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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DANÇA DAS CADEIRAS

Vivara (VIVA3) inicia novo ciclo de expansão com troca de CEO e diretor de operações; veja quem assume o comando

De olho no plano sucessório para acelerar o crescmento, a rede de joalherias anunciou a substituição de sua dupla de comando; confira as mudanças

Camille Lima
Camille Lima
12 de dezembro de 2025
9:21 - atualizado às 13:52
vivara-viva3
Imagem: Divulgação

Nos bastidores, a Vivara (VIVA3) já vinha preparando sua sucessão há meses. Agora, o plano finalmente veio à tona, com a saída de dois executivos do alto escalão.

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Icaro Borrello deixou o cargo de CEO, enquanto Bruno Kruel Denardin foi destituído da diretoria de operações.

A saída dos executivos abre espaço para uma nova dupla de comando que assume a missão de acelerar o crescimento da rede de joalherias.

Em seus lugares, assumem Thiago Lima Borges como novo presidente e Cassiano Lemos da Cunha como diretor de operações.

Ambos os executivos, nomeados pelo conselho de administração, já tomaram posse e cumprem mandato até maio de 2027.

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Transição no alto escalão

Segundo a Vivara, a transição é fruto de um movimento estruturado, com um "processo sucessório planejado e conduzido nos últimos meses", iniciado após a reforma nos membros do conselho.

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“Após a reformulação do conselho realizada neste ano, os seus membros analisaram as perspectivas da companhia e as competências necessárias para liderá-la em seu próximo ciclo de crescimento”, disse a empresa, em comunicado ao mercado.

A empresa afirma que contratou uma consultoria especializada para conduzir a seleção dos novos executivos, com o objetivo de identificar perfis alinhados às “principais alavancas futuras de criação de valor”.

Essas alavancas incluem excelência operacional combinada a crescimento sustentável, rigor na alocação de capital e fortalecimento das práticas de governança corporativa, segundo a Vivara.

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O que muda para a Vivara daqui para frente

A Vivara afirma que a renovação no alto escalão não altera metas, guidances ou direcionadores estratégicos já apresentados ao mercado.

A expectativa é de continuidade, mas com uma nova liderança moldada para acelerar o plano de expansão orgânica e multicanal, intensificar a inovação no ecossistema de marcas e aprimorar a gestão de capital de giro, geração de caixa e eficiência logística.

Para Marina Kaufman, presidente do conselho de administração, a chegada dos novos executivos representa a continuidade de um projeto de longo prazo , com uma "estratégia construída com disciplina, visão de longo prazo e foco absoluto na criação de valor".

Em nota, ela destacou que a Vivara entra em um novo ciclo de expansão “com uma liderança altamente qualificada, totalmente alinhada ao propósito e à ambição de seguir crescendo de forma sustentável e consistente”.

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A varejista de joias afirma que a transição reflete seu compromisso com uma governança orientada ao longo prazo, garantindo estabilidade, alinhamento estratégico e a manutenção dos pilares que sustentam a criação de valor na rede.

Na visão do JP Morgan, o movimento é "positivo para o fortalecimento da execução, dado o amplo histórico no varejo dos executivos nomeados".

Além disso, os analistas avaliam que a troca de comando parece sinalizar que o ciclo de mudanças na gestão, que vinha gerando preocupações de governança na Vivara nos últimos anos, deve ter chegado ao fim.

Já o BTG Pactual avalia que a Vivara continua como uma das opções mais atraentes no varejo brasileiro para os próximos trimestres, com um "valuation interessante", sinais construtivos de governança e momento operacional.

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Segundo os analistas, o potencial de valorização dependerá de fatores como a expansão sustentada da margem bruta e a recuperação mais rápida do capital de giro nos próximos trimestres.

Para além do curto prazo, o banco avalia que será necessário monitorar no longo prazo a produtividade das lojas, a potencial canibalização entre os formatos Vivara e Life e a capacidade de reter e motivar os principais talentos de liderança.

"Embora os riscos permaneçam (principalmente em relação à continuidade da governança e à rotatividade da administração), o conjunto de evidências aponta para uma empresa que está atuando de forma eficaz e demonstrando um alinhamento mais forte entre estratégia, conselho e operações", escreveram os analistas.

"A Vivara tem um caminho claro para entregar crescimento de lucros e uma expansão de múltiplos impulsionada pela governança", acrescentaram.

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Enquanto isso, o Itaú BBA destaca que a Vivara continua a se destacar em um ambiente em que muitos concorrentes do varejo enfrentam tendências mais fracas, sustentada por um desempenho resiliente da receita.

A aposta do banco é que o quarto trimestre possa marcar um ponto de inflexão na geração de fluxo de caixa livre, à medida que os níveis de estoque se normalizam, ajudando o indicador de retorno sobre o capital investido (ROIC). "Acreditamos que esse cenário é fundamental para uma maior valorização das ações."

De CEO novo: quem são novos executivos da Vivara

O novo CEO, Thiago Borges, chega com mais de duas décadas de experiência no mercado. Ele foi diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI) no Grupo Smart Fit, onde hoje atua como conselheiro, e também ocupou cargos de liderança no grupo Arezzo&Co, incluindo a vice-presidência corporativa.

Por sua vez, Cassiano Lemos, o novo COO, também traz mais de 20 anos de trajetória no setor. Ele liderou áreas comerciais na Richards, antes de assumir posições estratégicas na Arezzo&Co, onde foi diretor de operações e planejamento.

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*Com informações do Money Times.

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