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Segundo os analistas, a mineradora segue negociada com desconto em relação às concorrentes globais, e ainda pode apresentar resultados mais fortes daqui para frente
A maré da Vale (VALE3) virou. Depois de passar parte do ano praticamente no zero a zero, o papel ganhou fôlego nos últimos meses e sobe mais de 20% desde agosto, impulsionado pelo avanço do preço do minério de ferro e pelos bons resultados operacionais.
Na visão do Safra, ainda há espaço para ganhos. O banco elevou o preço-alvo da companhia de US$ 11,50 para US$ 13,20, o que representa potencial de valorização de 16%, mantendo a recomendação de compra.
Segundo os analistas, a Vale segue negociada com desconto em relação às concorrentes globais, com rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF) estimado em 11% entre 2026 e 2028, frente aos 6% da australiana Rio Tinto (RIO).
O Safra também revisou para cima as projeções de Ebitda — indicador que mede o resultado operacional — para refletir uma melhora mais ampla nos preços das commodities.
Agora, o banco espera Ebitda de US$ 16,6 bilhões em 2026 (alta de 8% em relação à projeção anterior) e US$ 16,7 bilhões em 2027 (11% superior).
A estimativa para o Ebitda de soluções de minério de ferro subiu 7% para 2026, “impulsionada por premissas de preços realizados mais fortes (finos a US$ 88/t, +6%), enquanto mantivemos os volumes de vendas estáveis em 295 milhões de toneladas”, afirma o relatório.
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E para os investidores ansiosos com o presente dos dividendos extraordinários, o Safra trouxe uma boa notícia: é muito provável que eles cheguem.
Na última teleconferência, a administração da Vale indicou que a estabilidade do mercado e o forte desempenho operacional criam condições favoráveis para uma distribuição adicional de proventos em breve.
Apesar de a mineradora manter uma meta ambiciosa de capex (investimentos) entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2025, o Safra calcula que apenas US$ 5,3 bilhões devem ser efetivamente executados.
Isso abre espaço para dividendos extraordinários estimados em US$ 1 bilhão em 2026 e mais US$ 1 bilhão em 2027.
“O capex caiu 14% em relação ao mesmo período do ano anterior nos primeiros nove meses de 2025 e precisaria subir 9% no quarto trimestre para atingir o limite inferior da previsão da Vale, marcando o segundo maior capex trimestral desde 2017, o que é improvável”, afirmam os analistas.
Além disso, o banco destaca boa probabilidade de adiamento ou descontinuação de projetos de níquel e minério de ferro, o que liberaria capital para dividendos extras.
*Com informações do Money Times
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