto é manter os juros”, afirmou.
Powell não abriu a porta para o corte de juros por causa das tarifas de Donald Trump.
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“Vamos aprender mais sobre as tarifas ao longo do verão”, disse Powell, referindo-se ao período de junho a setembro no hemisfério norte.
O presidente do Fed afirmou que as incertezas permanecem elevadas e, por isso, o banco central norte-americano precisa de mais informações.
Uma amostra dessas incertezas aparece, segundo Powell, nas projeções econômicas atualizadas neste encontro.
“Ninguém tem grande convicção sobre o caminho das taxas. Podemos defender qualquer uma das trajetórias nas projeções”, disse.
Powell e o Fed ainda precisam lidar com a pressão vinda da Casa Branca. Desde que assumiu, em janeiro deste ano, Trump vem pressionando o banco central norte-americano a cortar os juros.
Nesta quarta-feira (18) não foi diferente. Horas antes de a decisão do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) divulgar a manutenção dos juros nos EUA, o republicano fez um pedido.
"[Jerome] Powell provavelmente não vai cortar [os juros] hoje; ele tem feito um trabalho ruim. Ele deve me odiar porque peço para que ele corte os juros, mas ele está atrasado. Seria bom estar 2,5 pontos porcentuais abaixo [da taxa atual]", disse Trump.
O presidente norte-americano afirmou ainda que vai esperar até que Powell saia do cargo para, então, "pensar em longo prazo" — afastando, pelo menos por enquanto, uma possível demissão no Fed. O mandato de Powell termina em maio de 2026.
"Vou focar no curto prazo, reduzir bastante as taxas e depois focar no longo prazo", afirmou Trump.
Além das tarifas de Trump, o Fed ainda tem uma escalada de conflito no Oriente Médio para lidar.
O conflito entre Israel e Irã tem feito os preços do petróleo dispararem no mercado internacional, catapultando o barril do Brent — referência no exterior — para perto de US$ 80 o barril.
Ao ser questionado se a escalada no conflito no Oriente Médio poderia influenciar os cortes de juros nos EUA, Powell disse que o Fed está atento e "monitorando a situação”.
Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados
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