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Subir é o melhor remédio: ação da Hypera (HYPE3) dispara 12% e lidera o Ibovespa mesmo após prejuízo

Entenda a razão para o desempenho negativo da companhia entre janeiro e março não ter assustado os investidores e saiba se é o momento de colocar os papéis na carteira ou se desfazer deles

Imagem mostrando uma série de medicamentos que fazem parte do portfólio da Hypera (HYPE3); em segundo plano, aparecem prateleiras de uma farmácia
Imagem: YouTube/Divulgação

A Hypera (HYPE3) registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 138,8 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo o lucro líquido de R$ 391,5 milhões visto no mesmo período do ano anterior. O resultado foi considerado fraco por muitos bancos e, mesmo assim, as ações dispararam nesta quinta-feira (24) 12%, liderando os ganhos do Ibovespa. 

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Pior que isso: as coisas não devem melhorar para a companhia no curto prazo. "Esperamos que o momento negativo continue até pelo menos o final do primeiro semestre, à medida que a empresa ajusta suas operações", dizem Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, analistas do Safra.

Para o trio, o desempenho operacional da Hypera foi impactado pelo plano de reestruturação e ajustes dos recebíveis que visa melhorar o capital de giro. 

Os analistas do Safra apontam que o plano teve um impacto negativo, fazendo as vendas líquidas caírem 40% na comparação anual. Da mesma forma, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o lucro líquido foram revertidos em perdas, mas ainda superaram as expectativas do banco.

  • O Ebitda das operações continuadas ficou negativo em R$ 148,5 milhões entre janeiro e março, ante um Ebitda positivo de R$ 647,8 milhões no mesmo trimestre de 2024. Já a receita líquida no período caiu 40,8% em base anual, somando R$ 1,080 bilhão.

Ainda assim, o banco considera que os resultados totais da Hypera foram positivos — o que justifica a alta das ações de hoje — e chama a atenção para a geração de caixa de R$ 570 milhões no período; a comercialização direta dos produtos ao cliente final, de 6%, o que mostra que a companhia defende sua posição no mercado.

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As ações da Hypera terminaram o dia com alta de 12,27%, cotadas a R$ 23,60. Já o Ibovespa avançou 1,79%, aos 134.580,43 pontos. 

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O BTG Pactual também chama atenção para o fato de o balanço da Hypera ter sido impactado pelos efeitos do processo de otimização do capital de giro (WC), com venda inicial reduzida em cerca de 41% em comparação anual.

Os analistas Samuel Alves e Yan Cesquim destacam que nas vendas finais, o setor farmacêutico cresceu 11,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a Hypera subiu 6,9%.

“O crescimento reflete desempenho sólido no mercado institucional — +20,6% em comparação com o primeiro trimestre de 2024 —, além de crescimento lento de 6% no varejo”, diz a dupla. 

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A queda nos recebíveis da Hypera — de R$ 1 bilhão em relação ao trimestre anterior, impulsionada por uma receita líquida menor e pela implementação da nova estratégia de capital de giro — chamou a atenção do Itaú BBA. 

“A empresa obteve uma redução significativa nas contas a receber, com abril já atingindo a meta de 60 dias de recebimento”, disseram os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Generali Marquezini e Felipe Amâncio.

"Houve também um aumento nominal inesperado nos níveis de estoque em relação ao trimestre anterior. Por fim, a dívida líquida diminuiu R$ 86 milhões em relação ao trimestre anterior", diz o trio. 

O Bradesco BBI, por sua vez, reforça o desempenho das vendas e marketing (sell-out, na sigla em inglês) no varejo, que cresceu 6% em relação ao ano anterior — em linha com a estimativa do mercado de 5,8% considerando as mesmas categorias, mas quatro pontos porcentuais abaixo considerando todas as categorias.

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"Para impulsionar o sell-out, os descontos aumentaram 91% em relação ao ano anterior — ante 53% no quarto trimestre e 19% nos nove meses de 2024 — e as despesas de marketing, cresceram 40% no comparativo com janeiro a março de 2024", diz o banco. 

Comprar ou vender HYPE3?

As ações da Hypera entraram em leilão na abertura das negociações desta quinta-feira (24) e, além dos fortes ganhos de hoje, os papéis acumulam alta de 21,8% em abril e, no ano, de 32,1%. 

Alguns bancos entendem que ainda há espaço para mais e recomendam incluir HYPE3 na carteira mesmo após o prejuízo do primeiro trimestre, mas a indicação não é unânime. 

O Safra tem recomendação outperform (equivalente a compra) para as ações da Hypera, com preço-alvo de R$ 25, o que representa um potencial de valorização de 19% sobre o último fechamento. 

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O Itaú BBA também tem recomendação outperform (equivalente a compra) para os papéis da Hypera com preço-alvo de R$ 21, o que representa quase estabilidade, com queda de 0,1% em relação ao fechamento anterior.

Já o BTG está no time das indicações neutras para as ações da companhia, com preço-alvo em R$ 24, o que representa 14,17% de potencial valorização frente ao último fechamento.

Do mesmo lado, o Bradesco BBI manteve a classificação neutra para Hypera com preço-alvo de R$ 25, um potencial de valorização de 19% no comparativo com o fechamento anterior.

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