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Ações da Tesla sobem 5% após o Politico reportar que o presidente dos EUA afirmou a aliados sobre a mudança no alto escalão da Casa Branca
A porta de saída do governo dos Estados Unidos está aberta para Elon Musk. Segundo o site norte-americano Politico, nesta quarta-feira (02) — o aguardado Dia da Liberdade de Donald Trump — o presidente afirmou a aliados que Musk se afastará nas próximas semanas de seu papel como parceiro do governo.
Atualmente, o homem mais rico do mundo comanda o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), liderando uma cruzada contra os gastos públicos nos EUA, que tem causado atritos dentro do Partido Republicano.
A movimentação ocorre após a derrota de Brad Schimel, candidato fortemente apoiado por Musk, na disputa por uma cadeira na Suprema Corte de Wisconsin. Schimel perdeu para a juíza Susan Crawford, que contava com apoio democrata. Musk se envolveu diretamente na campanha, financiando o projeto e participando de diversos comícios.
A saída do bilionário já começou a ser ensaiada há alguns dias. Na segunda-feira (31), Trump declarou a repórteres: "Em algum momento, Elon vai querer voltar para sua empresa", disse. E acrescentou: "Ele quer. Eu o manteria pelo maior tempo que pudesse".
Na quinta-feira (27), o próprio Musk, ao ser questionado se deixaria o cargo assim que seu status de funcionário especial expirasse, respondeu: "Acho que teremos concluído a maior parte do trabalho necessário para reduzir o déficit em US$ 1 trilhão dentro desse período".
Por volta das 13h40, após a notícia do Politico, as ações da Tesla disparavam 5,35%, refletindo a expectativa de que Musk volte seu foco para a fabricante de veículos elétricos, que enfrenta dificuldades em 2025. Apenas no primeiro trimestre do ano, as ações da empresa registraram uma queda de 36% na bolsa.
A atuação do bilionário na Casa Branca tem sido um dos fatores de tensão no mercado, gerando protestos, boicotes e ataques a lojas e veículos da Tesla em diversas partes do mundo.
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As tarifas automotivas impostas por Trump também preocupam, especialmente por afetarem fornecedores-chave da empresa no México e na China.
A iminente saída de Musk ocorre em meio à crescente frustração dentro do governo Trump e entre aliados externos com sua imprevisibilidade, levando muitos a vê-lo como um passivo político.
Essa transição deve coincidir com o fim do status de Musk como "funcionário especial do governo", título que o isenta temporariamente de algumas regras de ética e conflito de interesse. Esse período de 130 dias deve expirar entre o final de maio e o início de junho.
A mudança de postura do governo norte-americano marca um contraste significativo em relação a um mês atrás, quando aliados da Casa Branca acreditavam que Musk estava "aqui para ficar" e que Trump encontraria uma maneira de contornar o limite de permanência no governo.
No entanto, o bilionário continuará a exercer influência nos altos escalões dos EUA. Peça-chave na campanha de Trump, Musk deve seguir presente nos centros de poder do país.
Um alto funcionário da administração disse ao Politico que Musk provavelmente manterá um papel informal como conselheiro e continuará aparecendo ocasionalmente na Casa Branca.
Outro alertou que quem espera que Musk desapareça completamente do círculo de Trump está "se iludindo".
Segundo o Politico, aliados de Trump demonstram alívio diante da expectativa de que Musk deixe seu papel central no governo. Para muitos, o fim das surpresas provocadas pelo DOGE — que incluíram desde um e-mail exigindo que funcionários federais listassem sua produtividade até cortes acidentais em programas de prevenção ao ebola — pode finalmente estar próximo.
Após a repercussão da informação divulgada pela Politico, a Casa Branca afirmou que Elon Musk deve permanecer na liderança do DOGE até concluir sua missão de reduzir os gastos do governo e enxugar a força de trabalho federal.
“Elon Musk e o presidente Trump declararam publicamente que Elon deixará o serviço público como funcionário especial do governo quando seu incrível trabalho no DOGE for concluído”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
*Com informações do Politico, CNBC e Money Times
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