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O ministro da Fazenda comentou sobre tarifas contra o Brasil horas antes de a guerra comercial do republicano pegar fogo
Há quem olhe o copo meio vazio na relação com Donald Trump — e motivos para isso não faltam. Mas esse não é o caso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Na guerra comercial travada pelo republicano — que promete pegar fogo a partir desta terça-feira (1) — Haddad diz acreditar que o Brasil está em uma posição privilegiada.
"Nós temos uma balança estável e equilibrada. Apesar da vantagem dos EUA em relação ao Brasil, ela está relativamente equilibrada. Nós que teríamos mais espaço para crescer no comércio com eles", disse o ministro nesta segunda-feira (31) ao final da conferência na Universidade Sciences Po, em Paris.
E completou: "Eu acredito que qualquer retaliação ao Brasil vai soar injustificável à luz dos dados e à luz das décadas de parceria entre EUA e Brasil".
O otimismo de Haddad encontra respaldo nas agências de risco. A Moody´s, por exemplo, não colocou o Brasil na lista de países mais prejudicados pela guerra comercial de Trump.
Na América Latina, o México é um dos mais vulneráveis devido à forte dependência comercial com os EUA, enquanto o Brasil e a Índia têm maior resiliência, com mercados internos robustos e menor vulnerabilidade externa, segundo a agência.
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Haddad, de qualquer forma, mantém o pé no chão.
“É bom ouvir os nossos pares, mundo afora, para entender melhor os efeitos dessas decisões sobre economia global e, de novo, poder posicionar o Brasil de forma madura, de forma ativa, de forma eficiente, para buscar um melhor entendimento", disse.
Só saberemos se o copo está meio cheio ou meio vazio a partir desta terça-feira (1).
Fontes do governo Trump indicam que amanhã a Casa Branca deve esclarecer quais tarifas entram em vigor e quem serão os alvos delas na quarta-feira (2) — o dia da libertação para os EUA e da prisão para seus parceiros.
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