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O governo brasileiro estuda todas as opções para se defender das medidas do governo norte-americano e, embora prefira o diálogo, não descarta acionar os EUA na Organização Mundial do Comércio
Levou pouco mais de três horas para que o Brasil reagisse ao anúncio das tarifas recíprocas de Donald Trump — e, claro, Lula não gostou do que viu.
Embora a ordem do governo brasileiro seja manter o diálogo com os EUA, o Brasil acusou Trump de violar os compromissos assumidos perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Por isso, Lula mandou avisar: está avaliando todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, considerando, inclusive, recorrer à própria OMC “em defesa dos legítimos interesses nacionais”.
Enquanto estuda opções, o governo brasileiro disse também que vai buscar em consulta com o setor privado a defesa dos interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos EUA — e aqui, a estratégia é o diálogo.
O Brasil se mantém aberto ao "aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas" com a gestão republicana para reverter as medidas anunciadas e atenuar seus efeitos, diz o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em nota conjunta.
Se Trump se baseou em números para aplicar as tarifas sobre os parceiros comerciais, é neles também que Lula acusa Washington de falta de reciprocidade.
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Segundo o governo, os EUA registram "recorrentes e expressivos" superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos, por isso, a imposição unilateral da tarifa de 10% com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a reciprocidade comercial não reflete a realidade.
E reciprocidade por reciprocidade, o Congresso fez a sua parte nesta quarta-feira (2).
Trump conseguiu que oposição e situação se unissem em torno da aprovação do projeto de lei da reciprocidade econômica, que estabelece critérios para que o Brasil responda a medidas unilaterais adotadas por países ou blocos econômicos que afetem a competitividade brasileira no cenário internacional.
Agora só falta Lula assinar.
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