Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

COMPRAR OU VENDER

Subir é o melhor remédio: ação da Hypera (HYPE3) dispara 12% e lidera o Ibovespa mesmo após prejuízo

Entenda a razão para o desempenho negativo da companhia entre janeiro e março não ter assustado os investidores e saiba se é o momento de colocar os papéis na carteira ou se desfazer deles

Carolina Gama
24 de abril de 2025
16:06 - atualizado às 13:57
Imagem mostrando uma série de medicamentos que fazem parte do portfólio da Hypera (HYPE3); em segundo plano, aparecem prateleiras de uma farmácia
Imagem: YouTube/Divulgação

A Hypera (HYPE3) registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 138,8 milhões no primeiro trimestre de 2025, revertendo o lucro líquido de R$ 391,5 milhões visto no mesmo período do ano anterior. O resultado foi considerado fraco por muitos bancos e, mesmo assim, as ações dispararam nesta quinta-feira (24) 12%, liderando os ganhos do Ibovespa

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pior que isso: as coisas não devem melhorar para a companhia no curto prazo. "Esperamos que o momento negativo continue até pelo menos o final do primeiro semestre, à medida que a empresa ajusta suas operações", dizem Vitor Pini, Tales Granello e Renan Sartorio, analistas do Safra.

Para o trio, o desempenho operacional da Hypera foi impactado pelo plano de reestruturação e ajustes dos recebíveis que visa melhorar o capital de giro. 

Os analistas do Safra apontam que o plano teve um impacto negativo, fazendo as vendas líquidas caírem 40% na comparação anual. Da mesma forma, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o lucro líquido foram revertidos em perdas, mas ainda superaram as expectativas do banco.

  • O Ebitda das operações continuadas ficou negativo em R$ 148,5 milhões entre janeiro e março, ante um Ebitda positivo de R$ 647,8 milhões no mesmo trimestre de 2024. Já a receita líquida no período caiu 40,8% em base anual, somando R$ 1,080 bilhão.

Ainda assim, o banco considera que os resultados totais da Hypera foram positivos — o que justifica a alta das ações de hoje — e chama a atenção para a geração de caixa de R$ 570 milhões no período; a comercialização direta dos produtos ao cliente final, de 6%, o que mostra que a companhia defende sua posição no mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Hypera terminaram o dia com alta de 12,27%, cotadas a R$ 23,60. Já o Ibovespa avançou 1,79%, aos 134.580,43 pontos. 

Leia Também

Hypera: por trás dos números do 1T25

O BTG Pactual também chama atenção para o fato de o balanço da Hypera ter sido impactado pelos efeitos do processo de otimização do capital de giro (WC), com venda inicial reduzida em cerca de 41% em comparação anual.

Os analistas Samuel Alves e Yan Cesquim destacam que nas vendas finais, o setor farmacêutico cresceu 11,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a Hypera subiu 6,9%.

“O crescimento reflete desempenho sólido no mercado institucional — +20,6% em comparação com o primeiro trimestre de 2024 —, além de crescimento lento de 6% no varejo”, diz a dupla. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A queda nos recebíveis da Hypera — de R$ 1 bilhão em relação ao trimestre anterior, impulsionada por uma receita líquida menor e pela implementação da nova estratégia de capital de giro — chamou a atenção do Itaú BBA. 

“A empresa obteve uma redução significativa nas contas a receber, com abril já atingindo a meta de 60 dias de recebimento”, disseram os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Generali Marquezini e Felipe Amâncio.

"Houve também um aumento nominal inesperado nos níveis de estoque em relação ao trimestre anterior. Por fim, a dívida líquida diminuiu R$ 86 milhões em relação ao trimestre anterior", diz o trio. 

O Bradesco BBI, por sua vez, reforça o desempenho das vendas e marketing (sell-out, na sigla em inglês) no varejo, que cresceu 6% em relação ao ano anterior — em linha com a estimativa do mercado de 5,8% considerando as mesmas categorias, mas quatro pontos porcentuais abaixo considerando todas as categorias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Para impulsionar o sell-out, os descontos aumentaram 91% em relação ao ano anterior — ante 53% no quarto trimestre e 19% nos nove meses de 2024 — e as despesas de marketing, cresceram 40% no comparativo com janeiro a março de 2024", diz o banco. 

Comprar ou vender HYPE3?

As ações da Hypera entraram em leilão na abertura das negociações desta quinta-feira (24) e, além dos fortes ganhos de hoje, os papéis acumulam alta de 21,8% em abril e, no ano, de 32,1%. 

Alguns bancos entendem que ainda há espaço para mais e recomendam incluir HYPE3 na carteira mesmo após o prejuízo do primeiro trimestre, mas a indicação não é unânime. 

O Safra tem recomendação outperform (equivalente a compra) para as ações da Hypera, com preço-alvo de R$ 25, o que representa um potencial de valorização de 19% sobre o último fechamento. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Itaú BBA também tem recomendação outperform (equivalente a compra) para os papéis da Hypera com preço-alvo de R$ 21, o que representa quase estabilidade, com queda de 0,1% em relação ao fechamento anterior.

Já o BTG está no time das indicações neutras para as ações da companhia, com preço-alvo em R$ 24, o que representa 14,17% de potencial valorização frente ao último fechamento.

Do mesmo lado, o Bradesco BBI manteve a classificação neutra para Hypera com preço-alvo de R$ 25, um potencial de valorização de 19% no comparativo com o fechamento anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia