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Nova aposta da varejista oferece retorno acima da poupança e proteção do FGC; entenda se o risco de crédito compensa a rentabilidade turbinada

Com o sucesso dos “cofrinhos” oferecidos por bancos digitais como o Mercado Pago, o Magazine Luiza decidiu surfar essa onda e entrou na disputa pela reserva financeira dos brasileiros. Por meio do MagaluPay, a varejista passou a oferecer um Certificado de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade acima da taxa básica de juros.
O CDB do MagaluPay paga até 104,5% do CDI, posicionando-se como uma alternativa para quem busca um retorno superior ao da poupança.
A dúvida natural é: como uma empresa de varejo pode oferecer um CDB, já que esse tipo de título é exclusivo de instituições financeiras?
O modelo é similar ao do Mercado Livre com o Mercado Pago.
Em fevereiro de 2025, o MagaluPay recebeu autorização do Banco Central para atuar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI) — a autorização do Mercado Pago é outra, de Instituição de Pagamento.
Com o enquadramento de SCFI, o MagaluPay pode conceder crédito e disponibilizar produtos de investimento — incluindo os CDBs.
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Em sua primeira captação, o MagaluPay instituiu três vencimentos e três rentabilidades: 104,5% do CDI para resgate em dois anos, 103% para um ano e 102,5% para seis meses.
O CDB, no entanto, não tem liquidez diária. O investidor só recebe o dinheiro de volta, junto com os juros, no vencimento da aplicação.
A Nord Research simulou quanto rendem R$ 10 mil no CDB do MagaluPay de vencimento mais longo. Considerando a taxa Selic atual, de 14,75% ao ano, o rendimento bruto do título que paga 104,5% do CDI chega a 15,31% ao ano.
Em uma aplicação de R$ 10 mil, o valor líquido (já descontado o imposto de renda de 15% correspondente ao período de aplicação) seria de aproximadamente R$ 12.801 no vencimento, ou seja, R$ 2.801 de rentabilidade.
Em comparação com a caderneta de poupança, o ganho é bastante superior.
Mesmo sendo isenta de imposto de renda, o retorno anual da poupança, seguindo os mesmos parâmetros de Selic e CDI, seria de 6,17% ao ano. Com isso, o retorno líquido seria de cerca de R$ 1.273 em dois anos.
Diferentemente do "cofrinho" do Mercado Pago, em que o dinheiro é aplicado em títulos públicos (risco soberano), o investimento no MagaluPay é uma aplicação em crédito privado. Isso significa que o risco da operação depende do risco de crédito do Magazine Luiza, que é a empresa “mãe”.
A agência de classificação de risco Fitch atribuiu o rating AA-, com perspectiva estável, para o MagaluPay. Na prática, trata-se de um rating sólido, com grau de investimento e estabilidade. O Magazine Luiza tem o mesmo rating pela agência S&P.
Mas não é só isso.
Como CDB, a aplicação financeira também conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante até R$ 250 mil — principal mais juros —, por CPF ou CNPJ, aplicados na mesma instituição financeira.
Para efeito comparativo, o Agibank e o C6 — duas instituições com histórico consolidado de emissão de CDBs — têm rating AA-, com perspectiva estável, pela S&P.
No entanto, a Nord faz algumas ponderações em sua análise:
Apesar da rentabilidade atrativa, Gabriel Nakaya, analista da Nord Research, recomenda cautela.
A MagaluPay é uma instituição recente, com apenas um ano de operação no setor bancário. Sua carteira de crédito é composta majoritariamente por Crédito Direto ao Consumidor (CDC), uma modalidade considerada mais arriscada por estar bastante exposta à inadimplência.
A posição da Nord é ficar de fora do papel da MagaluPay por enquanto. A casa também avalia que se trata de um título de mais risco, mesmo sendo um CDB. Por isso, não recomenda para reserva de emergência ou grandes volumes de aplicação.
Para quem tem interesse em investir, Nakaya indica uma exposição pequena, monitorando a evolução dos resultados e da estratégia dentro da própria carteira.
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