Xô, montanha-russa! Infracommerce (IFCM3) quer fazer um novo grupamento de ações na bolsa. O que isso significa para o investidor?
Após meses negociando as ações IFCM3 na casa dos centavos na bolsa brasileira, a empresa tentará outra vez aumentar as cotações dos papéis; entenda

Após uma forte derrocada na bolsa brasileira, a Infracommerce (IFCM3) tenta outra vez abandonar a condição de penny stock. O conselho de administração aprovou a proposta de um novo grupamento de 100% das ações, na proporção de 10 para 1.
Isso significa que, se a operação for aprovada, grupos de 10 papéis IFCM3 serão unidos para formar uma única nova ação.
Com essa união, o preço do papel também será multiplicado pelo mesmo fator.
Vale lembrar que a empresa, que fornece soluções para e-commerce, já havia realizado outra operação semelhante em junho, na proporção de 20 para 1.
Por que a Infracommerce (IFCM3) quer um novo grupamento de ações
O objetivo da operação é aumentar as cotações para que a Infracommerce deixe de ser uma penny stock, como são conhecidas as ações que negociam a menos de 1 real, e consiga enfim descer da dura montanha-russa de volatilidade dos papéis na B3.
Isso porque a bolsa brasileira determina regras para inibir a negociação de penny stocks. Afinal, além do preço baixo, as ações de menor valor na bolsa tendem a passar por oscilações de preços ainda maiores do que o restante dos ativos do mercado acionário.
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Segundo as normas da B3, uma ação não pode passar mais do que 30 pregões cotada abaixo de R$ 1. Quando isso acontece, a empresa em questão é notificada para que apresente um plano de adequação de preço.
“A administração entende que o fator de grupamento proposto será necessário e suficiente para que a cotação das ações de sua emissão esteja acima do patamar mínimo”, escreveu a empresa, em fato relevante.
Atualmente, as ações ordinárias da Infracommerce são negociadas a R$ 0,35 na B3 e acumulam desvalorização de 64% desde o começo do ano.
Com ações praticamente reduzidas a pó, a empresa já perdeu praticamente 99% do valor de mercado na bolsa desde o IPO, em 2021.
A desvalorização das ações acontece em meio a uma situação financeira delicada, com direito a um processo de reestruturação de dívidas com credores e aumentos de capital social.
Os próximos passos
Vale lembrar que a proposta de grupamento ainda deve passar pelo aval dos investidores da Infracommerce (IFCM3).
O conselho convocou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para o dia 22 de setembro de 2025.
Uma vez que o grupamento de ações seja aprovado pelos acionistas, os investidores terão 30 dias para ajustar suas respectivas posições acionárias. O objetivo é que não haja frações de ações após a conclusão da operação.
Mas, caso sobrem eventuais frações de ações, esses pedaços serão, posteriormente, vendidos em leilão na B3 até que haja a liquidação do montante total.
A situação financeira da Infracommerce (IFCM3)
De olho nas finanças, a Infracommerce (IFCM3) teve um prejuízo de R$ 61,4 milhões no segundo trimestre. Embora ainda no vermelho, a cifra representa uma melhora de 96% em relação às perdas vistas no mesmo período do ano passado.
Segundo o CEO da Infracommerce, Mariano Oriozabala, os resultados confirmaram a efetividade do plano de transformação da companhia.
“Em apenas nove meses de gestão, executamos três quartos do que nos propusemos a fazer: estabilizar o negócio no Brasil, retomar o crescimento e resgatar a eficiência operacional. Agora, entramos em uma nova etapa, voltando ao mercado com ambição renovada e foco em crescimento sustentável”, afirmou.
A receita líquida chegou a R$ 181,9 milhões no 2T25, uma queda de 26,7% em relação ao 2T24.
Já o Ebitda, indicador usado para mensurar a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa, foi de R$ 15,4 milhões entre abril e junho. Trata-se do terceiro resultado operacional seguido no positivo.
A empresa atribui o resultado à redução de custos e despesas que iniciada a partir do segundo trimestre de 2024, em conjunto com uma melhora da margem devido à rescisão de contratos onerosos de clientes.
Os custos e despesas totais registraram uma melhora de 50,2% na comparação anual, para R$ 187 milhões no fim do segundo trimestre, desconsiderado o impairment.
Por sua vez, o volume bruto de mercadorias (GMV) total chegou a R$ 3,2 bilhões em junho, recuo de 11,6% em relação ao mesmo intervalo de 2024.
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