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Declaração do presidente norte-americano nesta quarta-feira (19) colocou mais fogo na guerra que está prestes a completar três anos
Há quem diga que o caminho para a paz necessariamente passa pela guerra — e foi uma guerra de palavras que Donald Trump conseguiu nesta quarta-feira (19) em meio à tentativa de colocar fim ao conflito entre Rússia e Ucrânia.
Quem deu o primeiro “tiro” do dia foi o republicano. Em uma publicação na Truth Social, ele chamou o presidente da Ucrânia de ditador e afirmou que Volodymyr Zelensky “deverá agir rápido ou não terá mais um país”.
“Pensem sobre isso, um comediante de sucesso modesto, Volodymyr Zelensky convenceu os EUA a gastarem US$ 350 bilhões para entrar em uma guerra que sabia e não venceria e que nunca deveria ter começado, mas que, sem os EUA e 'Trump', ele nunca será capaz de vencer", escreveu.
Não demorou muito para Trump despertar a fúria de líderes internacionais que, em bloco, saíram em defesa de Zelensky.
Mas quem chamou mais atenção foi o antigo braço direito de Trump. Mike Pence, que foi o vice do republicano no primeiro governo, mandou um recado nominalmente:
"Senhor presidente, a Ucrânia não iniciou esta guerra. A Rússia lançou uma invasão brutal e não provocada, ceifando centenas de milhares de vidas. O caminho para a paz deve ser construído sobre a verdade", escreveu Pence no X.
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A questão é que para conseguir a paz entre Rússia e Ucrânia, o republicano reproduz comentários semelhantes aos de Vladimir Putin, que questiona a legitimidade do presidente ucraniano e sua capacidade de negociar um acordo de paz efetivo.
Hoje, Trump apagou fogo com gasolina.
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