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Brasil responde a investida dos EUA contra o sistema de pagamento instantâneo com postagem nas redes sociais, e manda recado direto à Casa Branca
Melhor não mexer com o queridinho dos brasileiros.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o bom humor ácido para responder à tentativa dos Estados Unidos de incluir o Pix entre os alvos de uma investigação sobre práticas comerciais supostamente desleais do Brasil.
Em publicação feita nesta quarta-feira (16) na rede social Instagram, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) mandou um recado direto — em inglês — para garantir que a resposta chegasse à Casa Branca.
“O Pix é nosso, my friend”, diz a frase na imagem postada.
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Na legenda da postagem, a Secom adotou tom irônico para rebater a crítica velada ao sistema gratuito de transferências criado pelo Banco Central.
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“Parece que nosso PIX vem causando um ciúme danado lá fora, viu? Tem até carta reclamando da existência do nosso sistema seguro, sigiloso e sem taxas”, escreveu o perfil oficial.
O texto do governo segue, afirmando que o Brasil é soberano, e o Pix — com mais de 175 milhões de usuários — é símbolo dessa autonomia tecnológica e financeira.
“Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?”, finaliza a Secom.
A reação veio após o governo norte-americano divulgar um relatório com acusações contra o Brasil, entre elas, a de que o país favorece “um sistema de pagamentos eletrônico desenvolvido pelo governo”.
O Pix não é citado nominalmente, mas o Planalto leu nas entrelinhas e não deixou barato.
Segundo o Estadão/Broadcast, a leitura dentro e fora do governo é de que as acusações dos EUA podem ter sido motivadas por lobby das grandes bandeiras de cartão internacionais, com objetivo de frear o avanço do Pix, que vem ganhando espaço não só entre consumidores, mas também no comércio e no setor de serviços.
Nos bastidores, a avaliação no Planalto é que a investigação norte-americana — que apelou até para a Rua 25 de Março — não deve avançar.
Ainda assim, o governo brasileiro já deixou claro que vai defender o Pix com ironia, soberania e, claro, muito engajamento nas redes sociais.
É importante destacar que a nova tensão entre Brasil e EUA acontece em meio ao tarifaço anunciado por Trump, que impôs uma alíquota de 50% sobre produtos brasileiros.
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