Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
15 ANOS DE LUTA

STF decide pelo direito à correção do retorno da poupança nos planos Bresser, Verão e Collor, mas favorece acordo coletivo polêmico

Julgamento encerrado na sexta-feira (23) concluiu ação que começou em 2009, mas ainda há dúvidas em aberto que devem gerar novos embargos

poupança caderneta dinheiro porquinho resgate
Imagem: Canva Pro

Após mais de uma década de indefinição, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade dos planos econômicos Bresser, Verão e Collor I e II, assim como o direito ao ressarcimento por brasileiros que tiveram a correção de suas aplicações na poupança prejudicada por esses planos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O julgamento dos expurgos inflacionários — nome técnico para perdas na correção monetária de aplicações financeiras como a poupança — encerrou na última sexta-feira (23), com uma decisão unânime pelo plenário. 

Durante as décadas de 1980 e 1990, na tentativa de conter a hiperinflação, os presidentes José Sarney e Fernando Collor de Mello instituíram medidas econômicas de correção monetária defasada, congelamento de preços e confisco de recursos que provocaram prejuízos diretos a quem mantinha dinheiro na poupança. 

Milhares de processos foram protocolados na Justiça anos depois para reaver esse dinheiro. Porém, um grande número ainda aguarda uma definição final, que deve vir com a decisão do STF.

O relator da ação em julgamento, o ministro Cristiano Zanin, votou que os ressarcimentos da correção da poupança são constitucionais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nove dos 11 ministros do Supremo acompanharam o voto do relator, enquanto os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso se declararam suspeitos e se abstiveram de votar.

Leia Também

Conteúdo PAN

Dívidas: esse erro faz muitos brasileiros pagarem mais juros; veja como reorganizar sua vida financeira

ACUMULOU

Só faltou o milionário: +Milionária distribui R$ 254 mil, mas Mega-Sena, Lotofácil e Quina acumulam

Segundo Zanin, ainda que a implementação desses planos tenha gerado consequências negativas para poupadores à época, “é imperioso reconhecer que guardam conformidade com a Constituição, uma vez que cabe ao Estado preservar a ordem econômica e financeira”, escreveu em seu voto. 

“É possível, portanto, admitir o caráter constitucional e cogente dos planos econômicos e, ao mesmo tempo, reconhecer que seus efeitos danosos merecem ajustes e correções”, completou.

Para Alexandre Berthe, advogado do escritório Alexandre Berthe Advocacia, que representa alguns brasileiros e seus herdeiros em ações sobre o tema, a decisão é positiva e definitiva em termos de jurisprudência — referência para futuras decisões judiciais sobre questões semelhantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Acordo para reaver retorno da poupança 

O voto de Zanin dá preferência para que os ressarcimentos dos valores corrigidos da poupança sejam feitos por meio do acordo coletivo estabelecido pelo STF em 2017.  

O prazo para adesão a este acordo estava previsto para se encerrar agora em maio, porém, o ministro o prorrogou por mais 24 meses. 

“Atento aos objetivos buscados com o acordo coletivo homologado, fixo o prazo de 24 meses a contar da publicação da ata de julgamento para novas adesões de poupadores, determinando aos signatários do acordo coletivo que envidem todos os esforços para que os poupadores que ainda não aderiram ao acordo o façam dentro do prazo ora estabelecido”, escreve o ministro. 

No texto do voto, Zanin afirma que 326.188 acordos foram firmados até fevereiro de 2025, ultrapassando a faixa de R$ 5 bilhões em ressarcimentos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, a Frente Brasileira pelos Poupadores (Febrapo) estima que mais de 300 mil pessoas ainda têm ações em aberto sobre o assunto. 

O acordo homologado pelo STF foi feito em parceria com os bancos e suas associações, e prevê o pagamento de cerca de 15% da dívida por pessoa física. 

Para Berthe, que representa alguns poupadores individuais com processos em andamento, o percentual é insatisfatório e uma proposta justa envolve a possibilidade de ressarcimento de 47% a 52% do valor a que se tem direito.

Vicente Araújo, sócio da área de contencioso do escritório Pinheiro Neto Advogados, entende que esse percentual tem como objetivo reduzir o impacto econômico da decisão do STF. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Qualquer dívida com mais de 30 anos de correção monetária e juros é um valor financeiro alto. Multiplica isso pelos milhares de casos. É um impacto financeiro muito grande para os bancos, e isso não pode ser ignorado pelos ministros”, diz Araújo.

STF deixa dúvidas

A decisão do Supremo é final. 

Ficou estabelecido que o ressarcimento da correção monetária da poupança é constitucional e os poupadores têm direito a ela. 

Entretanto, ainda há algumas dúvidas sobre os próximos passos. Muitos poupadores que tinham ações individuais em andamento viram seus processos suspensos nos últimos anos para aguardar a decisão do STF. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não ficou claro se esses processos já foram liberados com a decisão recente do Supremo. 

“Cabe um embargo de declaração para esclarecer essa questão da suspensão ou não dos processos individuais”, diz Araújo, do Pinheiro Neto. 

  • Embargo de declaração é um recurso processual utilizado após decisões judiciais com o objetivo de esclarecer ou corrigir a sentença. 

Porém, na visão de Araújo, o que vai acontecer é que, quem quiser aderir ao acordo coletivo vai aderir, quem não quiser vai dar prosseguimento às suas ações individuais. 

“A ação passará por todas as instâncias até que seja aplicada a decisão do Supremo, que declarou como legítimo o ressarcimento”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Berthe instruiu seus clientes a aguardar os embargos de declaração até ter todas as informações consolidadas de forma definitiva. 

“A orientação aos clientes poupadores individuais que represento continua a mesma, continuaremos analisando as propostas de forma individual com os bancos e, quando possível, acordos serão formalizados, como ocorre há anos”, diz Berthe.

O acordo coletivo que foi prorrogado por mais dois anos tem a preferência como forma de reaver o dinheiro da poupança, segundo o STF. As informações sobre esse acordo e o cadastro para adesão estão disponíveis no Portal Informativo de Acordo Planos Econômicos

Ele é válido para quem já tem algum processo protocolado e quer desistir da causa para receber o dinheiro mais rápido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Pix automático 27 de maio de 2026 - 14:17

PROBLEMAS DE PAGAMENTO

Pix fora do ar: clientes de 8 bancos relatam instabilidade

27 de maio de 2026 - 14:17
Governo antecipa décimo terceiro salário de aposentados e pensionistas do INSS. 27 de maio de 2026 - 12:00
Cartão 27 de maio de 2026 - 7:00
Ilustração de uma conta bloqueada 21 de maio de 2026 - 12:30
Rafaela Cavalcanti, CEO da CloQ 20 de maio de 2026 - 13:30
Aplicativo do INSS consignado 19 de maio de 2026 - 12:21
Bolsa Família 2025 19 de maio de 2026 - 11:27
Pix 14 de maio de 2026 - 13:33
itaú bradesco santander nubank desenrola brasil 13 de maio de 2026 - 13:54
imposto de renda receita federal 5 de maio de 2026 - 18:10
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar