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Otimização operacional e Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida estão no cerne da tese de investimento do banco
A avaliação do Santander já era positiva para a Direcional, com uma recomendação “outperform” — equivalente a compra —, para as ações DIRR3. Mas ficou ainda mais positiva, após uma atualização de tese que atribuiu um novo preço-alvo para 2026, projetando aumento de lucro e valorização de capital para este e os próximos anos.
Em relatório desta quarta-feira (25), os analistas Fanny Oreng, Antônio Castrucci e Matheus Meloni, afirmam estar mais otimistas do que o consenso de mercado em relação aos resultados da incorporadora entre 2025 e 2027.
O Santander projeta uma aceleração nos lançamentos de novos projetos pela Direcional, impulsionada por um ambiente competitivo mais favorável e pela recente criação da Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida. Além disso, existe uma expectativa de menor custo operacional, principalmente de materiais.
Baseado nesses lucros futuros projetados, espera-se uma expansão significativa no Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) da incorporadora, que pode chegar a 42% em 2026, contra cerca de 30% nos últimos 12 meses. Também está previsto ganho de margem bruta.
A capacidade da equipe de engenharia e a estratégia de concentrar mais unidades por projeto, para reduzir a complexidade operacional, são apontados como fatores que apoiam a estimativa dos analistas para mais lançamentos.
Com essas projeções, o Santander elevou as estimativas de lucro líquido para a Direcional, agora prevendo R$ 1 bilhão em 2026 e R$ 1,2 bilhão em 2027 — aumento de 8% e 18%, respectivamente, em relação às estimativas anteriores.
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Um dos fatores chave da visão mais otimista do Santander para a Direcional é o rendimento de dividendos (dividend yield), projetado em 12,5% para 2025.
A expectativa é que a empresa distribua um total de R$ 900 milhões em dividendos até o final do ano, um aumento em relação à projeção anterior de R$ 700 milhões.
Esse incremento é impulsionado pela venda adicional de uma participação de 15% na Riva, frente aos 7,55% estimados anteriormente.
A Riva é uma incorporadora do Grupo Direcional, que é focada em imóveis mais caros, que não se enquadram no programa "Minha Casa, Minha Vida". Porém, o crescimento da Direcional tem se firmado no negócio core, de imóveis para baixa e média renda.
“Estamos incorporando a venda de uma participação de 15% na Riva em nosso modelo. Um total de 9,98% já foi executado e esperamos que a parcela restante seja executada em outubro de 2025, pois estamos mais otimistas em relação aos investidores dispostos a investir na Riva por meio do fundo Riza”, diz o relatório.
“No geral, estamos 5% e 7% acima do consenso em relação ao lucro líquido de 2026 e 2027, respectivamente”, diz o relatório do Santander.
O banco é “outperform” nas ações DIRR3, por avaliar que o desempenho da empresa está acima da média.
No relatório, os analistas atribuem um novo preço-alvo para os papéis da construtora, em substituição ao preço-alvo atual. O novo valor é projetado para 2026, de R$ 50, substituindo o valor anterior de R$ 43, para 2025.
Com a ação cotada a R$ 42,45 no fechamento anterior, usado como base para o cálculo, essa projeção sugere um potencial de valorização de 17,8% em relação ao preço atual.
Já o retorno total potencial é de 42,6%, quando somados os ganhos de capital e dividendos.
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