Enfim, o cessar-fogo: Hamas declara fim da guerra com Israel sob garantias internacionais
Em um discurso nesta quinta-feira (9), o chefe do Hamas afirmou que o grupo chegou a um acordo que visa a encerrar a guerra

A geopolítica global está testemunhando um raro momento de alívio e tensão simultâneos no Oriente Médio. O chefe do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou nesta quinta-feira (9) que o grupo declara o fim da guerra com Israel e o início de um cessar-fogo permanente.
Em um discurso televisionado, al-Hayya afirmou que o grupo chegou a um acordo que visa a encerrar a guerra e a agressão contra os palestinos, dando início a um cessar-fogo duradouro, à retirada das forças de ocupação e à entrada de ajuda humanitária.
“Declaramos hoje que chegamos a um acordo para acabar com a guerra e a agressão contra nosso povo”, disse Al-Hayya.
Ele também mencionou que a organização recebeu garantias de várias partes, incluindo os Estados Unidos, mediadores árabes e a Turquia, de que o conflito terminou definitivamente.
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Como parte do acordo, 250 palestinos condenados à prisão perpétua e 1.700 prisioneiros de Gaza, detidos após o início do conflito em 7 de outubro de 2023, seriam libertados.
Outro ponto importante do acordo é a reabertura da passagem de Rafah, localizada no sul de Gaza, na fronteira com o Egito, o que permitiria um maior fluxo de ajuda humanitária à região.
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Ele acrescenta que o Hamas está no processo de concluir as etapas restantes do acordo.
Apesar da declaração do líder do Hamas, o acordo ainda precisa ser formalizado. A versão final do cessar-fogo deve ser aprovada por votação do governo israelense antes de entrar em vigor.
Até o momento, Israel e os Estados Unidos não confirmaram oficialmente o acordo de cessar-fogo, e nenhuma declaração foi feita pelas autoridades desses países sobre o anúncio do Hamas.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o líder está agora em uma reunião com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner.
Porém, Itamar Ben-Gvir, ministro da segurança nacional de extrema direita de Israel, afirmou, em publicação no X, que seu partido derrubará o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a menos que o Hamas seja "desmantelado".
“Deixei claro que, em nenhuma circunstância, farei parte de um governo que permita a continuidade do domínio do Hamas em Gaza”, disse Ben-Gvir. “Esta é uma linha vermelha clara. O primeiro-ministro se comprometeu comigo a que assim será.”
"Não serei cúmplice de nenhuma fraude. Se o governo do Hamas não for desmantelado, ou se apenas nos disserem que foi desmantelado, enquanto na verdade continua a existir sob outro disfarce, Otzma Yehudit derrubará o governo", acrescentou Ben-Gvir, referindo-se ao partido político ultranacionalista.
O presidente Donald Trump já havia anunciado ontem à noite que a "primeira fase" do plano para encerrar o conflito em Gaza havia sido acertada. Trump disse que os reféns seriam libertados na segunda (13) ou terça-feira (14) e que ele viajaria ao Egito para a assinatura do plano.
*Com informações da Reuters e da BBC
**Conteúdo em atualização
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