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DIA 71

O copo meio cheio de Haddad na guerra comercial de Trump

O ministro da Fazenda comentou sobre tarifas contra o Brasil horas antes de a guerra comercial do republicano pegar fogo

Imagem criada por inteligência artificial do ministro Fernando Haddad, que usa terno azul marinho, encarando Donald Trump, que também veste terno azul marinho
Imagem criada por inteligência artificial de Fernando Haddad (esquerda) e Donald Trump (direita) - Imagem: Aurora / Grok

Há quem olhe o copo meio vazio na relação com Donald Trump — e motivos para isso não faltam. Mas esse não é o caso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

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Na guerra comercial travada pelo republicano — que promete pegar fogo a partir desta terça-feira (1) — Haddad diz acreditar que o Brasil está em uma posição privilegiada. 

"Nós temos uma balança estável e equilibrada. Apesar da vantagem dos EUA em relação ao Brasil, ela está relativamente equilibrada. Nós que teríamos mais espaço para crescer no comércio com eles", disse o ministro nesta segunda-feira (31) ao final da conferência na Universidade Sciences Po, em Paris.

E completou: "Eu acredito que qualquer retaliação ao Brasil vai soar injustificável à luz dos dados e à luz das décadas de parceria entre EUA e Brasil". 

O otimismo de Haddad encontra respaldo nas agências de risco. A Moody´s, por exemplo, não colocou o Brasil na lista de países mais prejudicados pela guerra comercial de Trump. 

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Na América Latina, o México é um dos mais vulneráveis devido à forte dependência comercial com os EUA, enquanto o Brasil e a Índia têm maior resiliência, com mercados internos robustos e menor vulnerabilidade externa, segundo a agência.

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Haddad, de qualquer forma, mantém o pé no chão. 

“É bom ouvir os nossos pares, mundo afora, para entender melhor os efeitos dessas decisões sobre economia global e, de novo, poder posicionar o Brasil de forma madura, de forma ativa, de forma eficiente, para buscar um melhor entendimento", disse. 

Só saberemos se o copo está meio cheio ou meio vazio a partir desta terça-feira (1). 

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Fontes do governo Trump indicam que amanhã a Casa Branca deve esclarecer quais tarifas entram em vigor e quem serão os alvos delas na quarta-feira (2) —  o dia da libertação para os EUA e da prisão para seus parceiros. 

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