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Bilionário anunciou a saída do cargo de CEO no começo deste mês; em entrevista à jornal americano, ele falou mais sobre os planos futuros
A aposentadoria de Warren Buffett, anunciada pelo próprio bilionário em conferência com investidores no começo deste mês, já era esperada. Aos 94 anos, o megainvestidor construiu uma carreira de respeito à frente da Berkshire Hathaway. Mas este momento de “largar o osso” chega para todos.
Acontece que Buffett não quer exatamente abrir mão da vida corporativa.
Em entrevista ao Wall Street Journal, o executivo revelou que pretende continuar indo ao escritório da Berkshire em Omaha, Nebraska, onde ele reside.
“Não vou ficar sentado em casa, assistindo novela. Meus interesses ainda são os mesmos”, declarou.
Em entrevista, Buffett disse que sua habilidade de tomar decisões estratégicas em tempos difíceis para o mercado não foi afetada pela idade.
“Eu serei útil se houver um pânico no mercado, porque eu usualmente não fico com medo quando os ativos caem de preço ou quando todo o resto do mundo fica com medo”, declarou.
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No entanto, o megainvestidor reconhece que já não tem toda a produtividade e agilidade necessária para continuar tocando a empresa.
Na conferência da Berkshire, Buffett confirmou a nomeação de Greg Abel como sucessor, que já tinha sido cotado em 2021. Um dia depois, o executivo foi nomeado pelo conselho oficialmente.
Ao WSJ, o bilionário declarou que começou a notar “diferenças cada vez mais perceptíveis” entre o que ele conseguia realizar em um dia de 10 horas de trabalho, versus o que Abel era capaz de fazer.
O “Oráculo de Omaha” seguirá como presidente do conselho (chairman) no ano que vem, ajudando Abel com quaisquer grandes oportunidades de aquisição que possam surgir em mercados voláteis no futuro.
No entanto, Buffett deixou claro que a palavra final sobre as operações da empresa e a aplicação de capital caberia a Abel quando a transição ocorresse.
De toda forma, a permanência do megainvestidor também traz maiores garantias da estabilidade da Berkshire Hathaway em um momento de incertezas econômicas.
* Com informações da CNBC.
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