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O assessor econômico da Casa Branca fez a declaração neste domingo no programa “Fox and Friends”; a possibilidade de sua indicação já provocou reação nos mercados, que registraram alta nos EUA
Um nome veio à tona novamente no que tange ao comando do maior banco central do mundo. O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou neste domingo (30) que ficaria “feliz em servir” como o próximo presidente do Federal Reserve caso seja escolhido por Donald Trump.
Segundo informações da Reuters, a declaração foi feita ao programa “Fox and Friends”, da Fox News, depois que a Bloomberg News noticiou, na semana passada, que Hassett desponta como o principal candidato para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina no próximo ano.
Como diretor do Conselho Econômico Nacional (NEC), Hassett é considerado um aliado próximo de Trump e alguém capaz de alinhar as decisões do banco central às prioridades do presidente, incluindo cortes de juros, um tema de longa data da agenda de Trump. Apesar disso, fontes próximas à Casa Branca destacam que a decisão final ainda não é definitiva.
“Ninguém sabe realmente o que o presidente fará até que o faça”, comentou a secretária de imprensa Karoline Leavitt, sobre a expectativa em torno da escolha do novo presidente do Fed.
Historicamente, a nomeação para a presidência do Fed é uma das maneiras mais diretas de um presidente influenciar o banco central independente. Trump já nomeou Powell durante seu primeiro mandato, mas depois demonstrou insatisfação com a condução da política monetária.
Hassett defende cortes imediatos nas taxas de juros e critica o banco central por, segundo ele, ter demorado a reagir à inflação provocada pela pandemia. A possibilidade de sua indicação já provocou reação nos mercados, que registraram alta nos EUA, apesar da queda das ações da Nvidia.
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Ex-economista sênior do Fed e pesquisador do American Enterprise Institute, Hassett trabalhou como conselheiro de campanhas republicanas e ocupou cargos estratégicos durante os governos de George W. Bush e Mitt Romney. Em 2017, assumiu o Conselho de Assessores Econômicos de Trump, defendendo cortes tributários e tarifas comerciais, e atualmente coordena políticas econômicas do governo como diretor do NEC.
Nos últimos meses, Hassett intensificou críticas ao Fed, apontando atrasos nos cortes de juros e decisões internas questionáveis. Economistas como Gregory Mankiw e Dean Baker alertam para o risco de politização do banco central, enquanto outros, como Michael Boskin, consideram que ele teria habilidade para conduzir mudanças e gerenciar a relação com Trump.
Hassett foi apontado junto a dois outros nomes como preferidos de Trump para assumir a posição
Falando em coletiva na Casa Branca em setembro, o republicano comentou sobre um trio favoritos de Trump para ocupar a presidência do Fed: Kevin Warsh, Christopher Waller e Kevin Hassett.
Kevin Warsh, de 55 anos, é um ex-banqueiro do Morgan Stanley que atuou como assessor econômico na presidência de George W. Bush (2002-2006) e como membro do Conselho do Federal Reserve (2006-2011). Uma peculiaridade de um dos favoritos de Trump é que ele é casado com Jane Lauder, herdeira da Estée Lauder e filha de Ron Lauder.
Christopher Waller ficou "famoso" recentemente por ser um dos dois membros dissidentes na reunião de julho do Fed. Na ocasião, o banco central norte-americano manteve os juros inalterados na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano, mas Waller votou por um corte da taxa em linha com o que defende Trump. O republicano vem fazendo pressão por um juro menor nos EUA e já chegou a ameaçar Powell de demissão por isso.
*Com informações de Money Times
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