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A base de alunos da companhia cresceu para 1,4 milhão de estudantes, aumento de 1,3% no comparativo com os primeiros três meses do ano passado
Apesar de alguns indicadores positivos, a Yduqs (YDUQ3) apresentou resultados abaixo do esperado pelo mercado no primeiro trimestre de 2025, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (12).
O lucro líquido da empresa de educação foi de R$ 128,7 milhões, uma queda de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O mercado esperava um lucro de R$ 170 milhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também recuou, somando R$ 503,3 milhões, baixa de 1,1% em base anual. A expectativa era de R$ 551 milhões. A margem Ebitda ficou em 33,8%, com recuo de 0,9 ponto percentual na comparação anual.
A receita líquida da empresa teve leve alta, totalizando R$ 1,48 bilhão, crescimento de 1,6% frente ao 1T24. No entanto, o mercado esperava uma receita de R$ 1,53 bilhão.
O crescimento na receita é consequência do avanço do segmento premium, mas houve impacto negativo do programa de isenção de calouros não engajados, que reduziu a receita em R$ 27 milhões.
No geral, o resultado financeiro líquido da Yduqs foi negativo, de R$ 187,7 milhões, aumento de 17,2% ante o mesmo período do ano passado.
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Apesar do desempenho aquém das estimativas, a Yduqs divulgou um guidance otimista para os próximos anos.
A empresa projeta lucro por ação entre R$ 1,70 e R$ 2,00 em 2025, o que representa um crescimento de 45,2% a 70% em relação a 2024.
As projeções seguem positivas para os anos seguintes:
Se confirmadas, essas metas significariam uma alta de até 284% no lucro por ação em comparação com os números de 2024.
A empresa também prevê fluxo de caixa do acionista entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em 2025.
Segundo a Yduqs, o resultado financeiro negativo foi um reflexo da alta da Selic, taxa básica de juros, bem como da migração de produtos de financiamento privado.
“A alta da taxa Selic teve impacto líquido negativo de R$ 10 milhões no trimestre, enquanto a Yduqs segue empenhada em reduzir o custo médio da dívida e o nível de alavancagem — medidas que ajudam a compensar os efeitos da oscilação nos juros”, divulgou a empresa em comunicado ao mercado.
Já as despesas com financiamentos privados subiram R$ 13,9 milhões, principalmente devido à mudança no modelo de recebimento dos pagamentos estudantis.
A base de alunos financiados migrou para um novo produto, em que os repasses à empresa ocorrem durante a duração do curso, e não mais em prazo equivalente ao dobro do curso, como era antes.
“Essa alteração melhora de forma permanente a geração de caixa da companhia, embora pressione negativamente a linha de despesas financeiras”, segundo a empresa.
Em linhas gerais, a base de alunos da Yduqs cresceu para 1,4 milhão, alta de 1,3% no comparativo entre trimestres. No lado das captações, a alta foi de 6% no comparativo, cerca de 282,4 mil alunos novos.
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